Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Arquivo JP3
Página 3 completa 29 anos com mais de 7 milhões de reportagens lidas nos últimos 12 meses

É o maior registro contínuo feito por um jornal nos 56 anos de existência de Balneário Camboriú.

Sexta, 24/7/2020 14:57.
Reprodução
Primeira capa do período em que o jornal teve formato semelhante ao de revista semanal.

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O Jornal Página 3 comemora 29 anos neste domingo como jornal mais longevo na história de Balneário Camboriú e um dos pioneiros em formato digital no País.

Fundado em 1991, o Página 3 circulou apenas em papel até 1999, quando parte das notícias passou a ser publicada também no seu portal de internet, evoluindo para a extinção do formato impresso dois anos atrás.

O primeiro registro do Página 3 online no Internet Archive Wayback Machine, um repositório que guarda imagens de portais antigos, é datado de 20 de maio de 2000.

A leitura de notícias online naquela época era próxima de zero, pois quase não existiam usuários de internet na cidade. Nos primórdios, apenas um hotel (Schroeder) e o Página 3 possuíam acesso à internet e assim mesmo discado através de Curitiba.

A informação era predominantemente impressa, Balneário Camboriú chegou a ter cerca de 60 bancas de jornais e revistas, muitas delas em pontos comerciais nobres, e hoje elas estão reduzidas a uma dezena ou menos.

Em 2008, com a evolução da tecnologia, o Página 3 começou a armazenar estatísticas de acesso ao seu portal, usando uma ferramenta denominada Analytics, versão aperfeiçoada do Urchin, comprado pelo Google, empresa que viria a se tornar sinônimo de internet.

Dispor de estatísticas confiáveis foi decisivo porque, ao contrário dos jornais impressos que sequer conseguiam estimar a quantidade de leitores, foi possível trabalhar com números que dizem, até na hora, em qual cidade e qual noticia a pessoa está lendo; além de detalhar se está usando um computador ou celular e outras informações que permitem tomar decisões editoriais e comerciais.

A primeira notícia dessa fase auditada pelo Google, publicada em 2 de março de 2008, pode ser lida aqui e relata que a então presidente da Câmara de Vereadores, Iolanda Achutti, falecida em 29 de março passado, se recusou a promulgar o `Plano Diretor, esse mesmo que continua em vigor até hoje, 12 anos depois.

Demoraria mais 10 anos para que a sustentação financeira baseada apenas no noticiário na internet fosse possível e o Página 3 impresso só desapareceu totalmente em março de 2018.

Esta é a capa da última edição impressa do Página 3:

Desde a nova fase, que iniciou em 2008, foram quase 140.000 reportagens publicadas e todo esse material está disponível para pesquisa e leitura online.

É impossível calcular, sem gastar dias folheando jornais, a quantidade de reportagens publicadas pelo Página 3 nesses 29 anos, mas é exato que no online temos hoje no banco de dados 137.990 matérias disponíveis para leitura.

Uma pela outra, cada matéria tem cerca de 400 palavras e 1.500 caracteres, totalizando mais de 200 milhões de batidas em teclas, o que explica porque os mais antigos na redação têm dedos lesionados que doem chova ou faça sol; os teclados são descascados e volta e meia precisam ser substituídos.

Em verdade o Página 3 tem arquivo de toda sua história, representando o maior registro contínuo feito por um veículo de comunicação nos 56 anos de existência de Balneário Camboriú.

A fase impressa está armazenada, parte em papel e outra em arquivos digitais.

Esse material, incluindo cerca de 50.000 fotografias, será oportunamente doado ao Arquivo Histórico de Balneário Camboriú.

Os mais jovens e as próximas gerações terão dificuldade de entender o motivo das pessoas, no passado, gostarem de sujar as mãos com jornais impressos, mas quem já sentiu aquele cheiro de tinta no café da manhã -ou no banheiro matinal- costuma ter saudades.
A verdade é que os jornais online são ecologicamente mais corretos do que os impressos; permitem atualizações diversas vezes ao dia e tendem a ser mais rentáveis para a editora porque não envolvem pesados custos de montagem, impressão e distribuição.

NOTÍCIAS LIDAS

Uma das informações que mais interessam aos anunciantes é a quantidade de matérias lidas porque a cada notícia é possível incluir uma ou mais propagandas.

Em 2008, quando o Página 3 teve a audiência de 740.549 notícias lidas, isso significou que a publicidade de alguns anunciantes foi vista mais de 700 mil vezes, ou cerca de 2.000 ao dia.

