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Desemprego é o maior dos últimos sete anos em 13 capitais brasileiras em 2018
Reprodução

Sexta, 22/2/2019 11:06.

(FOLHAPRESS)

No primeiro ano de recuo do desemprego no país após três altas seguidas, 13 capitais brasileiras continuaram aumento no número de desocupados.

São Paulo, por exemplo, tanto sob a ótica da capital, quanto sob os recortes da região metropolitana e do estado, ainda vê o número de desempregados crescer.

Enquanto a taxa de desocupação no país caiu de 12,7% em 2017 para 12,3% no ano passado, na capital paulista o percentual subiu de 13,5% para 14,2%.

Além de São Paulo, outras cidades e regiões metropolitanas, como Rio de Janeiro e Salvador, também viram as suas taxas de desemprego números crescerem.
"Percebe-se que o problema é mais forte nos grandes centros urbanos, acompanhando as maiores concentrações da população. É um desemprego metropolitano, bem maior do que no interior do país", disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Entre as regiões, Sudeste e Nordeste apresentaram maiores índices de desemprego no ano passado. Já o Sul teve menor taxa, seguido pelo Centro-Oeste, região onde nenhuma das capitais teve avanço do desemprego de 2017 para 2018.

Quando a análise é feita pelas unidades federativas, dos 26 estados e DF (Distrito Federal), 18 deles apresentaram recuo dos desempregados em 2018. Amapá é o estado que teve o maior número de desempregados. Santa Catarina, o que tem a menor taxa de desocupação.

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Apesar de, no país, o desemprego ter recuado no ano passado, isso não quer dizer que houve grande geração de empregos com carteira assinada.

O crescimento de novos postos ocorreu com mais força no mercado informal. O percentual de empregados sem carteira assinada no setor privado, por exemplo, cresceu de 24,3% em 2017 para 25,4%.

A mesma situação ocorreu com trabalhadores por conta própria, que em 2017 eram 25% e, no ano seguinte, subiu para 25,4%.

"Isso revela a qualidade do emprego sendo gerado nos últimos anos. Com a redução da carteira de trabalho e o aumento da informalidade, a contribuição para a Previdência também cai, o que cria problemas mais à frente", disse Cimar.​

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Desemprego é o maior dos últimos sete anos em 13 capitais brasileiras em 2018

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Sexta, 22/2/2019 11:06.

(FOLHAPRESS)

No primeiro ano de recuo do desemprego no país após três altas seguidas, 13 capitais brasileiras continuaram aumento no número de desocupados.

São Paulo, por exemplo, tanto sob a ótica da capital, quanto sob os recortes da região metropolitana e do estado, ainda vê o número de desempregados crescer.

Enquanto a taxa de desocupação no país caiu de 12,7% em 2017 para 12,3% no ano passado, na capital paulista o percentual subiu de 13,5% para 14,2%.

Além de São Paulo, outras cidades e regiões metropolitanas, como Rio de Janeiro e Salvador, também viram as suas taxas de desemprego números crescerem.
"Percebe-se que o problema é mais forte nos grandes centros urbanos, acompanhando as maiores concentrações da população. É um desemprego metropolitano, bem maior do que no interior do país", disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Entre as regiões, Sudeste e Nordeste apresentaram maiores índices de desemprego no ano passado. Já o Sul teve menor taxa, seguido pelo Centro-Oeste, região onde nenhuma das capitais teve avanço do desemprego de 2017 para 2018.

Quando a análise é feita pelas unidades federativas, dos 26 estados e DF (Distrito Federal), 18 deles apresentaram recuo dos desempregados em 2018. Amapá é o estado que teve o maior número de desempregados. Santa Catarina, o que tem a menor taxa de desocupação.

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Apesar de, no país, o desemprego ter recuado no ano passado, isso não quer dizer que houve grande geração de empregos com carteira assinada.

O crescimento de novos postos ocorreu com mais força no mercado informal. O percentual de empregados sem carteira assinada no setor privado, por exemplo, cresceu de 24,3% em 2017 para 25,4%.

A mesma situação ocorreu com trabalhadores por conta própria, que em 2017 eram 25% e, no ano seguinte, subiu para 25,4%.

"Isso revela a qualidade do emprego sendo gerado nos últimos anos. Com a redução da carteira de trabalho e o aumento da informalidade, a contribuição para a Previdência também cai, o que cria problemas mais à frente", disse Cimar.​

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