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“Milagres existem, aconteceu comigo”
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Desenganado pelos médicos, advogado conta como cirurgia espiritual mudou sua vida
Desenganado pelos médicos, advogado conta como cirurgia espiritual mudou sua vida

Depois de passar por cinco cirurgias, um transplante de menisco, um ano e quatro meses sem caminhar e ouvir de especialistas que só voltaria a andar com uma prótese, o advogado Wilson Rinhel Macedo, 39, fez uma última tentativa, uma cirurgia espiritual. Quatro sessões depois, voltou a caminhar e melhor do que isso, está novamente jogando tênis.

“Com a minha historia quero motivar outras pessoas, quero mostrar que há outros caminhos, porque fui lá como mais uma etapa do tratamento e quando começou a funcionar me dei conta que há algo além do que a gente consegue ver e é algo muito forte”.

Paulista de nascimento, Wilson mora em Itapema desde os 13 anos. Sempre praticou esportes, gostava de futebol, mas com 24 anos apaixonou-se pelo tênis, que lhe deu títulos regionais e estaduais.

Em 2009 fez a primeira cirurgia, de ligamento cruzado (LCA), após ruptura em jogo de futebol. Meio ano depois voltou a praticar esportes, principalmente tênis, mas de 2011 até 2015 toda vez que jogava sentia dor ou inchaço no joelho direito. Algo não estava certo.

O Transplante

Consultou os melhores especialistas e descobriu que nos Estados Unidos poderia fazer um transplante de menisco. Em abril de 2015 fez e é um dos poucos no Brasil que fez esse transplante raro por aqui.

“Ao retornar ao Brasil comecei a sentir muitas dores, além do inchaço do joelho. Após fazer alguns exames e punções, os médicos não sabiam o que eu tinha. Uns diziam que podia ser uma infecção e outros uma reação imunológica. O fato é que após dois meses da cirurgia, fiz uma ressonância e descobri que o menisco fora ‘absorvido’ pelo meu corpo. O médico americano determinou que eu fizesse uma cirurgia para ‘lavar’ o joelho, pois era o caso de infecção. Realizei o procedimento e tudo que estava ruim piorou. Meu joelho passou a não dobrar mais e as dores pioraram. Perdi toda a massa muscular e não conseguia sequer mover a perna. Toda tentativa de fisioterapia e ganho muscular eram em vão. Além das dores, minha perna não dava qualquer sinal de melhora. Vivia com o joelho inchado e dolorido. Fiz inúmeras consultas e não tinha nenhuma opinião conclusiva. Em janeiro de 2016 fiz mais uma cirurgia para quebrar suposta a fibrose do joelho. Naquele momento tive a certeza que meu joelho tinha acabado. No mesmo dia, já sentia ele totalmente solto, instável, ainda mais inchado e dolorido. Passei 15 dias usando uma máquina que dobrava meu joelho por seis horas, a cada dobra eu sentia muitas dores. Percebendo que tinha feito mais uma cirurgia sem utilidade, deixei o tempo passar sem saber o que fazer. Em maio de 2016 entrei em contato com o médico que me operou nos EUA e ele disse para eu fazer uma consulta em um médico em São Paulo, considerado o melhor de joelho do Brasil. Segundo o médico americano, o que ele me dissesse, eu deveria fazer. Ao fazer a consulta, o médico foi categórico: Eu não andaria mais se não fizesse uma prótese de joelho. Sai da consulta apreensivo, mas algo me dizia que eu deveria lutar contra aquela sentença. Comuniquei ao médico americano e ele endossou e ainda disse que prótese não seria tão ruím. Após mais algumas consultas na região e em Curitiba, resolvi novamente deixar o tempo passar. Já estava há mais de um ano sem andar e não via perspectiva de voltar a fazê-lo”, descreveu Wilson.

