Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Brasil
Adversários políticos históricos fazem ato virtual contra Bolsonaro

Luciano Huck defende união pela democracia: Chega de iluminar o que nos separa

Sábado, 27/6/2020 7:02.

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Por Pedro Venceslau e Marla Sabin

Adversários políticos históricos e personalidades que atuam em campos opostos no espectro político se reuniram na noite desta sexta-feira, 26, em um ato virtual contra o presidente Jair Bolsonaro que colocou pela primeira vez no mesmo "palanque" os ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (PSOL), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o apresentador Luciano Huck, além de governadores e ex-governadores do PT, PSDB e presidentes de 16 partidos.

O formato do ato, que contou com mais de 100 participantes, restringiu em no máximo 2 minutos a fala de cada participante e foi marcado por falhas técnicas. Embora o grupo Direitos Já não tenha posição oficial sobre o pedido de impeachment de Bolsonaro, os oradores adotaram tons diferentes. Enquanto isso, os correligionários travaram uma disputa paralela na caixa de comentários.

Apesar de não contar com a chancela oficial do PT, o ex-prefeito petista Fernando Haddad fez discurso contundente contra o presidente da República. O ex-prefeito disse que Bolsonaro está "acuado", que o presidente comete crimes de responsabilidade "semanalmente" e defendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deveria, segundo ele, ter seus direitos políticos de volta. Lula, a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hofmann, e a ex-presidente Dilma Rousseff foram convidados para o ato, mas optaram por não ir.

Boulos, por sua vez, defendeu o Fora Bolsonaro, enquanto o FHC defendeu que o momento é de "união pela democracia e à Constituição. Já o governador Paulo Câmara (PSB-PE), afirmou que o Governo Federal "não tem apreço" pelos princípios democráticos. "O governo federal se exime de seu papel. Retrocesso civilizatório sem precedentes", afirmou.

Já Ciro Gomes (PDT) falou em "sentimento de reconciliação" e que disse que é hora de debater "um novo desenho" de projeto e celebrar um "imenso consenso". "Haverá resistência."

Um dos primeiros oradores, o apresentador Luciano Huck falou em "novos atores e novas vozes" no debate e disse que se sente "parte" da mudança de paradigma no Brasil. "Chega de iluminar o que nos separa", disse o apresentador.

Na caixa de comentários, partidários de Ciro Gomes, Geraldo Alckmin (que fez uma fala) e Haddad travaram um duelo de hashtags e palavras de ordens. O ato chegou a ter 4.000 participantes no Facebook.

Luciano Huck defende união pela democracia: Chega de iluminar o que nos separa

O apresentador Luciano Huck afirmou nesta sexta-feira, 26, que é necessário que todos se mobilizem para que o Brasil mais eficiente. Durante participação em ato virtual convocado pelo movimento Direitos Já. "Chega de iluminar o que nos separa, vamos buscar o que nos une."

"Todos nós, eu digo, todos meses, a gente se envolve na busca de caminhos e soluções possíveis, ou a gente vai seguir nessa mesma situação que estamos hoje em dia, divididos, disfuncionais", disse o apresentador, que é cotado como possível candidato à Presidência em 2022.

Huck afirmou que se sente parte das novas vozes que surgiram nos últimos tempos. "Acho que é muito importante que tenha essa mudança de paradigma no Brasil", disse. "A democracia não tem fim, é uma obra aberta que experimenta todo dia novas emoções, é imperfeita, mas é o arranjo político que mais deu certo até hoje "

FHC: Momento é de união em torno da democracia e da Constituição

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pregou nesta sexta-feira, 26, que o momento atual é de união em torno da democracia e da Constituição.

"Estou disposto a dar a mão a todos aqueles que queiram abraçar a causa da liberdade e da democracia", disse durante breve participação no ato virtual convocado pelo movimento Diretos Já.

Haddad: Bolsonaro não poupará esforços para ameaçar democracia

O ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não poupará esforços para ameaçar a democracia. O petista defendeu o afastamento do presidente e afirmou que Bolsonaro comete crimes de responsabilidade a cada semana.

Durante participação em ato virtual convocado pelo movimento Direitos Já, o ex-presidenciável citou a participação de Bolsonaro em atos antidemocráticos e a prisão de Fabrício Queiroz, investigado pela prática de "rachadinha" no gabinete do atual senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) quando este era deputado estadual no Rio.

O petista afirmou que Bolsonaro cometeu um crime e usou o advogado Frederick Wassef para esconder Queiroz. "Nesse momento ele se encontra acuado. Queiroz está preso e ameaça a delatar todo o clã Bolsonaro, disse.

Haddad também citou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e conclamou apoio pelo resgate dos direitos políticos do petista.


