Jornal Página 3
Geral

Operação vai tentar rebocá-la para o alto mar


Geral

Acidente aconteceu em Itapema


Esportes

Abertura foi realizada nesta segunfa-feira


Policia

Crime aconteceu no começo da manhã de ontem


Saúde

Veja a programação do Outubro Rosa e participe


Publicidade


Publicidade

Resort de Balneário Camboriú terá programação especial para crianças e adultos


publicidade

Após sequência de erros que pode ter custado o penta, Vettel blinda Ferrari

JULIANNE CERASOLI
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Quando Lewis Hamilton começou sua reação no campeonato, com vitórias na Bélgica e na Itália, Sebastian Vettel se manteve confiante, sabendo que os circuitos de Spa e Monza eram amplamente favoráveis à Mercedes do inglês, e salientando que, especialmente na primeira etapa, o rendimento da Ferrari tinha sido até superior ao esperado.

Em Cingapura, de fato, a Scuderia voltou a dominar, mas um acidente na largada acabou com a corrida dos dois carros e abriu caminho para uma terceira vitória seguida de Hamilton.

A situação, contudo, ainda parecia reversível, até pela dificuldade da Mercedes em prever o rendimento do carro, mas se complicou de vez com algumas decisões discutíveis da Ferrari do ponto de vista técnico, tendo arriscado com um motor já com muita quilometragem -e que acabou quebrando logo antes da classificação na Malásia, fazendo Vettel largar em último- e avaliando mal a necessidade de troca da vela de ignição após a definição do grid no Japão. E Vettel agora tem uma desvantagem de 59 pontos com apenas 100 em jogo nas quatro últimas provas.

O desgaste da vela de ignição tem a ver com uma prática que já deu o que falar durante neste ano: usar lubrificantes no processo de queima de combustível, algo que foi limitado pela FIA ao longo da temporada, mas ainda é feito. E, curiosamente, a Mercedes trocou justamente a mesma peça no carro de Hamilton depois da classificação. A Ferrari identificou o desgaste apenas indo para o grid, tentou trocar a vela antes da largada mas, ainda assim, Vettel estava com cerca de 150 cavalos a menos de potência e acabou abandonando.

O abandono ocorreu uma semana depois de Vettel ter tido problemas no motor e não ter participado da classificação na Malásia, e de Kimi Raikkonen não ter largado em Sepang também por falta de potência.

Mesmo assim, Vettel tratou de defender a equipe. "Acho que eu preciso protegê-los. Eles fizeram um trabalho incrível até aqui. É obviamente uma pena o que aconteceu nas últimas duas corridas com os problemas de confiabilidade, mas às vezes é assim mesmo."

CRISE

Culpando a juventude da equipe de engenheiros pela sequência de falhas, o presidente da Ferrari, Sergio Marchionne disse que haveria mudanças. "Estamos trabalhando na qualidade do departamento e fazendo algumas mudanças organizacionais. Ter esse tipo de problema nos deixa bravos."

Vettel, por sua vez, quer evitar o clima de crise em Maranello. "Também ouvi isso [que Marchionne quer mudanças] mas não foi dele, e sim por meio da mídia, então não sei se o contexto é o certo. Mas sabendo o que está acontecendo internamente, não há pânico ou algum grande plano para reagir."

Apesar das declarações de Vettel, cada vez mais aumentam os boatos de que o próprio chefe Maurízio Arrivabene, está seriamente ameaçado, especialmente após as falhas operacionais da equipe que, em última análise, muito provavelmente vão custar a possibilidade de conquista do primeiro título da Scuderia em nove anos.

Hamilton tem a primeira chance de ser campeão já na próxima etapa, o GP dos Estados Unidos, que acontece dia 22 de outubro. Para isso, o inglês precisa marcar pelo menos 16 pontos a mais que Vettel. 


Quarta, 11/10/2017 12:29.


publicidade






publicidade





Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br