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Mais de 30 pessoas estão morando nas ruas de Balneário
Renata Rutes/Página 3

Basta caminhar pelas ruas de Balneário Camboriú para ver o quanto cresceu o número de andarilhos. Há mais de 30 fixos. O flagrante da foto foi feito na manhã de hoje (18), em um prédio novo na Rua 2.500, quase na Terceira Avenida, no Centro da cidade. Não é a primeira vez nessa semana que a situação acontece nesse mesmo local.

Após o fim do verão o número de mendigos diminuiu, mas ainda se vê um bom número deles. Para se ter uma ideia, de janeiro a março o Resgate Social, departamento da Secretaria de Inclusão Social responsável pela abordagem e cuidado com essas pessoas, fez 790 atendimentos. Esse foi o maior registro nesse período desde 2009.

Com relação ao ano passado, houve aumento de 14,3% no número dos atendimentos.

Há poucos dias um novo relatório foi divulgado, ressaltando que o número de pessoas em situação de rua em Balneário diminuiu em 40%, em comparação com o mês anterior.

Porém, o número de moradores fixos ainda é alto: 32. Em 2013 esse número rodava entre 10 e 15. Ou seja, em quatro anos dobrou. Para ser considerado morador de rua é preciso residir nas ruas do município por mais de um ano.

Há ainda mais 20 pessoas que estão em situação de rua. Essas são aquelas que ficaram sem casa por conta de desemprego, corte de vínculo familiar e/ou dependência química, além ainda dos andarilhos, que apenas passam por Balneário. Para ser considerado ‘em situação de rua’ é preciso estar menos de um ano nessa condição.

O diretor do Resgate, Eder Clemente, acredita que um dos motivos da redução é o fim da temporada de verão, ocasião em que mais pessoas vêm para Balneário. “Além disso, intensificamos as abordagens na madrugada, auxiliando essas pessoas a retornarem para suas cidades de origem ou prestando o apoio necessário”, disse.

Abril foi o mês de menor número de atendimentos desde 2014: 186 pessoas passaram pela equipe do Resgate. Dessas, 90% são homens.

Quando questionados sobre a razão de terem vindo a Balneário Camboriú, 39% relataram ter vindo em busca de emprego, 26% são os chamados trecheiros (pessoas que andam de cidade em cidade sem destino definido), 22% são moradores do município e cidades da região e 56% relataram serem dependentes químicos, sendo o álcool o mais citado (22%).

A maioria veio da região Sul (34% de Santa Catarina, 22% do Paraná e 18% do Rio Grande do Sul). Ao todo, 73 passagens rodoviárias foram concedidas nesse período e 166 pessoas passaram pela Casa de Passagem – espécie de albergue onde os andarilhos podem tomar banho, dormir, comer e trocar de roupa.

Se você ver ou sabe de algum caso que exija atenção do Resgate Social, ligue 98839-7075 ou 3361-7813 (Casa de Passagem). O departamento atua 24h, todos os dias, inclusive feriados.


Quinta, 18/5/2017 11:16.




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