Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Emasa continua sendo a maior poluidora do Canal do Marambaia

Propor estação de tratamento no Centro beira a irresponsabilidade

Quarta, 22/8/2018 16:52.
Celso Peixoto/PMBC.
Canal do Marambaia virou uma espécie de esgoto a céu aberto.

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(WALDEMAR CEZAR NETO) - Em junho de 2015 o Página 3 informou que o maior poluidor do Canal do Marambaia era a própria Emasa, fato confirmado agora com milhares de vistorias realizadas pelo programa “Se Liga na Rede” que está em andamento em Balneário Camboriú.

O Se Liga na Rede mostrou que a poluição do Marambaia não é causada principalmente por ligações irregulares e sim por falta de capacidade do interceptor que traz todo o esgoto pela Avenida Brasil em direção à estação de tratamento no Nova Esperança.

A estação atende sem problemas a demanda, mas o interceptor não porque foi projetado e iniciado na década de 70, portanto sua capacidade foi superada pelo crescimento da cidade.

Hoje ele é uma "peneira”, vaza em diversos pontos e vários foram abertos propositadamente pela Emasa com o objetivo que o esgoto não escorresse pelas calçadas do Centro da cidade.

Parece espantoso, mas é verdadeiro: para que a deficiência do sistema de esgotos não ficasse à vista de todos os cidadãos, foram criados pontos de vazamento para o próprio canal.

Circula nos bastidores do saneamento municipal a conversa que esses extravasores clandestinos foram abertos ao longo dos anos por determinação de diretores da Emasa, mas sem conhecimento dos técnicos de carreira da autarquia que desde o governo Rubens Spernau defendem a construção de um novo interceptor.

Essa obra (na verdade um emissário pressurizado), estava em licitação até semanas atrás, com valor estimado em R$ 12 milhões, mas o processo foi suspenso para reavaliação.

E aí surgiram soluções “exóticas” como instalar uma estação de tratamento de esgoto no Centro, para tratar o Canal do Marambaia, ideia que beira a irresponsabilidade porque a Emasa estaria tratando o sintoma -a poluição do curso d´água-, e não a doença, os motivos dessa poluição.

O diretor geral da Emasa, Douglas Beber, disse ao Página 3 que a instalação da estação de tratamento está sendo avaliada, junto com outras alternativas.

A reportagem apurou que a estação pode custar até R$ 17 milhões. Sem contar o custo de manutenção mensal, só o investimento é quase 50% superior a um novo interceptor que com a estação ou sem ela terá que ser feito porque o atual não tem mais capacidade.

SE LIGA NA REDE

O projeto se “Liga na Rede” que através de inspeções nos imóveis busca identificar e corrigir problemas na rede de esgotos, mostra que as irregularidades mais comuns nos domicílios são falta de caixa de gordura e água pluvial conectada à rede de esgotos.

Nenhuma dessas situações polui diretamente o Canal, mas elas sobrecarregam o sistema e precisam ser corrigidas.

Foram executadas, até final de julho, mais de 22 mil inspeções, um trabalho “formiguinha”, porém fundamental se quisermos a cidade saneada.

O quadro abaixo mostra a situação geral detectada nessas inspeções.

Já este outro quadro mostra que irregularidade no esgoto não tem relação direta com o valor do imóvel porque no Centro onde eles são mais valorizados os não-conformes chegaram a 44%.

É certo que em regiões mais carentes a dificuldade para regularização tende a ser maior, devido à incapacidade financeira de alguns contribuintes.

Esses dois quadros abaixo mostram que esgotos clandestinos não são os vilões da história, os principais problemas são a falta de caixa de gordura e a contaminação da rede de esgotos por águas pluviais.

A gordura ajuda a entupir os canos e a água pluvial quando entra na rede de esgotos a sobrecarrega levando ao extravasamento, como se verifica às vezes em alguns pontos do Centro da Cidade.

Agrava essa situação que o período de maior geração de esgoto é também o que mais chove, a alta temporada.

O trabalho do Se LIga na Rede deu resultado positivo até superior a 30% em certos bairros. A tendência é com o diagnóstico em mãos a administração jogar mais pesado,aplicando multas e encaminhando os recalcitrantes para o Ministério Pùblico pois poluir o ambiente é crime.

No passado a prefeitura já teve esse tipo de parceria com a promotoria ambiental e o resultado foi positivo.