A última cirurgia

Triste e assustado com a notícia caiu em depressão. Perdeu 10 quilos. Não aceitava a nova realidade que se apresentava. Até que em julho do ano passado um amigo o encontrou e ficou surpreso com tudo que ouviu e o convidou para uma consulta em um Centro Espírita perto de Tijucas.

“Como eu já tinha tentado de tudo, aceitei. Lá uma mulher fez um reiki e mandou voltar quatro vezes. Na semana seguinte a mesma mulher disse que o joelho havia piorado e sugeriu uma cirurgia espiritual. Fiz. Na terceira vez que retornei, já andava apenas com uma bengala e sentia a perna muito melhor. Já conseguia fazer coisas que sequer imaginava e meu joelho finalmente parecia estar cicatrizando. Na ocasião o médium que se apresentou como ‘Dr.Miguel’ disse que eu estava curado, que logo mais estaria correndo e que deveria fazer o último retorno após 30 dias. No momento cheguei a rir como quem não acredita no que ouve. Ao perceber ele disse: - Ué, você não acredita eu Deus? Eu respondi que sim e o agradeci, ele prontamente recusou o agradecimento e pediu que eu agradecesse a Deus. Foi então que em 15 de agosto de 2016 larguei a muleta e passei a caminhar sem qualquer apoio. No início, imaginava que ia ficar daquele jeito mesmo, o que já era bom. No entanto, a cada semana que passava eu melhorava um pouco mais. Logo passei a dar os passos com mais confiança e já dobrava a perna para caminhar. Com os exercícios, fui ganhando força na coxa e estabilizando o joelho. Obviamente, depois de cinco cirurgias, meu joelho tem algumas limitações, mas com elas estou aprendendo a viver e hoje posso dizer que consigo fazer tudo que tenho vontade de fazer, inclusive voltei a jogar tênis o que não acreditava nem em meus melhores sonhos”, descreveu o advogado tenista.

O antes e o depois

“No ano passado fiz uma cintilografia óssea. Tudo estava preto, assustador, levei para os médicos, eles não sabiam o que estava acontecendo. Depois da cirurgia espiritual fiz a mesma cintilografia e quando terminei o técnico que aplicou me perguntou o que eu havia feito no joelho. Ele olhou o antes e o depois. O osso estava totalmente regenerado. Levei para o especialista em São Paulo, aquele que disse que eu não andaria mais, só com prótese. Ele olhou o exame e disse: ‘Tem coisa entre o céu e a terra que não dá pra explicar’.

Sobre a experiência

“Quando me perguntam se eu tenho arrependimento do que fiz, se tenho raiva dos médicos, ou remorso do tempo e dinheiro que investi para ficar sem caminhar eu lhes digo: Eu já tive esses sentimentos, e eu não quero carregar eles comigo, doem muito”.

“Passei a valorizar coisas mais simples e mais triviais, como subir uma escada ou ajoelhar para pegar algo no chão. Sempre fui conectado à minha família e essa experiência me deixou ainda mais, portanto, a lição foi dura, mas me ajudou muito como ser humano, sobretudo a ser uma pessoa mais paciente e serena. Por fim, o objetivo desta matéria é levar um pouco de fé e esperança para pessoas que passam por problemas similares e que em certos momentos se vêem à deriva como eu me vi, ou seja, sem saber que rumo seguir, independentemente da religião que carregam consigo saibam que milagres existem de fato, aconteceu comigo!

Quando me perguntam se eu rezei muito por um milagre ou se eu estava com muita fé para obter minha cura, respondo: - Não, eu não lembro de pedir para Deus para me curar e eu não estava com muita fé na minha cura. Contudo, sei que muitos amigos e meus familiares rezavam por mim e pediam para que eu fosse curado.

Minhas orações eram sempre voltadas a pedir para Deus me mostrar o caminho que eu tinha que seguir para conseguir sair daquela situação, o que veio a ocorrer”. 


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Terça, 23/5/2017 10:21.


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