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Polícia e Forças Armadas fazem megaoperação em favela do Rio
Arquivo JP3/Folhapress.

LUCAS VETTORAZZO
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A polícia do Rio e as Forças Armadas fazem desde a madrugada desta sexta-feira (6) uma megaoperação no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, zona norte do Rio.

O objetivo é cumprir 31 mandados de prisão contra suspeitos de integrarem o tráfico de drogas no local. Até as 8h40, ao menos 11 pessoas haviam sido presas e apreendida quantidade ainda não divulgada de drogas.

A ação conta com cerca de mil homens, entre militares das Forças Armadas, agentes da Força Nacional, policiais militares e civis. A operação tem apoio de helicópteros e de veículos blindados.

Agentes da UPP do Morro dos Macacos investigaram por três meses a atuação dos traficantes de drogas do local. A Polícia Civil identificou 31 homens que tiveram mandado de prisão expedidos pela Justiça.

A investigação teria apontado que homens da favela teriam tido papel importante durante a guerra do tráfico na Rocinha, em São Conrado, zona sul do Rio.

O Morro dos Macacos seria a segunda maior favela dominada pela facção ADA (Amigo dos Amigos), a mesma que controlava a Rocinha, antes de seus líderes racharem, dando início a uma guerra, que começou no dia 12 de setembro e e se estendeu até a saída das Forças Armadas da favela, no último dia 29.

Um dos chefes teria sido aliado de Rogério Avelino, o Rogério 157, comandante do tráfico da Rocinha. Agora, contudo, ele estaria alinhado com seu rival, Antônio Bonfim Lopes, o Nem.

A polícia suspeita que bandidos do Morro dos Macacos estariam planejando uma nova tentativa de invasão da Rocinha.

ROCINHA

A favela da Rocinha foi palco de novos confrontos na madrugada desta sexta-feira (6). Ao menos duas pessoas morreram em tiroteios entre polícia e traficantes.

A despeito da saída das Forças Armadas da comunidade no último dia 29, traficantes continuam na região.

A facção que domina o tráfico da Rocinha rachou e grupos tentaram invadir a favela em 12 de setembro. A polícia interviu e no dia 17 as Forças Armadas ocuparam a comunidade.

No último dia 29, as tropas federais deixaram a favela, que recebeu reforço na quantidade de homens da Polícia Militar, que continuam a patrulhar a favela em busca de bandidos.

Rogério 157, antes da ADA, estaria sendo cooptado pelo CV (Comando Vermelho). Por outro lado, bandos ligados ao Nem estariam planejando nova tentativa de retomada do território. Segundo moradores, traficantes dos dois grupos estariam na favela, que abriga das mais rentáveis bocas de fumo do Rio. 


Sexta, 6/10/2017 11:16.


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