Jornal Página 3

Sérgio Renato: recibos na casa do suposto contratante o ligam a um dos acusados da execução
Reprodução.
Dinheiro aprendido na casa de acusado, segundo seu advogado, veio da venda de passarinhos.
Dinheiro aprendido na casa de acusado, segundo seu advogado, veio da venda de passarinhos.

Segunda, 5/2/2018 15:54.

O advogado de um dos supostos executores do assassinato do engenheiro Sérgio Renato Silva pode ter sido pago pelo homem que é acusado de contratá-lo.

Em buscas autorizadas pela justiça na casa de P.H.F., o suposto contratante, a polícia encontrou recibos de pagamento ao advogado que defendeu um dos homens que foi preso em junho passado acusado de executar o crime.

Após a prisão um dos que confessaram envolvimento, P.A.M.S., decidiu falar e com isso a polícia chegou a P.H.F., realizando busca em duas casas onde ele residiu, a da família e a da ex-namorada.

Na casa da família foram encontrados dois recibos ao advogado.

O advogado que emitiu os recibos disse ao Página 3 que seu escritório nunca advogou para P.H.F., mas prestou serviços a um dos que foram presos em meados do ano passado e foi solto por determinação da justiça.

P.H.F., o suposto contratante, era empregado de um escritório contábil em Balneário Camboriú, ganhava R$ 1.183,00 por mês, mas segundo a acusação pagou aos executores do crime R$ 7.000,00.

Após o pagamento, devido à repercussão do crime, teria concordado em pagar mais R$ 6.000 aos executores, mas procurado por esses em diversas ocasiões alegou que o mandante estava ausente do país esperando as coisas se acalmarem.

A acusação diz também que o mandante prometeu a P.H.F a quantia de R$ 20 mil para eliminar o engenheiro Sérgio Renato.

Durante a busca na casa de P.H.F a polícia encontrou R$ 21 mil em dinheiro.

O que diz a defesa

No pedido de revogação da prisão preventiva o advogado de P.H.F. alegou que o dinheiro encontrado na casa do seu cliente refere-se à venda legal de passarinhos.

Consultado pelo Página 3 o advogado disse que seu cliente é inocente, não articulou tal fato criminoso e não há no processo provas suficientes capaz de ligá-lo ao crime.

Destacou que “o que temos até o momento é apenas o depoimento de uma pessoa a qual busca através da confissão um benefício para atenuar a sua pena”.

Sobre o recibo de pagamento ao advogado de um dos executores encontrados na casa do seu cliente, o defensor alegou que “não provam nada”.

Buscando o mandante

A polícia não dá declarações à imprensa “porque o noticiário atrapalha as investigações”.

O Página 3 apurou que os fatos estão quase esclarecidos, alguém contratou os executores –supostamente o agora detido P.H.F-, a mando que alguém que está mais acima, o interessado ou interessados em liquidar Sérgio Renato que estava prestes a denunciar falcatruas em projetos de construção na prefeitura.

 


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