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História: Balneário Camboriú também já teve um desabamento de prédio

Quinta, 26/1/2012 12:49.

Muita gente não sabe, mas Balneário Camboriú já viveu situação parecida à que está acontecendo no Rio de Janeiro: em 1967 um prédio desabou na Avenida Atlântica, o Edifício Mirador, "bloco B" do Edifício Londrina, que até hoje está lá, próximo à Rua 1001. "Parece que o engenheiro colocou o cano de esgoto dentro das colunas, e isso enfraqueceu a estrutura. Muita gente lembra dessa história e ainda há algumas morando aqui na cidade", conta o historiador Isaque de Borba Correa, que disse que essa foi "a primeira vez que viu um carro de bombeiros na vida".


O fato aconteceu no dia 11 de dezembro de 1967 e 16 pessoas estavam dentro do prédio, que mesmo em fase de acabamento, tinha uns poucos moradores, nenhum no local. Quem foi vítima da tragédia eram operários e uma senhora que estava preparando um apartamento para aquela temporada : foram nove mortos ao total, sete retirados sem vida dos escombros, e dois que faleceram no hospital. O restante sobreviveu ao susto.


Isaque conta que esse foi um dos primeiros prédios "mais altos" da época (tinha seis andares), havia pouca gente na praia e o caso repercutiu apenas localmente. A tragédia está registrada no livro "História de Duas Cidades, Camboriú e Balneário Camboriú" (Isaque Borba Correa, pags 65 e 66, Ed. Gráfica Camboriú, 1985). Confira alguns trechos:

 

"Logo que a cidade tomou conta da trágica notícia a população se pôs em polvorosa e dirigindo-se ao local do sinistro tentavam desesperadamente remover os escombros. O edifício de seis andares comprimiu-se de tal forma que transformou-se num monte de escombros de apenas 2 metros na sua altura maior".

 

"Os primeiros socorros foram prestados pelos próprios funcionários da empresa construtora (Embraco - Empresa Brasileira de Construção). Todos aglomerados nas imediações do prédio acompanhaam o drama das pessoas soterradas. Os populares que se ofereceram como voluntários trabalharam arduamente, por mais de 26 horas, na tentativa de remover os escombros e as vítimas (...)"

 

"Nicásio Boaventura e Lourival Schulz foram os "acrobatas de improviso", saltando para a vida sobre uma lagoa que corria aos fundos do prédio.

A senhora Delfina Vieira permaneceu ebtre os escombros durante sete horas e 15 minutos, ficando protegida ente a geladeira e o fogão na cozinha do apartamento.


Também as equipes de salvamento forneciam oxigênio através dos canos, nos labirintos onde se encontravam as pessoas trabalhando na remoção das ferragens.


O operário Luis Carlos Strobet encontrava-se no 6 piso quando foi atirado longe da demolição, junto com o operário Valmor Boaventura, vulgo Nenem.

 

Osnélio Bernardes de Souza, que trabalhava no 2 andar com seu filho de 17 anos Antonio Carlos, podendo ainda falar, somente clamava pelo seu filho, que continuava soterrado (...)"

 

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História: Balneário Camboriú também já teve um desabamento de prédio

Quinta, 26/1/2012 12:49.

Muita gente não sabe, mas Balneário Camboriú já viveu situação parecida à que está acontecendo no Rio de Janeiro: em 1967 um prédio desabou na Avenida Atlântica, o Edifício Mirador, "bloco B" do Edifício Londrina, que até hoje está lá, próximo à Rua 1001. "Parece que o engenheiro colocou o cano de esgoto dentro das colunas, e isso enfraqueceu a estrutura. Muita gente lembra dessa história e ainda há algumas morando aqui na cidade", conta o historiador Isaque de Borba Correa, que disse que essa foi "a primeira vez que viu um carro de bombeiros na vida".


O fato aconteceu no dia 11 de dezembro de 1967 e 16 pessoas estavam dentro do prédio, que mesmo em fase de acabamento, tinha uns poucos moradores, nenhum no local. Quem foi vítima da tragédia eram operários e uma senhora que estava preparando um apartamento para aquela temporada : foram nove mortos ao total, sete retirados sem vida dos escombros, e dois que faleceram no hospital. O restante sobreviveu ao susto.


Isaque conta que esse foi um dos primeiros prédios "mais altos" da época (tinha seis andares), havia pouca gente na praia e o caso repercutiu apenas localmente. A tragédia está registrada no livro "História de Duas Cidades, Camboriú e Balneário Camboriú" (Isaque Borba Correa, pags 65 e 66, Ed. Gráfica Camboriú, 1985). Confira alguns trechos:

 

"Logo que a cidade tomou conta da trágica notícia a população se pôs em polvorosa e dirigindo-se ao local do sinistro tentavam desesperadamente remover os escombros. O edifício de seis andares comprimiu-se de tal forma que transformou-se num monte de escombros de apenas 2 metros na sua altura maior".

 

"Os primeiros socorros foram prestados pelos próprios funcionários da empresa construtora (Embraco - Empresa Brasileira de Construção). Todos aglomerados nas imediações do prédio acompanhaam o drama das pessoas soterradas. Os populares que se ofereceram como voluntários trabalharam arduamente, por mais de 26 horas, na tentativa de remover os escombros e as vítimas (...)"

 

"Nicásio Boaventura e Lourival Schulz foram os "acrobatas de improviso", saltando para a vida sobre uma lagoa que corria aos fundos do prédio.

A senhora Delfina Vieira permaneceu ebtre os escombros durante sete horas e 15 minutos, ficando protegida ente a geladeira e o fogão na cozinha do apartamento.


Também as equipes de salvamento forneciam oxigênio através dos canos, nos labirintos onde se encontravam as pessoas trabalhando na remoção das ferragens.


O operário Luis Carlos Strobet encontrava-se no 6 piso quando foi atirado longe da demolição, junto com o operário Valmor Boaventura, vulgo Nenem.

 

Osnélio Bernardes de Souza, que trabalhava no 2 andar com seu filho de 17 anos Antonio Carlos, podendo ainda falar, somente clamava pelo seu filho, que continuava soterrado (...)"

 

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