 


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Emasa continua sendo a maior poluidora do Canal do Marambaia

Celso Peixoto/PMBC.
Canal do Marambaia virou uma espécie de esgoto a céu aberto.
Canal do Marambaia virou uma espécie de esgoto a céu aberto.

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Quarta, 22/8/2018 16:52.

(WALDEMAR CEZAR NETO) - Em junho de 2015 o Página 3 informou que o maior poluidor do Canal do Marambaia era a própria Emasa, fato confirmado agora com milhares de vistorias realizadas pelo programa “Se Liga na Rede” que está em andamento em Balneário Camboriú.

O Se Liga na Rede mostrou que a poluição do Marambaia não é causada principalmente por ligações irregulares e sim por falta de capacidade do interceptor que traz todo o esgoto pela Avenida Brasil em direção à estação de tratamento no Nova Esperança.

A estação atende sem problemas a demanda, mas o interceptor não porque foi projetado e iniciado na década de 70, portanto sua capacidade foi superada pelo crescimento da cidade.

Hoje ele é uma "peneira”, vaza em diversos pontos e vários foram abertos propositadamente pela Emasa com o objetivo que o esgoto não escorresse pelas calçadas do Centro da cidade.

Parece espantoso, mas é verdadeiro: para que a deficiência do sistema de esgotos não ficasse à vista de todos os cidadãos, foram criados pontos de vazamento para o próprio canal.

Circula nos bastidores do saneamento municipal a conversa que esses extravasores clandestinos foram abertos ao longo dos anos por determinação de diretores da Emasa, mas sem conhecimento dos técnicos de carreira da autarquia que desde o governo Rubens Spernau defendem a construção de um novo interceptor.

Essa obra (na verdade um emissário pressurizado), estava em licitação até semanas atrás, com valor estimado em R$ 12 milhões, mas o processo foi suspenso para reavaliação.

E aí surgiram soluções “exóticas” como instalar uma estação de tratamento de esgoto no Centro, para tratar o Canal do Marambaia, ideia que beira a irresponsabilidade porque a Emasa estaria tratando o sintoma -a poluição do curso d´água-, e não a doença, os motivos dessa poluição.

O diretor geral da Emasa, Douglas Beber, disse ao Página 3 que a instalação da estação de tratamento está sendo avaliada, junto com outras alternativas.

A reportagem apurou que a estação pode custar até R$ 17 milhões. Sem contar o custo de manutenção mensal, só o investimento é quase 50% superior a um novo interceptor que com a estação ou sem ela terá que ser feito porque o atual não tem mais capacidade.

SE LIGA NA REDE

O projeto se “Liga na Rede” que através de inspeções nos imóveis busca identificar e corrigir problemas na rede de esgotos, mostra que as irregularidades mais comuns nos domicílios são falta de caixa de gordura e água pluvial conectada à rede de esgotos.

Nenhuma dessas situações polui diretamente o Canal, mas elas sobrecarregam o sistema e precisam ser corrigidas.

Foram executadas, até final de julho, mais de 22 mil inspeções, um trabalho “formiguinha”, porém fundamental se quisermos a cidade saneada.

O quadro abaixo mostra a situação geral detectada nessas inspeções.

Já este outro quadro mostra que irregularidade no esgoto não tem relação direta com o valor do imóvel porque no Centro onde eles são mais valorizados os não-conformes chegaram a 44%.

É certo que em regiões mais carentes a dificuldade para regularização tende a ser maior, devido à incapacidade financeira de alguns contribuintes.

Esses dois quadros abaixo mostram que esgotos clandestinos não são os vilões da história, os principais problemas são a falta de caixa de gordura e a contaminação da rede de esgotos por águas pluviais.

A gordura ajuda a entupir os canos e a água pluvial quando entra na rede de esgotos a sobrecarrega levando ao extravasamento, como se verifica às vezes em alguns pontos do Centro da Cidade.

Agrava essa situação que o período de maior geração de esgoto é também o que mais chove, a alta temporada.

O trabalho do Se LIga na Rede deu resultado positivo até superior a 30% em certos bairros. A tendência é com o diagnóstico em mãos a administração jogar mais pesado,aplicando multas e encaminhando os recalcitrantes para o Ministério Pùblico pois poluir o ambiente é crime.

No passado a prefeitura já teve esse tipo de parceria com a promotoria ambiental e o resultado foi positivo.



 


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