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Após operação polícia espera que onda de ataques perca força

JEFERSON BERTOLINI
FLORIANÓPOLIS, SC (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil de Santa Catarina faz nesta quinta-feira (7) uma operação especial para tentar prender os responsáveis pela onda de ataques contra prédios e agentes da segurança pública, iniciada na última quinta-feira (31).

No total, foram cumpridos 47 mandados de prisão -29 dos quais contra criminosos que já estavam detidos em penitenciárias do Estado.

O comando da Polícia Civil informou que a operação é "contra a facção criminosa responsável pelos diversos atentados cometidos na última semana contra agentes e instalações de vários órgãos da segurança pública, sistema prisional e poder judiciário".

É a primeira vez, desde o início da onda de violência, que uma instituição ligada ao governo atribui os ataques a grupos criminosos.

Todos os detidos, segundo o delegado Adriano Bini, diretor da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais), são "integrantes de uma mesma facção criminosa" que age no Estado. Ele não revelou o nome do grupo. Até o final do dia, 18 pessoas que estavam em liberdade haviam sido presas. Outros 11 mandados ainda estão em aberto.

Os ataques em Santa Catarina começaram em 31 de agosto. Até a tarde desta quinta, foram registradas 53 ocorrências em 31 cidades, entre ataques a prédios públicos e a veículos particulares.

O delegado Antônio Cláudio Joca, que comandou a ação desta quinta, não revelou a motivação da onda de violência. O policial disse apenas que "a base financeira" da organização suspeita dos ataques é o tráfico de drogas -crime que, segundo ele, vem sendo combatido com rigor no Estado.

Para ele, as prisões desta quinta "devem fazer cessar ou diminuir" a onda de ataques. "Prendemos lideranças [da organização criminosa] que agem no sistema prisional e na rua. Quebramos a comunicação entre eles. Isso deve fazer cessar ou pelo menos diminuir os ataques", disse Joca.

O secretário-adjunto da Segurança Pública, Aldo Pinheiro D´Ávila, diz que os ataques já "vêm perdendo força". Na terça-feira (5), foram dez. Na quarta, oito. Nesta quinta, não houve registros.

A última ação dos criminosos, segundo o governo, foi o lançamento de bombas caseiras contra um centro para jovens infratores em Blumenau, na noite de quarta (6). Ninguém ficou ferido.

A operação mobilizou 300 policiais e ocorreu em oito cidades do Estado.

ORGANIZAÇÃO

Embora formalmente a Polícia Civil não divulgue o nome do grupo suspeito pelos ataques, policiais ouvidos pela reportagem dizem que se trata do PGC (Primeiro Grupo Catarinense). O grupo foi criado em 2003, dentro do sistema prisional do Estado. Atua nas ruas e nas prisões, segundo o Ministério Público.

O PGC já foi apontado pela polícia como o responsável por ataques anteriores, semelhantes ao atual, registrados em Santa Catarina em 2012, 2013 e 2014. Juntas, essas três ondas de violência somaram 297 ocorrências, segundo a Polícia Militar, a maioria contra instalações da segurança pública.

À época, as investigações concluíram que os ataques foram uma forma de a organização revidar violência e privações sofridas nas cadeias do Estado, além de demonstrar força para seduzir simpatizantes e intimidar desafetos.

Neste ano, a maioria dos ataques foi contra prédios e agentes da segurança pública. Nas ondas de violência anteriores, até o transporte coletivo virou alvo. Em 2014, criminosos incendiaram 44 ônibus.

De acordo com um agente prisional ouvido pela reportagem, a ordem dos criminosos era "para matar policiais" (as mortes de três policiais e um agente prisional neste mês estão sendo investigadas pela polícia), e não tentar criar pânico na população.

A ação desta quinta foi batizada de Operação Independência, em alusão ao feriado e à "autonomia constitucional da Polícia Civil". Envolve 300 policiais e ocorre em Florianópolis, Blumenau, Joinville, Criciúma e Navegantes.

CIDADES AFETADAS

O ataque mais recente confirmado pela Polícia Militar ocorreu na noite desta quarta-feira em Blumenau, quando criminosos jogaram bombas caseiras contra um centro para internação de adolescentes infratores. Ninguém ficou ferido.

Entre quinta e esta quarta, segundo relatório da SSP (Secretaria de Segurança Pública), foram registrados 52 ataques em 31 cidades do Estado.

No período, seis suspeitos de participarem dos atentados foram mortos pela polícia e 41 foram detidos. 


Sexta, 8/9/2017 7:28.


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