Jornal Página 3

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Assessora de Flávio repassou ao marido 60% de verba eleitoral
Arquivo JP3/Folhapress.
Flavio Bolsonaro.

Terça, 12/3/2019 6:14.

DANIEL CARVALHO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A jornalista Elisangela Machado dos Santos de Freitas, que disputou uma vaga na Câmara dos Deputados como Elisa Robson (PRP-DF) em 2018 e não se elegeu, destinou mais de metade dos recursos que recebeu do fundo eleitoral ao próprio marido.

Administradora do perfil República de Curitiba, página simpática a Jair Bolsonaro, a jornalista agora foi contratada para trabalhar no gabinete de um dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), como ela divulgou na quinta (7) no Facebook.

Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Elisa, que se apresentava nas redes como "a federal do Bolsonaro no DF", recebeu R$ 25 mil do fundo criado para financiar campanhas políticas. A maior despesa dela, R$ 14,9 mil (59% do total), foi com o próprio marido, o engenheiro Ronaldo Robson de Freitas. A candidata obteve 11.638 votos.

Pela declaração que consta na Justiça eleitoral, o analista da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) recebeu R$ 10 mil para "serviços de coordenação de campanha eleitoral", R$ 4.000 para "locação de equipamento para gravação de vídeo" e outros R$ 900 para "serviço de divulgação de campanha".

O contrato de R$ 10.900, firmado entre Elisa e Ronaldo em 26 de agosto, indica que ele ficaria responsável "pela gestão de pessoas e de material de campanha, bem como monitoramento da divulgação do nome da candidata em ambiente virtual" de 16 de agosto a 7 de outubro.

Com data de 9 de setembro, Ronaldo emitiu um recibo de R$ 900 pelo trabalho de "monitoramento das redes sociais". Em 5 de outubro, foi assinado um outro recibo, de R$ 10 mil, por "coordenação de campanha". Os dois serviços, segundo os recibos, foram concluídos dois dias antes da data estipulada no contrato, no dia 5 de outubro. Também no dia 9 de setembro, Ronaldo assinou documento em que diz ter recebido R$ 4.000 pela "locação de equipamentos para gravação de vídeos".

Ronaldo é engenheiro mecânico com mestrado em ética e gestão, segundo seu perfil na página da Embrapa, onde trabalha desde 2007. É analista na área de Patrimônio e Suprimentos da Secretaria-Geral.

A Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, informou que, durante a campanha eleitoral, Ronaldo gozou de duas licenças médicas.
"No período de julho a outubro de 2018 foram registradas duas ausências por motivo de saúde: uma entre 13 e 17 de agosto e outra entre 3 e 5 de outubro, ambas por meio de atestado médico", informou.

Ronaldo respondeu a apenas uma pergunta da Folha de S.Paulo sobre os serviços que prestou. "Estão todos discriminados e apresentados à Justiça eleitoral bem detalhadamente. Você pode pegar os documentos e montar uma matéria e colocar onde você entender que seja melhor veiculado", disse o engenheiro.

A reportagem procurou também Elisa, que informou apenas que já havia se manifestado nas redes sociais.

Em seu perfil no Facebook, a jornalista escreveu que a Folha de S.Paulo havia procurado o marido dela para saber como ele participara da campanha. "Explico: meu esposo gerenciou todo o trabalho que foi feito de comunicação nas redes sociais", afirmou na postagem.

"Ele administrou as informações, os posts patrocinados, a produção de pequenos vídeos e os poucos recursos financeiros que precisaram ser gerenciados (com gasto total de R$ 30 mil. Inclusive, nossa família de 5 pessoas está sem carro até hoje porque decidimos dar prioridade financeira para a minha campanha na época)", publicou a candidata.

A reportagem voltou a procurar Elisa no mesmo dia, desta vez por mensagem de WhatsApp. Mas não houve resposta.

Segundo informações do Senado, a jornalista foi contratada por Flávio como auxiliar parlamentar plena, cargo com salário base de R$ 8.600.

A reportagem também procurou a assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro questionando, dentre outros pontos, sobre a função que Elisa exerceria no gabinete e o critério para a contratação. Sem comentar outras perguntas, ele divulgou nota dizendo que "Elisa Robson deu todas as explicações em seu post na rede social".

Elisa Robson costuma postar vídeos e fazer transmissões ao vivo no perfil República de Curitiba. Ela ficou popular nas redes por um protesto em agosto de 2018 em frente ao prédio da ONU em Brasília –no qual chama a entidade de "bunker do socialismo". 

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O presidente da Caixa parece ter concordado com a necessidade de preservação


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No Sardinhas Bar e Bistrô, em Itajaí, o melhor do jazz e da música instrumental brasileira.


