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'Deixa as investigações continuarem', diz Bolsonaro sobre manter ministro
Eduardo Anizelli/Folhapress.
Carnavalescos ironizando o laranjal do PSL.

Sábado, 9/3/2019 4:13.

TALITA FERNANDES E RICARDO DELLA COLETTA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro não quis comentar as investigações sobre o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, em torno das candidaturas de laranjas do PSL reveladas pela Folha de S.Paulo.

Nesta sexta-feira (8), ao fim de um evento no Palácio do Planalto, disse apenas: "Aí não, deixa as investigações continuarem". Ele disse isso e encerrou a entrevista, quando lhe foi perguntado se a situação do ministro traz constrangimento ao governo.

Como a Folha de S.Paulo mostrou na sexta, auxiliares de Bolsonaro (PSL) avaliam como insustentável a permanência de Álvaro Antônio, após novas acusações de seu envolvimento com candidaturas de laranjas nas últimas eleições.

A avaliação tem sido feita em caráter reservado por assessores presidenciais, para os quais a insistência do ministro em seguir no posto só prolonga a crise política. Nas palavras de um ministro, Marcelo Antônio "não é imexível" e, a cada nova acusação, ganha força a necessidade de seu afastamento.

O caso dos laranjas do PSL ligados ao ministro foi revelado pela Folha de S.Paulo. Na quinta (7), o jornal revelou duas novas personagens: Zuleide Oliveira, que acusa o ministro de convidá-la a ser laranja, e Adriana Borges, que prestou depoimento a promotores e apontou assessores de Álvaro Antônio como intermediários de uma negociação do esquema.

Nos bastidores, o presidente tem sinalizado que gostaria de esperar a conclusão de inquérito instaurado pela Polícia Federal para tomar uma decisão. O diagnóstico de aliados próximos dele é que a espera não é a melhor estratégia, sobretudo no momento em que Bolsonaro tenta estabelecer uma pauta positiva para a reforma previdenciária.

O receio é que o escândalo envolva ainda mais o Palácio do Planalto na crise que já levou à queda do ministro Gustavo Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência.

O procurador regional eleitoral de Minas, Angelo Giardini de Oliveira, instaurou na quinta uma investigação para apurar indícios de caixa dois na campanha do PSL-MG, comandado na época pelo atual ministro do Turismo.

A investigação tem como um dos pressupostos a não declaração pelo partido da confecção de cerca de 25 mil santinhos que Zuleide Oliveira guarda em casa. Ela diz que recebeu do partido os folhetos de propaganda eleitoral dela ao lado de Álvaro Antônio, mas o procurador aponta que eles não foram declarados à Justiça Eleitoral.

A candidata afirma que se reuniu pessoalmente com o ministro em setembro. Na ocasião, ele a teria convidado para ser laranja e para devolver R$ 45 mil dos R$ 60 mil da verba pública que o partido passaria a ela. O ministro nega ter feito a proposta. 

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'Deixa as investigações continuarem', diz Bolsonaro sobre manter ministro

Eduardo Anizelli/Folhapress.
Carnavalescos ironizando o laranjal do PSL.
Carnavalescos ironizando o laranjal do PSL.

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Sábado, 9/3/2019 4:13.

TALITA FERNANDES E RICARDO DELLA COLETTA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro não quis comentar as investigações sobre o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, em torno das candidaturas de laranjas do PSL reveladas pela Folha de S.Paulo.

Nesta sexta-feira (8), ao fim de um evento no Palácio do Planalto, disse apenas: "Aí não, deixa as investigações continuarem". Ele disse isso e encerrou a entrevista, quando lhe foi perguntado se a situação do ministro traz constrangimento ao governo.

Como a Folha de S.Paulo mostrou na sexta, auxiliares de Bolsonaro (PSL) avaliam como insustentável a permanência de Álvaro Antônio, após novas acusações de seu envolvimento com candidaturas de laranjas nas últimas eleições.

A avaliação tem sido feita em caráter reservado por assessores presidenciais, para os quais a insistência do ministro em seguir no posto só prolonga a crise política. Nas palavras de um ministro, Marcelo Antônio "não é imexível" e, a cada nova acusação, ganha força a necessidade de seu afastamento.

O caso dos laranjas do PSL ligados ao ministro foi revelado pela Folha de S.Paulo. Na quinta (7), o jornal revelou duas novas personagens: Zuleide Oliveira, que acusa o ministro de convidá-la a ser laranja, e Adriana Borges, que prestou depoimento a promotores e apontou assessores de Álvaro Antônio como intermediários de uma negociação do esquema.

Nos bastidores, o presidente tem sinalizado que gostaria de esperar a conclusão de inquérito instaurado pela Polícia Federal para tomar uma decisão. O diagnóstico de aliados próximos dele é que a espera não é a melhor estratégia, sobretudo no momento em que Bolsonaro tenta estabelecer uma pauta positiva para a reforma previdenciária.

O receio é que o escândalo envolva ainda mais o Palácio do Planalto na crise que já levou à queda do ministro Gustavo Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência.

O procurador regional eleitoral de Minas, Angelo Giardini de Oliveira, instaurou na quinta uma investigação para apurar indícios de caixa dois na campanha do PSL-MG, comandado na época pelo atual ministro do Turismo.

A investigação tem como um dos pressupostos a não declaração pelo partido da confecção de cerca de 25 mil santinhos que Zuleide Oliveira guarda em casa. Ela diz que recebeu do partido os folhetos de propaganda eleitoral dela ao lado de Álvaro Antônio, mas o procurador aponta que eles não foram declarados à Justiça Eleitoral.

A candidata afirma que se reuniu pessoalmente com o ministro em setembro. Na ocasião, ele a teria convidado para ser laranja e para devolver R$ 45 mil dos R$ 60 mil da verba pública que o partido passaria a ela. O ministro nega ter feito a proposta. 

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