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Mamar no peito pode definir o futuro do bebê
Divulgação PMBC

Os benefícios do leite materno são muito maiores que o preconceito e a desinformação que ainda ronda o assunto.

Conforme a Organização Mundial da Saúde, o leite materno deve ser o único alimento do bebê até os seis meses. Já uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas indica que o leite materno até os dois anos ajuda a reduzir o risco de doenças crônicas na vida adulta. Frente à correria dos dias e à praticidades das prateleiras, amamentar por tanto tempo se torna um desafio, mas o esforço tem seus méritos.

De acordo com a nutricionista, Débora Guimarães, o leite humano é mais rico em carboidratos e gorduras do que o leite de vaca e contém níveis adequados de proteínas e outros nutrientes para o bebê. Ele ajuda ainda a fortalecer o sistema imunológico da criança e previne contra doenças não-transmissíveis como diabetes, hipertensão, obesidade e câncer.

Na alimentação com mamadeira e outros leites há o risco de contaminação, já com o leite materno isso não acontece porque ele é estéril.

Há estudos que indicam até o impacto positivo no QI, capacidade de concentração e escolaridade no futuro, sem contar o importante contato com a mãe na fase oral.

Orientações

A nutricionista lembra que o emocional pós-parto é um dos fatores que dificulta a descida natural do leite. As mães devem persistir nas tentativas e manter-se abertas a orientações dos profissionais.

Esse preparo para a descida do leite não é fácil, a começar pelo seu nome: ‘apojadura’, que pode levar até cinco dias após o parto.
No entanto, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), referência no incentivo ao aleitamento, ajuda a derrubar mitos com informações e destaca que o colostro, esse leite mais grosso dos primeiros dias, pode ser comparado a uma vacina, pois traz uma série de anticorpos.

O Hospital e Maternidade Ruth Cardoso, por exemplo, tem até uma comissão de incentivo ao aleitamento materno. “O hospital tem um a responsabilidade social com essa causa", comentou a enfermeira Tatiane Assis. Lá as orientações são constantes, especialmente para as mães de primeira viagem.

Dificuldades

A nutricionista Débora Guimarães lembra que o estresse é um inimigo para a amamentação. “Os hormônios do estresse inibem o hormônio que libera o leite e, portanto, mesmo produzindo o leite, as mães também podem não conseguir amamentar”, afirma.

Se depois de tentar de tudo a mãe não conseguiu amamentar pode tentar os bancos de leite e em último caso a alimentação artificial, através das fórmulas lácteas, que devem ser prescritas por um médico.

Agora se não há impeditivo, estimular a amamentação é essencial e a nutricionista indica que há alternativas para burlar as dificuldades.
“Sem julgamentos, pois cada caso deve ser avaliado e orientado, sou nutricionista, mas também sou mãe, aprendi a não julgar como profissional e sim entendê-las, mas é muito difícil encontrar uma mulher que não possa dar de mamar de forma alguma, podendo ser até retirado e oferecido no copinho, por exemplo”, declara Débora.

Outros alimentos

A partir dos seis meses o bebê pode começar a ter contato com outros alimentos. A chamada ‘alimentação participativa’ vem sendo muito discutida, como uma excelente proposta de promoção da saúde e educação alimentar porque não faz a criança simplesmente ingerir, estimula a experimentação.

“A criança interage diretamente, segurando, mordendo, sugando sua própria alimentação”, explica a nutricionista. Depois desse contato, se a criança ainda tiver fome deve ser amamentada.

Doação

Já para quem tem excesso de leite e quer ajudar quem precisa, a região possui banco no Hospital Marieta Konder Bornhausen. As retiradas são feitas em domicílio nas cidades de Itajaí, Balneário e Camboriú, com hora agendada.

De acordo com o hospital, todas as doações passam por um processo de seleção, classificação, pasteurização e controle de qualidade por testes realizados em laboratório.

O banco de leite tem certificação ouro pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e serve para alimentar os bebês da Unidade Neonatal do Marieta. Informações pelo 3249-9400.

Mitos x verdades sobre aleitamento:

Mitos
Verdades
Não existe leite fraco. Até as mães desnutridas são capazes de produzir um leite de qualidade.
A pega do bebê no seio influencia na produção. É importante que o bebê abocanhe corretamente a aréola.
Não existe tempo de mamada. O bebê é quem decide quanto tempo vai durar.
É possível estimular a produção do leite com contato pele a pele na primeira hora após o parto.
Pomadas não são indicadas, pois afinam o tecido do bico do peito e da aréola. O próprio leite tem ação cicatrizante
O leite pode empedrar. A mãe deve fazer massagem em movimentos circulares na mama e colocar o bebê para mamar.
Crianças prematuras ou com baixo peso podem mamar no peito. Se não conseguir sugar, pode ser por colheres ou copinhos.
Na geladeira, o leite materno pode ser armazenado até 12 horas. No freezer, pode durar até 15 dias
Amamentar não deixa os seios flácidos
O aleitamento ajuda na perda de peso

Fonte: Fiocruz


Quinta, 28/9/2017 8:21.


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