Jornal Página 3
Colunistas
Cidade

Sistema engloba de casas a edifícios e parece mais moderno e ágil 


Cidade

Depósitos de entulho são vistos por toda a cidade


Política

 Relembre os diálogos de Aécio com Joesley da JBS


Saúde

CVV atende agora em SC pelo 188 e de graça


Esportes

Campeões 2016 confirmaram presença


Variedades

Shows de rock, workshops e acessórios do mundo cervejeiro no BS Hall


Geral

Comunidade pode participar das palestras mediante inscrição prévia


Equilíbrio

Em debate resíduos sólidos na região da Costa Brava  


Cidade

Em 10 meses ela se transformou num sucesso que já ocupa duas praças e uma avenida


Publicidade


Publicidade

Resort de Balneário Camboriú terá programação especial para crianças e adultos


publicidade

Documentário 'Exodus' destaca dramas individuais de refugiados

LUIZ CARLOS OLIVEIRA JR.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As diásporas e os fluxos migratórios marcam a história humana desde a Antiguidade. Permanecem atuais, sem variar muito em suas motivações -guerra, pobreza, catástrofes. Mas obstáculos novos se somam: violentas políticas de fronteira, burocracias enrijecidas, alargamento dos abismos étnicos; em suma, os paradoxos que acompanham o processo de abertura das economias e de mundialização das culturas.

"Exodus - De Onde Eu Vim não Existe Mais", documentário de Hank Levine, aborda o problema sem recorrer à investigação histórica aprofundada. Mais preocupado com a dimensão dos afetos cotidianos do que com a macroestrutura política, privilegia os dramas individuais de alguns refugiados em partes distintas do mundo.

Surgem fatos impactantes. Constatamos, por exemplo, que os campos de refugiados da Alemanha de hoje diferem pouco dos campos de concentração nazistas. Os imigrantes não são exterminados em câmaras de gás, mas a lentidão burocrática e a indiferença generalizada os deixam lá apodrecendo por dez, às vezes 15 anos, até não terem mais força nem vontade de viver.

Uma situação que merecia ser mais explorada pelo filme é a dos dois jovens imigrantes que vieram da Síria para o Brasil. Nenhum deles tem o país como destino final: a moça sonha em ir para o Canadá e o rapaz, para a Alemanha. Embora seja a nação que acolhe de modo mais rápido e simples os refugiados sírios, o Brasil não é visto como lugar para se ficar. Só um purgatório.

Há também uma cena interessante com um casal formado por um alemão e uma sul-sudanesa. Numa discussão, ela tenta mostrar que, por mais que o noivo se mobilize, o simples fato de ele ser um branco europeu que vive num país que fabrica armas já o torna parte do problema. O rapaz não se convence, e temo que a ficha não tenha caído nem para o próprio filme, que, em seu sobrevoo panorâmico, distancia (no mau sentido) o espectador das reais questões em jogo.

Há um filtro protetor, como comprovam os momentos com música apelativa e narração de Wagner Moura. Ali, o filme se assemelha às propagandas de arrecadação de fundos para organizações filantrópicas e deixa a impressão de que tudo virou mercadoria, inclusive o gesto humanitário transformado em puro sentimentalismo.

EXODUS - DE ONDE EU VIM NÃO EXISTE MAIS
DIREÇÃO Hank Levine
PRODUÇÃO Brasil/Alemanha, 2016. 95 min. 12 anos.
AVALIAÇÃO regular


Quinta, 28/9/2017 17:46.


publicidade






publicidade





Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br