A equipe do jornal comemorou, mas não esperava o que veio pela frente, números que multiplicaram e muito aquela realidade. Nos últimos 12 meses, o Página 3 teve mais de 7 milhões de notícias lidas.

O gráfico abaixo mostra a sequência dos últimos 12 anos, calculados de julho a julho.

Anunciantes que acompanham o jornal há muitos anos, líderes de mercado na região, hoje têm suas marcas e ofertas de produtos e serviços divulgadas mais de 20.000 vezes ao dia no Página 3, para leitores de toda a região, outros Estados e países.

Desde o ano passado o Página 3 está desenvolvendo um portal com tecnologia mais moderna, que deverá entrar em operação quando estiver pronto, porque as mudanças na internet são constantes.

Um dos aspectos mais surpreendentes para quem acompanha essas mudanças, é constatar que as pessoas praticamente pararam de ler notícias em computadores domésticos ou empresariais, cerca de 90% dos acessos ao Página 3 são feitos por celulares e em alguns momentos 98% dos leitores estão usando seus telefones para acompanhar as notícias.

ANO 30

O Página 30 inicia neste sábado no seu 30o ano de circulação com o mesmo compromisso de fazer jornalismo independente, por mais que isso irrite parcela de pessoas, em especial neste momento em que as “fake news” e os discursos de ódio buscam espaço numa sociedade que, desde o final da ditadura militar, trilhava o caminho da democracia e da pluralidade.

Balneário Camboriú, ao longo da sua história, talvez porque teve seu primeiro prefeito assassinado pela ditadura, numa simulação de enforcamento como pode ser visto na imagem abaixo, teve atuação marcante em defesa dos valores democráticos e o Página 3 é parte disso.

A história das urnas mostra que é "fake", oportunista, o discurso adotado por muitos atualmente, basta conferir:

Em 1989, Leonel Brizola (PDT) foi o mais votado em Balneário contra Fernando Collor (PRN), no primeiro turno. No segundo turno, Lula da Silva (PT) teve 45,19% dos votos na praia.

Em 1994, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) se elegeu em primeiro turno, recebendo 43,23% dos votos de Balneário Camboriú.

Em 1998, Fernando Henrique Cardoso voltou a se eleger em primeiro turno, recebendo em Balneário Camboriú 52,96% dos votos.

Em 2002 Lula da Silva foi o mais votado no primeiro turno em Balneário Camboriú com 46,35% dos votos e no segundo turno venceu com 56,42%. O segundo colocado também era do campo democrático, José Serra (PSDB) que ficou com 43,58%. Portanto, daquela vez a totalidade dos eleitores votou no que chamam de "esquerda" ou "comunismo", palavras sem sentido para justificar discursos de ódio.

Em 2006, no primeiro turno, os eleitores de Balneário Camboriú deram 57,44% dos votos para José Serra e no segundo turno ajudaram a reeleger Lula com 40,64% dos votos.

Em 2010, liderando a coligação DEM, PMN, PPS, PSDB, PTB e PT do B, José Serra teve em Balneário 50,29% dos votos no primeiro turno e 64,02% no segundo, mas Dilma se elegeu, com 36%.

Em 2014 Aécio Neves (PSDB), cravou 60% nas urnas de Balneário e 75,87% no segundo turno, portanto seis anos atrás 3 em cada 4 eleitores da cidade votaram no PSDB.

Em 2018 Bolsonaro (PSL) obteve em Balneário 71,42% no primeiro turno e 82% no segundo, mas em 31 de anos de eleições presidenciais foi o único eleito que não vinha de um partido de esquerda, pelo contrário militou muitos anos em um partido cevado na ditadura, o PP que teve Paulo Maluf, sinônimo de ladrão no imaginário popular, como presidente de honra.

Bolsonaro, recordista de votos para presidente na história da cidade, também teve sua passagem pelo que já foi adjetivado de partido de "esquerda" com valores "comunistas", pois entre 2003 e 2005 militou no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) aquele que antes da ditadura teve Getúlio Vargas e Leonel Brizola entre seus expoentes.

Há muito tempo o extremismo se dá mal em Balneário Camboriú que há 31 anos só elege prefeitos de partidos que não integram a extrema direita ou grupos com ideias nazifascistas.

E, se depender do Página 3, continuará sendo assim, o predomínio da liberdade de expressão e dos demais direitos democráticos com permanente repúdio a qualquer outra linha política que não respeite esses valores.


