Jornal Página 3

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Presença de Bolsonaro e vice no mesmo avião contraria orientação de segurança
Divulgação

Quarta, 7/11/2018 9:16.

TALITA FERNANDES E GUSTAVO URIBE (FOLHAPRESS)

Em sua primeira viagem oficial como presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) se deslocou a Brasília nesta terça-feira (6) na mesma aeronave da FAB (Força Aérea Brasileira) que transportou seu vice, Hamilton Mourão (PRTB).

A presença de ambos em um mesmo avião descumpre uma orientação de segurança contrária a transportar juntos os dois primeiros nomes da linha de sucessão presidencial.

A recomendação é feita para se evitar um vácuo de poder caso a aeronave sofra um acidente e nenhum dos dois tripulantes sobreviva.

O episódio ocorrido nesta terça-feira (6), que acabou registrado em fotografia, foi criticado, de maneira reservada, tanto por integrantes das Forças Armadas como por auxiliares do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) do Planalto.

Para eles, mesmo que Bolsonaro e Mourão não tenham ainda tomado posse, seria razoável que fossem transportados em aeronaves diferentes, protocolo que é seguido inclusive pelo GSI, que faz a segurança presidencial.

Procurada, a assessoria da Polícia Federal, responsável pela segurança de Bolsonaro, não respondeu até a publicação desta reportagem, assim como a FAB.

Nos bastidores, integrantes da PF argumentam que a orientação para evitar presidente e vice no mesmo voo é seguida quando há condições logísticas, ou seja, quando há mais de uma aeronave à disposição.

Além de ser adotada por chefes de Estado, a prática de segurança tem sido realizada por dirigentes de empresas, que normalmente não colocam seus executivos em um mesmo avião.

Segundo um assessor do Planalto, apesar de se tratar de uma orientação mundial, não há uma regra específica sobre o assunto.

Ex-ministro do GSI, o general José Elito Carvalho explica que o protocolo de segurança é adotado há anos no Brasil. "É o que mostra o bom senso. No país, não é uma novidade", disse.

Em 2010, a queda do avião do então presidente da Polônia criou uma instabilidade política no país. Morreram no acidente aéreo o presidente Lech Kaczynski, a primeira-dama e vários membros do alto escalão do governo.

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Presença de Bolsonaro e vice no mesmo avião contraria orientação de segurança

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Quarta, 7/11/2018 9:16.

TALITA FERNANDES E GUSTAVO URIBE (FOLHAPRESS)

Em sua primeira viagem oficial como presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) se deslocou a Brasília nesta terça-feira (6) na mesma aeronave da FAB (Força Aérea Brasileira) que transportou seu vice, Hamilton Mourão (PRTB).

A presença de ambos em um mesmo avião descumpre uma orientação de segurança contrária a transportar juntos os dois primeiros nomes da linha de sucessão presidencial.

A recomendação é feita para se evitar um vácuo de poder caso a aeronave sofra um acidente e nenhum dos dois tripulantes sobreviva.

O episódio ocorrido nesta terça-feira (6), que acabou registrado em fotografia, foi criticado, de maneira reservada, tanto por integrantes das Forças Armadas como por auxiliares do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) do Planalto.

Para eles, mesmo que Bolsonaro e Mourão não tenham ainda tomado posse, seria razoável que fossem transportados em aeronaves diferentes, protocolo que é seguido inclusive pelo GSI, que faz a segurança presidencial.

Procurada, a assessoria da Polícia Federal, responsável pela segurança de Bolsonaro, não respondeu até a publicação desta reportagem, assim como a FAB.

Nos bastidores, integrantes da PF argumentam que a orientação para evitar presidente e vice no mesmo voo é seguida quando há condições logísticas, ou seja, quando há mais de uma aeronave à disposição.

Além de ser adotada por chefes de Estado, a prática de segurança tem sido realizada por dirigentes de empresas, que normalmente não colocam seus executivos em um mesmo avião.

Segundo um assessor do Planalto, apesar de se tratar de uma orientação mundial, não há uma regra específica sobre o assunto.

Ex-ministro do GSI, o general José Elito Carvalho explica que o protocolo de segurança é adotado há anos no Brasil. "É o que mostra o bom senso. No país, não é uma novidade", disse.

Em 2010, a queda do avião do então presidente da Polônia criou uma instabilidade política no país. Morreram no acidente aéreo o presidente Lech Kaczynski, a primeira-dama e vários membros do alto escalão do governo.

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