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Adversários políticos históricos fazem ato virtual contra Bolsonaro

Luciano Huck defende união pela democracia: Chega de iluminar o que nos separa

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Sábado, 27/6/2020 7:02.

Por Pedro Venceslau e Marla Sabin

Adversários políticos históricos e personalidades que atuam em campos opostos no espectro político se reuniram na noite desta sexta-feira, 26, em um ato virtual contra o presidente Jair Bolsonaro que colocou pela primeira vez no mesmo "palanque" os ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (PSOL), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o apresentador Luciano Huck, além de governadores e ex-governadores do PT, PSDB e presidentes de 16 partidos.

O formato do ato, que contou com mais de 100 participantes, restringiu em no máximo 2 minutos a fala de cada participante e foi marcado por falhas técnicas. Embora o grupo Direitos Já não tenha posição oficial sobre o pedido de impeachment de Bolsonaro, os oradores adotaram tons diferentes. Enquanto isso, os correligionários travaram uma disputa paralela na caixa de comentários.

Apesar de não contar com a chancela oficial do PT, o ex-prefeito petista Fernando Haddad fez discurso contundente contra o presidente da República. O ex-prefeito disse que Bolsonaro está "acuado", que o presidente comete crimes de responsabilidade "semanalmente" e defendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deveria, segundo ele, ter seus direitos políticos de volta. Lula, a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hofmann, e a ex-presidente Dilma Rousseff foram convidados para o ato, mas optaram por não ir.

Boulos, por sua vez, defendeu o Fora Bolsonaro, enquanto o FHC defendeu que o momento é de "união pela democracia e à Constituição. Já o governador Paulo Câmara (PSB-PE), afirmou que o Governo Federal "não tem apreço" pelos princípios democráticos. "O governo federal se exime de seu papel. Retrocesso civilizatório sem precedentes", afirmou.

Já Ciro Gomes (PDT) falou em "sentimento de reconciliação" e que disse que é hora de debater "um novo desenho" de projeto e celebrar um "imenso consenso". "Haverá resistência."

Um dos primeiros oradores, o apresentador Luciano Huck falou em "novos atores e novas vozes" no debate e disse que se sente "parte" da mudança de paradigma no Brasil. "Chega de iluminar o que nos separa", disse o apresentador.

Na caixa de comentários, partidários de Ciro Gomes, Geraldo Alckmin (que fez uma fala) e Haddad travaram um duelo de hashtags e palavras de ordens. O ato chegou a ter 4.000 participantes no Facebook.

Luciano Huck defende união pela democracia: Chega de iluminar o que nos separa

O apresentador Luciano Huck afirmou nesta sexta-feira, 26, que é necessário que todos se mobilizem para que o Brasil mais eficiente. Durante participação em ato virtual convocado pelo movimento Direitos Já. "Chega de iluminar o que nos separa, vamos buscar o que nos une."

"Todos nós, eu digo, todos meses, a gente se envolve na busca de caminhos e soluções possíveis, ou a gente vai seguir nessa mesma situação que estamos hoje em dia, divididos, disfuncionais", disse o apresentador, que é cotado como possível candidato à Presidência em 2022.

Huck afirmou que se sente parte das novas vozes que surgiram nos últimos tempos. "Acho que é muito importante que tenha essa mudança de paradigma no Brasil", disse. "A democracia não tem fim, é uma obra aberta que experimenta todo dia novas emoções, é imperfeita, mas é o arranjo político que mais deu certo até hoje "

FHC: Momento é de união em torno da democracia e da Constituição

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pregou nesta sexta-feira, 26, que o momento atual é de união em torno da democracia e da Constituição.

"Estou disposto a dar a mão a todos aqueles que queiram abraçar a causa da liberdade e da democracia", disse durante breve participação no ato virtual convocado pelo movimento Diretos Já.

Haddad: Bolsonaro não poupará esforços para ameaçar democracia

O ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não poupará esforços para ameaçar a democracia. O petista defendeu o afastamento do presidente e afirmou que Bolsonaro comete crimes de responsabilidade a cada semana.

Durante participação em ato virtual convocado pelo movimento Direitos Já, o ex-presidenciável citou a participação de Bolsonaro em atos antidemocráticos e a prisão de Fabrício Queiroz, investigado pela prática de "rachadinha" no gabinete do atual senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) quando este era deputado estadual no Rio.

O petista afirmou que Bolsonaro cometeu um crime e usou o advogado Frederick Wassef para esconder Queiroz. "Nesse momento ele se encontra acuado. Queiroz está preso e ameaça a delatar todo o clã Bolsonaro, disse.

Haddad também citou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e conclamou apoio pelo resgate dos direitos políticos do petista.


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