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Página 3
Reprodução
Primeira capa do período em que o jornal teve formato semelhante ao de revista semanal.
Primeira capa do período em que o jornal teve formato semelhante ao de revista semanal.

Página 3 completa 29 anos com mais de 7 milhões de reportagens lidas nos últimos 12 meses

É o maior registro contínuo feito por um jornal nos 56 anos de existência de Balneário Camboriú.

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Sexta, 24/7/2020 14:57.

O Jornal Página 3 comemora 29 anos neste domingo como jornal mais longevo na história de Balneário Camboriú e um dos pioneiros em formato digital no País.

Fundado em 1991, o Página 3 circulou apenas em papel até 1999, quando parte das notícias passou a ser publicada também no seu portal de internet, evoluindo para a extinção do formato impresso dois anos atrás.

O primeiro registro do Página 3 online no Internet Archive Wayback Machine, um repositório que guarda imagens de portais antigos, é datado de 20 de maio de 2000.

A leitura de notícias online naquela época era próxima de zero, pois quase não existiam usuários de internet na cidade. Nos primórdios, apenas um hotel (Schroeder) e o Página 3 possuíam acesso à internet e assim mesmo discado através de Curitiba.

A informação era predominantemente impressa, Balneário Camboriú chegou a ter cerca de 60 bancas de jornais e revistas, muitas delas em pontos comerciais nobres, e hoje elas estão reduzidas a uma dezena ou menos.

Em 2008, com a evolução da tecnologia, o Página 3 começou a armazenar estatísticas de acesso ao seu portal, usando uma ferramenta denominada Analytics, versão aperfeiçoada do Urchin, comprado pelo Google, empresa que viria a se tornar sinônimo de internet.

Dispor de estatísticas confiáveis foi decisivo porque, ao contrário dos jornais impressos que sequer conseguiam estimar a quantidade de leitores, foi possível trabalhar com números que dizem, até na hora, em qual cidade e qual noticia a pessoa está lendo; além de detalhar se está usando um computador ou celular e outras informações que permitem tomar decisões editoriais e comerciais.

A primeira notícia dessa fase auditada pelo Google, publicada em 2 de março de 2008, pode ser lida aqui e relata que a então presidente da Câmara de Vereadores, Iolanda Achutti, falecida em 29 de março passado, se recusou a promulgar o `Plano Diretor, esse mesmo que continua em vigor até hoje, 12 anos depois.

Demoraria mais 10 anos para que a sustentação financeira baseada apenas no noticiário na internet fosse possível e o Página 3 impresso só desapareceu totalmente em março de 2018.

Esta é a capa da última edição impressa do Página 3:

Desde a nova fase, que iniciou em 2008, foram quase 140.000 reportagens publicadas e todo esse material está disponível para pesquisa e leitura online.

É impossível calcular, sem gastar dias folheando jornais, a quantidade de reportagens publicadas pelo Página 3 nesses 29 anos, mas é exato que no online temos hoje no banco de dados 137.990 matérias disponíveis para leitura.

Uma pela outra, cada matéria tem cerca de 400 palavras e 1.500 caracteres, totalizando mais de 200 milhões de batidas em teclas, o que explica porque os mais antigos na redação têm dedos lesionados que doem chova ou faça sol; os teclados são descascados e volta e meia precisam ser substituídos.

Em verdade o Página 3 tem arquivo de toda sua história, representando o maior registro contínuo feito por um veículo de comunicação nos 56 anos de existência de Balneário Camboriú.

A fase impressa está armazenada, parte em papel e outra em arquivos digitais.

Esse material, incluindo cerca de 50.000 fotografias, será oportunamente doado ao Arquivo Histórico de Balneário Camboriú.

Os mais jovens e as próximas gerações terão dificuldade de entender o motivo das pessoas, no passado, gostarem de sujar as mãos com jornais impressos, mas quem já sentiu aquele cheiro de tinta no café da manhã -ou no banheiro matinal- costuma ter saudades.
A verdade é que os jornais online são ecologicamente mais corretos do que os impressos; permitem atualizações diversas vezes ao dia e tendem a ser mais rentáveis para a editora porque não envolvem pesados custos de montagem, impressão e distribuição.

NOTÍCIAS LIDAS

Uma das informações que mais interessam aos anunciantes é a quantidade de matérias lidas porque a cada notícia é possível incluir uma ou mais propagandas.

Em 2008, quando o Página 3 teve a audiência de 740.549 notícias lidas, isso significou que a publicidade de alguns anunciantes foi vista mais de 700 mil vezes, ou cerca de 2.000 ao dia.

