Jornal Página 3

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Futura ministra da Agricultura diz que fusão com Meio Ambiente trará ônus

Quinta, 8/11/2018 8:31.

LETÍCIA CASADO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Anunciada ministra da Agricultura na tarde desta quarta-feira (7), pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) disse que a fusão dos ministérios da Agricultura com o do Meio Ambiente traria mais ônus do que bônus.

"Hoje existem muitas barreiras comerciais, que são protecionismos lá fora, que a gente precisa vencer. Este é um assunto que causou mal-estar lá fora. Então, de repente, para que fazer essa fusão, se a gente teria mais ônus do que bônus?", afirmou.

"Agora, eu tenho certeza de que ele [Bolsonaro] vai dar a cara do governo dele também ao Ministério do Meio Ambiente. Assim como eu devo receber alguma instrução do que ele quer para o Ministério da Agricultura", acrescentou.

Ela afirmou que os produtores de carne ficaram preocupados com a possibilidade com a fusão dos ministérios, mas que "hoje essa preocupação já diminuiu muito".

Tereza Cristina disse que é preciso ter cautela nas declarações para não prejudicar relações comerciais.

"A gente tem que ter muito cuidado com o que vai falar porque o mercado é muito sensível. Qualquer fala fora do tom pode prejudicar uma abertura de mercado ali ou um mercado que se fecha lá", afirmou.

As declarações de Bolsonaro sobre transferir a Embaixada do Brasil em Israel causaram preocupação em produtores do setor pelo risco de reduzir exportações a países árabes.

"Acho que aí é outra conversa. Eu preciso saber o que eles estão pensando", afirmou.

O formato da pasta vai começar a ser discutido nesta quinta (8) em reunião com a equipe de transição e com o presidente eleito no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), segundo ela.

"O que virá para a Agricultura será toda a parte de agricultura familiar, pesca. Vou poder dar as minhas opiniões, o que eu concordo e o que eu não concordo" disse, em sua primeira declaração após a nomeação feita por Bolsonaro.

Questionada se o Incra será incorporado, disse que isso será analisado.

"Não sei. Isso tudo vai ser discutido, se vai fundir toda a agricultura em um só ministério. Eu preciso saber o que eles querem e aí dar a minha opinião", acrescentou.

Vizinha do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Tereza Cristina deu as declarações ao sair de seu apartamento.

O presidente eleito está hospedado na casa do filho. No entanto, ela disse que ainda não conversou com Bolsonaro depois da indicação.
A deputada destacou que o setor agrícola tem "grandes desafios".

"Nossa agricultura vem crescendo, temos mercados a conquistar. Este ano, tudo indica que será uma grande safra novamente. Podemos ter uma supersafra, mas precisa de crédito, de estrada, de infraestrutura, de porto. É uma série de coisas que a gente vai ter que discutir. E eu vou dar o melhor de mim para o setor."

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade



Publicidade


Publicidade


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Página 3

Futura ministra da Agricultura diz que fusão com Meio Ambiente trará ônus

Quinta, 8/11/2018 8:31.

LETÍCIA CASADO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Anunciada ministra da Agricultura na tarde desta quarta-feira (7), pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) disse que a fusão dos ministérios da Agricultura com o do Meio Ambiente traria mais ônus do que bônus.

"Hoje existem muitas barreiras comerciais, que são protecionismos lá fora, que a gente precisa vencer. Este é um assunto que causou mal-estar lá fora. Então, de repente, para que fazer essa fusão, se a gente teria mais ônus do que bônus?", afirmou.

"Agora, eu tenho certeza de que ele [Bolsonaro] vai dar a cara do governo dele também ao Ministério do Meio Ambiente. Assim como eu devo receber alguma instrução do que ele quer para o Ministério da Agricultura", acrescentou.

Ela afirmou que os produtores de carne ficaram preocupados com a possibilidade com a fusão dos ministérios, mas que "hoje essa preocupação já diminuiu muito".

Tereza Cristina disse que é preciso ter cautela nas declarações para não prejudicar relações comerciais.

"A gente tem que ter muito cuidado com o que vai falar porque o mercado é muito sensível. Qualquer fala fora do tom pode prejudicar uma abertura de mercado ali ou um mercado que se fecha lá", afirmou.

As declarações de Bolsonaro sobre transferir a Embaixada do Brasil em Israel causaram preocupação em produtores do setor pelo risco de reduzir exportações a países árabes.

"Acho que aí é outra conversa. Eu preciso saber o que eles estão pensando", afirmou.

O formato da pasta vai começar a ser discutido nesta quinta (8) em reunião com a equipe de transição e com o presidente eleito no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), segundo ela.

"O que virá para a Agricultura será toda a parte de agricultura familiar, pesca. Vou poder dar as minhas opiniões, o que eu concordo e o que eu não concordo" disse, em sua primeira declaração após a nomeação feita por Bolsonaro.

Questionada se o Incra será incorporado, disse que isso será analisado.

"Não sei. Isso tudo vai ser discutido, se vai fundir toda a agricultura em um só ministério. Eu preciso saber o que eles querem e aí dar a minha opinião", acrescentou.

Vizinha do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Tereza Cristina deu as declarações ao sair de seu apartamento.

O presidente eleito está hospedado na casa do filho. No entanto, ela disse que ainda não conversou com Bolsonaro depois da indicação.
A deputada destacou que o setor agrícola tem "grandes desafios".

"Nossa agricultura vem crescendo, temos mercados a conquistar. Este ano, tudo indica que será uma grande safra novamente. Podemos ter uma supersafra, mas precisa de crédito, de estrada, de infraestrutura, de porto. É uma série de coisas que a gente vai ter que discutir. E eu vou dar o melhor de mim para o setor."

Publicidade

Publicidade