Jornal Página 3
Brasil
Temporal no Rio mata seis pessoas; Witzel culpa ocupação desordenada
Sexta, 8/2/2019 5:52.

Vinícius Lisboa/AB

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LUCAS VETTORAZZO E ANA LUIZA ALBUQUERQUE
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Seis pessoas morreram no Rio de Janeiro após um temporal com ventos de até 110 km/h que causou deslizamentos e enxurradas, alagou ruas e até hotel e deixou moradores ilhados.

A chuva, entre a noite de quarta-feira (6) e a madrugada de quinta (7) causou ainda a queda de pelo menos 170 árvores e oito postes de luz, interrompendo o fluxo em diversos pontos da zona sul e zona oeste, regiões que foram as mais afetadas.

Em apenas seis horas, das 18h à meia-noite, houve mais precipitações do que a média do mês inteiro nas estações Vidigal (161,2 mm), Rocinha (164 mm) e Jardim Botânico (142, 6 mm).

Entre as seis mortes em decorrência do temporal, uma ocorreu no Vidigal; outra, na Rocinha; duas, de mãe e filha, em Barra de Guaratiba (zona oeste), após uma queda de barreira em um condomínio; e duas na avenida Niemeyer (zona sul), onde um ônibus foi parcialmente soterrado por um deslizamento.

Bombeiros trabalharam durante toda a manhã para retirar as ferragens do veículo da pilha de terra que o encobriu.

Na mesma avenida, o Hotel Sheraton foi alagado. Vídeos em redes sociais mostraram móveis boiando no saguão.

Diversos bairros tiveram árvores centenárias arrancadas pela raiz, como Leblon, Copacabana, Botafogo e Laranjeiras.

O prefeito Marcelo Crivella (PRB) decretou luto oficial no por três dias.

O governador Wilson Witzel (PSC) culpou a falta de fiscalização na ocupação desordenada de encostas e morros.

A Defesa Civil, afirmou o governador, tem levantamento que mostra que 80 mil famílias estariam vivendo em áreas de risco no estado.

Segundo ele, o poder público do Rio "fechou os olhos para a ocupação desordenada, e o resultado são as tragédias a que estamos assistindo". "É preciso plano diretor para retirar as pessoas das áreas de alto risco e ter urbanização mais adequada", disse.

De acordo com Witzel, a ocupação irregular de encostas é resultado do "abandono por parte das prefeituras de fiscalizar áreas não edificantes".

O governador ignora, contudo, que a cidade registrou enchentes em diversas áreas planas dos bairros de Botafogo, Copacabana, Gávea e Leblon, cujo principal canal transbordou, com a água invadindo ruas comerciais e shoppings.

"É preciso que os prefeitos façam seu dever de casa", disse o governador, que concedeu entrevista à imprensa vestindo um colete laranja da Defesa Civil estadual.

Witzel aproveitou para alfinetar as gestões anteriores na prefeitura e no estado. Segundo ele, as gestões do MDB na cidade e no estado se preocuparam em "fazer grande eventos para favorecer principalmente a corrupção, deixando a população desassistida".

"O abandono não é de 2016 para cá. É de décadas. Pouco se fez para evitar que construções irregulares avançassem", disse o governador, que não comentou, porém, a falta de drenagem das vias e o mau estado de conservação de árvores e postes que tombaram na via. 

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Temporal no Rio mata seis pessoas; Witzel culpa ocupação desordenada

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LUCAS VETTORAZZO E ANA LUIZA ALBUQUERQUE
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Seis pessoas morreram no Rio de Janeiro após um temporal com ventos de até 110 km/h que causou deslizamentos e enxurradas, alagou ruas e até hotel e deixou moradores ilhados.

A chuva, entre a noite de quarta-feira (6) e a madrugada de quinta (7) causou ainda a queda de pelo menos 170 árvores e oito postes de luz, interrompendo o fluxo em diversos pontos da zona sul e zona oeste, regiões que foram as mais afetadas.

Em apenas seis horas, das 18h à meia-noite, houve mais precipitações do que a média do mês inteiro nas estações Vidigal (161,2 mm), Rocinha (164 mm) e Jardim Botânico (142, 6 mm).

Entre as seis mortes em decorrência do temporal, uma ocorreu no Vidigal; outra, na Rocinha; duas, de mãe e filha, em Barra de Guaratiba (zona oeste), após uma queda de barreira em um condomínio; e duas na avenida Niemeyer (zona sul), onde um ônibus foi parcialmente soterrado por um deslizamento.

Bombeiros trabalharam durante toda a manhã para retirar as ferragens do veículo da pilha de terra que o encobriu.

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O governador Wilson Witzel (PSC) culpou a falta de fiscalização na ocupação desordenada de encostas e morros.

A Defesa Civil, afirmou o governador, tem levantamento que mostra que 80 mil famílias estariam vivendo em áreas de risco no estado.

Segundo ele, o poder público do Rio "fechou os olhos para a ocupação desordenada, e o resultado são as tragédias a que estamos assistindo". "É preciso plano diretor para retirar as pessoas das áreas de alto risco e ter urbanização mais adequada", disse.

De acordo com Witzel, a ocupação irregular de encostas é resultado do "abandono por parte das prefeituras de fiscalizar áreas não edificantes".

O governador ignora, contudo, que a cidade registrou enchentes em diversas áreas planas dos bairros de Botafogo, Copacabana, Gávea e Leblon, cujo principal canal transbordou, com a água invadindo ruas comerciais e shoppings.

"É preciso que os prefeitos façam seu dever de casa", disse o governador, que concedeu entrevista à imprensa vestindo um colete laranja da Defesa Civil estadual.

Witzel aproveitou para alfinetar as gestões anteriores na prefeitura e no estado. Segundo ele, as gestões do MDB na cidade e no estado se preocuparam em "fazer grande eventos para favorecer principalmente a corrupção, deixando a população desassistida".

"O abandono não é de 2016 para cá. É de décadas. Pouco se fez para evitar que construções irregulares avançassem", disse o governador, que não comentou, porém, a falta de drenagem das vias e o mau estado de conservação de árvores e postes que tombaram na via. 

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