A equipe do jornal comemorou, mas não esperava o que veio pela frente, números que multiplicaram e muito aquela realidade. Nos últimos 12 meses, o Página 3 teve mais de 7 milhões de notícias lidas.

O gráfico abaixo mostra a sequência dos últimos 12 anos, calculados de julho a julho.

Anunciantes que acompanham o jornal há muitos anos, líderes de mercado na região, hoje têm suas marcas e ofertas de produtos e serviços divulgadas mais de 20.000 vezes ao dia no Página 3, para leitores de toda a região, outros Estados e países.

Desde o ano passado o Página 3 está desenvolvendo um portal com tecnologia mais moderna, que deverá entrar em operação quando estiver pronto, porque as mudanças na internet são constantes.

Um dos aspectos mais surpreendentes para quem acompanha essas mudanças, é constatar que as pessoas praticamente pararam de ler notícias em computadores domésticos ou empresariais, cerca de 90% dos acessos ao Página 3 são feitos por celulares e em alguns momentos 98% dos leitores estão usando seus telefones para acompanhar as notícias.

ANO 30

O Página 30 inicia neste sábado no seu 30o ano de circulação com o mesmo compromisso de fazer jornalismo independente, por mais que isso irrite parcela de pessoas, em especial neste momento em que as “fake news” e os discursos de ódio buscam espaço numa sociedade que, desde o final da ditadura militar, trilhava o caminho da democracia e da pluralidade.

Balneário Camboriú, ao longo da sua história, talvez porque teve seu primeiro prefeito assassinado pela ditadura, numa simulação de enforcamento como pode ser visto na imagem abaixo, teve atuação marcante em defesa dos valores democráticos e o Página 3 é parte disso.

A história das urnas mostra que é "fake", oportunista, o discurso adotado por muitos atualmente, basta conferir:

Em 1989, Leonel Brizola (PDT) foi o mais votado em Balneário contra Fernando Collor (PRN), no primeiro turno. No segundo turno, Lula da Silva (PT) teve 45,19% dos votos na praia.

Em 1994, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) se elegeu em primeiro turno, recebendo 43,23% dos votos de Balneário Camboriú.

Em 1998, Fernando Henrique Cardoso voltou a se eleger em primeiro turno, recebendo em Balneário Camboriú 52,96% dos votos.

Em 2002 Lula da Silva foi o mais votado no primeiro turno em Balneário Camboriú com 46,35% dos votos e no segundo turno venceu com 56,42%. O segundo colocado também era do campo democrático, José Serra (PSDB) que ficou com 43,58%. Portanto, daquela vez a totalidade dos eleitores votou no que chamam de "esquerda" ou "comunismo", palavras sem sentido para justificar discursos de ódio.

Em 2006, no primeiro turno, os eleitores de Balneário Camboriú deram 57,44% dos votos para José Serra e no segundo turno ajudaram a reeleger Lula com 40,64% dos votos.

Em 2010, liderando a coligação DEM, PMN, PPS, PSDB, PTB e PT do B, José Serra teve em Balneário 50,29% dos votos no primeiro turno e 64,02% no segundo, mas Dilma se elegeu, com 36%.

Em 2014 Aécio Neves (PSDB), cravou 60% nas urnas de Balneário e 75,87% no segundo turno, portanto seis anos atrás 3 em cada 4 eleitores da cidade votaram no PSDB.

Em 2018 Bolsonaro (PSL) obteve em Balneário 71,42% no primeiro turno e 82% no segundo, mas em 31 de anos de eleições presidenciais foi o único eleito que não vinha de um partido de esquerda, pelo contrário militou muitos anos em um partido cevado na ditadura, o PP que teve Paulo Maluf, sinônimo de ladrão no imaginário popular, como presidente de honra.

Bolsonaro, recordista de votos para presidente na história da cidade, também teve sua passagem pelo que já foi adjetivado de partido de "esquerda" com valores "comunistas", pois entre 2003 e 2005 militou no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) aquele que antes da ditadura teve Getúlio Vargas e Leonel Brizola entre seus expoentes.

Há muito tempo o extremismo se dá mal em Balneário Camboriú que há 31 anos só elege prefeitos de partidos que não integram a extrema direita ou grupos com ideias nazifascistas.

E, se depender do Página 3, continuará sendo assim, o predomínio da liberdade de expressão e dos demais direitos democráticos com permanente repúdio a qualquer outra linha política que não respeite esses valores.


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