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A recordista dos 100m e 200m rasos é de Balneário Camboriú


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Assessora de Flávio repassou ao marido 60% de verba eleitoral

Arquivo JP3/Folhapress.
Flavio Bolsonaro.
Flavio Bolsonaro.
Terça, 12/3/2019 6:14.

DANIEL CARVALHO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A jornalista Elisangela Machado dos Santos de Freitas, que disputou uma vaga na Câmara dos Deputados como Elisa Robson (PRP-DF) em 2018 e não se elegeu, destinou mais de metade dos recursos que recebeu do fundo eleitoral ao próprio marido.

Administradora do perfil República de Curitiba, página simpática a Jair Bolsonaro, a jornalista agora foi contratada para trabalhar no gabinete de um dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), como ela divulgou na quinta (7) no Facebook.

Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Elisa, que se apresentava nas redes como "a federal do Bolsonaro no DF", recebeu R$ 25 mil do fundo criado para financiar campanhas políticas. A maior despesa dela, R$ 14,9 mil (59% do total), foi com o próprio marido, o engenheiro Ronaldo Robson de Freitas. A candidata obteve 11.638 votos.

Pela declaração que consta na Justiça eleitoral, o analista da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) recebeu R$ 10 mil para "serviços de coordenação de campanha eleitoral", R$ 4.000 para "locação de equipamento para gravação de vídeo" e outros R$ 900 para "serviço de divulgação de campanha".

O contrato de R$ 10.900, firmado entre Elisa e Ronaldo em 26 de agosto, indica que ele ficaria responsável "pela gestão de pessoas e de material de campanha, bem como monitoramento da divulgação do nome da candidata em ambiente virtual" de 16 de agosto a 7 de outubro.

Com data de 9 de setembro, Ronaldo emitiu um recibo de R$ 900 pelo trabalho de "monitoramento das redes sociais". Em 5 de outubro, foi assinado um outro recibo, de R$ 10 mil, por "coordenação de campanha". Os dois serviços, segundo os recibos, foram concluídos dois dias antes da data estipulada no contrato, no dia 5 de outubro. Também no dia 9 de setembro, Ronaldo assinou documento em que diz ter recebido R$ 4.000 pela "locação de equipamentos para gravação de vídeos".

Ronaldo é engenheiro mecânico com mestrado em ética e gestão, segundo seu perfil na página da Embrapa, onde trabalha desde 2007. É analista na área de Patrimônio e Suprimentos da Secretaria-Geral.

A Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, informou que, durante a campanha eleitoral, Ronaldo gozou de duas licenças médicas.
"No período de julho a outubro de 2018 foram registradas duas ausências por motivo de saúde: uma entre 13 e 17 de agosto e outra entre 3 e 5 de outubro, ambas por meio de atestado médico", informou.

Ronaldo respondeu a apenas uma pergunta da Folha de S.Paulo sobre os serviços que prestou. "Estão todos discriminados e apresentados à Justiça eleitoral bem detalhadamente. Você pode pegar os documentos e montar uma matéria e colocar onde você entender que seja melhor veiculado", disse o engenheiro.

A reportagem procurou também Elisa, que informou apenas que já havia se manifestado nas redes sociais.

Em seu perfil no Facebook, a jornalista escreveu que a Folha de S.Paulo havia procurado o marido dela para saber como ele participara da campanha. "Explico: meu esposo gerenciou todo o trabalho que foi feito de comunicação nas redes sociais", afirmou na postagem.

"Ele administrou as informações, os posts patrocinados, a produção de pequenos vídeos e os poucos recursos financeiros que precisaram ser gerenciados (com gasto total de R$ 30 mil. Inclusive, nossa família de 5 pessoas está sem carro até hoje porque decidimos dar prioridade financeira para a minha campanha na época)", publicou a candidata.

A reportagem voltou a procurar Elisa no mesmo dia, desta vez por mensagem de WhatsApp. Mas não houve resposta.

Segundo informações do Senado, a jornalista foi contratada por Flávio como auxiliar parlamentar plena, cargo com salário base de R$ 8.600.

A reportagem também procurou a assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro questionando, dentre outros pontos, sobre a função que Elisa exerceria no gabinete e o critério para a contratação. Sem comentar outras perguntas, ele divulgou nota dizendo que "Elisa Robson deu todas as explicações em seu post na rede social".

Elisa Robson costuma postar vídeos e fazer transmissões ao vivo no perfil República de Curitiba. Ela ficou popular nas redes por um protesto em agosto de 2018 em frente ao prédio da ONU em Brasília –no qual chama a entidade de "bunker do socialismo". 

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