Jornal Página 3

Turista denuncia e direção do zoo de Balneário rebate acusações
Segundo a turista, recinto está cheio de mato e grande com muitos sinais de fezes
Segundo a turista, recinto está cheio de mato e grande com muitos sinais de fezes

Uma turista, que é veterinária, disse que encerrou o passeio de uma semana à região recentemente de forma negativa depois de conhecer o Complexo Ambiental Cyro Gevaerd. Ela listou uma série de fatores que a alertaram, como indícios de desnutrição, estresse causado pela obra do Centro de Eventos e mau estado de conservação.

A veterinária, que preferiu não se identificar, relatou ao Página 3 que ficou indignada com a situação e decidiu buscar uma resposta de autoridades competentes.

"Até eu conhecer esse lugar, a viagem estava sendo maravilhosa. Depois que fui ao zoo, acabou. Nem dormir sem pensar nesse macaco eu consigo”, comenta ela, fazendo menção ao macaco mandril, que está em um recinto pequeno e forrado por cerca elétrica.

A veterinária destacou que “em todos os ambientes existem sinais claros de maus tratos”. Ela apontou que o recinto das araras está superlotado e tomado por mato. “Não é vegetação rica, é mato”, pontuou.

E continua. “Se você ampliar a foto observará que a arara está de bico aberto e parada nessa posição por muito tempo, pois ela está toda defecada e a grade está toda suja de fezes em baixo dela. Fiquei no local por uma hora e ela permaneceu exatamente na mesma posição. Sinal clássico de estresse grave. Fora o penugem dela que indica desnutrição”, afirmou.

O recinto dos roedores, segundo a turista não recebe sol. No momento de sua visita, havia um porquinho da Índia morto em uma das casinhas.

Veja as fotos feitas pela turista:

Segundo turista, porquinho da Índia estava morto dentro da casinha

"Recinto dos roedores sem bater sol".

Macaco filhote solto se alimenta de plantas "sem enriquecimento ambiental", diz a visitante

"Lama com cheiro de podre em um recinto com patos e tartaruga".

Sete araras em espaço pequeno.

O que diz o zoo:

A bióloga do Complexo Ambiental Cyro Gevaerd, Márcia Regina Achutti, enviou resposta à reportagem sobre as situações apontadas pela visitante.

"Os animais em hipótese nenhuma estão em condições deploráveis e não possuem sinais claros de maus tratos. Convidamos essa pessoa para vir conversar e assim estar fazendo os devidos esclarecimentos. Porém informamos que possuímos um corpo técnico capacitado formado por Biólogo, Médico-Veterinário, Técnico em Piscicultura, Técnico em Museu, Pedagoga , Tratadores, Administrativos. Trabalhamos em regime de plantão inclusive nos finais de semana, fazendo rondas e estando a disposição para eventuais ocorrências e em momento algum ninguém nos comunicou pedindo esclarecimentos.

Porém segue:

  • Obra: A obra existente é o Centro de Eventos que até esse momento não foi observado pelos técnicos nenhuma alteração comportamental aos animais. A distância entre o recinto dos felinos e a construção é aproximadamente 24 metros. No projeto existe um isolamento acústico assim não trazendo prejuízo aos animais nem aos moradores do entorno.
  • Macaco mandril: está num ambiente maior do que solicitado conforme exigências da espécie. Existe uma cerca elétrica no recinto, que é um dispositivo amplamente usado para segurança em vários locais como santuários, refúgios e zoológicos. Possui uma voltagem elétrica que não coloca em risco a vida do animal, evitando que ele tenha contato direto com o vidro, mesmo ele sendo provocado.
  • Araras vermelha , hibrida e canindé: essas aves forma vítimas de maus tratos (pode-se notar que possuem a asa atrofiada) e foram por nós recebidas e amparadas, não estando desnutridas e são acompanhadas diariamente pela médica-veterinária. Psittacideos são comuns serem encontrados pendurados na tela, como estava na casa de pessoas, associam com alimento ou com o visitante chegando até a tela. Nesses recintos não existem matos e sim vegetação da espécie curculigo ou capim-palmeira (amplamente utilizada pela sua facilidade de manutenção e possuem um efeito muito bonito) ; estas ficam na parte inferior do recinto não interferindo os hábitos da ave, servindo também de ponto de fuga (local onde o animal não quer ser visto). As mesmas são mensalmente podadas.
  • Em relação ao número excessivo de animais no recinto, como já foi relatado acima, os tamanhos e o número de animais existentes nos recintos estão sempre de acordo com o exigido para cada espécie e em nenhum caso ultrapassamos o limite.
  • Macaco Solto: O macaco solto é uma das maiores atrações do Zoo. É um filhote que consegue sair, e por ser pequeno entra e sai do recinto. Mas não se afasta da mãe e está sendo monitorado pelos técnicos. Fazemos enriquecimento sim, porém esse enriquecimento não é diário, existem datas definidas. Se forem diários já não seriam mais enriquecimento e sim entrariam na rotina dos animais e eles não teriam mais interesse.
  • Roedores: Nesses recintos existe no telhado uma parte em telha transparente para entrada dos raios solares".

 


Quinta, 13/7/2017 8:27.
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