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Câmara do DF muda nome de ponte: sai general e entra estudante morto na ditadura

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou nesta quarta-feira (27), em segundo turno de votação, a mudança do nome da Ponte Costa e Silva para Honestino Guimarães. A alteração tem forte peso simbólico, já que substitui o nome de um dos generais que presidiram o Brasil durante a ditadura militar – e que foi responsável pelo decreto do AI-5 – pelo de um líder estudantil que desapareceu em outubro de 1973, depois de ter sido preso no período do governo militar. Para ser implementada, a proposta depende agora da sanção do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

A mudança foi aprovada por nove votos contra cinco e reflete como essa discussão se tornou uma disputa política e ideológica na Capital Federal. Em 2015, a Câmara do DF aprovou lei semelhante, também trocando o nome do general Costa e Silva pelo de Honestino. E a decisão foi sancionada pelo governador da época, Rodrigo Rollemberg (PSB). Mas, três anos depois, uma ação popular derrubou a medida e restaurou o nome da ponte.

A alegação de que a troca foi feita sem consulta popular foi acolhida, na época, pelo Conselho Superior do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios e o nome do general voltou para a placa. Agora, antes da votação ser feita, foi realizada uma audiência pública para debater o assunto. Com isso, os defensores do projeto avaliam que será muito mais difícil o sucesso de um novo recurso na Justiça contra a mudança.

“Hoje é um dia histórico! Fizemos uma correção civilizatória ao mudar o nome da Ponte Costa e Silva para Honestino Guimarães. A homenagem tem que ser a ideias, pessoas e eventos que estejam em sintonia com valores humanos. E o nome de Honestino representa isso. Viva a democracia”, celebrou ontem o deputado distrital Leandro Grass (Rede), autor do projeto.

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Não é apenas no Distrito Federal que o nome de Costa e Silva dado a alguma edificação pública é cercada de polêmica. Construído em São Paulo, em 1971, o Minhocão foi chamado originalmente como Elevado Costa e Silva. Em 2016, durante a administração municipal de Fernando Haddad (PT), foi rebatizado como Elevado João Goulart, justamente o presidente que foi deposto pelos militares em 1964.

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