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Da emancipação ao futuro: as contribuições da Família Delatorre

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Carlos Alves
Fernando Delatorre (centro) com a filha Denise, a esposa Zeli e o genro Fabiano

Quarta, 8/8/2018 14:48.

A Família Delatorre é uma das tantas que ajudaram e continuam ajudando Balneário Camboriú a escrever sua história. O patriarca, o empresário Eduardo Delatorre (in memoriam) atuou na construção, mas deixou legados na área política e cultural da cidade.

Quem conta é o filho, Fernando Delatorre, 73, que seguiu os passos do pai na construção e também na paixão pelo cinema. A família foi responsável por instalar na praia os extintos Cinerama e Auto Cine, além do Cine Itália, ainda em atividade.

Com o comando de Fernando, depois de 40 anos de pesquisas pelo mundo e garimpos, a família acaba de abrir o Museu da Imagem e do Som em Balneário Camboriú, uma coleção inestimável de equipamentos ligados ao audiovisual e uma atração turística que coloca a cidade na rota do turismo cultural.

A história

Fernando conta que nasceu em Tangará, no meio oeste, onde o pai teve o primeiro cinema, muito precário. Quando tinha 8 anos a família se mudou para Lages, onde o pai teve serrarias. Chegaram aqui em 1958, época em que a cidade ainda pertencia a Camboriú.

Foi no escritório do pai, muito ligado à política, no Edifício Arlene, na Avenida Brasil, que Fernando testemunhou reuniões de articulação política para o desmembramento da praia. Encontros esses que contaram com figuras como Aldo Novaes, Urbano Mafra Vieira e Álvaro Silva.

Com Balneário Camboriú emancipada, não demorou para que ele mesmo se aventurasse pela política e foi vereador na segunda legislatura entre 1970 e 1973. Fernando chegou a assumir a função de presidente do Legislativo e posteriormente foi assessor jurídico durante o governo de Armando Cesar Ghislandi.

Como na cidade ainda não havia estruturas constituídas, por muitos anos, foi no Cinerama (inaugurado em 1967) que aconteciam os eventos solenes como transmissões de cargo e recepção de autoridades.

O Auto Cine também fez história na praia. Fundado em 1973, com capacidade para 350 carros, era um dos únicos cinemas do país onde as pessoas podiam assistir os filmes dos automóveis. A tela tinha mais de 20 metros de altura, equivalente a um prédio de sete andares. Vanguardista, Eduardo Delatorre chegou a construir uma mini estação de rádio para que o público pudesse sintonizar e receber o som dos filmes direto nos aparelhos dos carros.

O Museu da Imagem e do Som é a coroação de toda essa história. “É um sonho realizado...porque eu quero deixar um legado para a cidade que tão bem me recebeu”, disse Fernando ao Página 3.

São 2,8 mil itens que contam a história dos primeiros filmes, máquinas fotográficas, aparelhos de som, celular e até do sistema monetário do mundo - uma verdadeira viagem no tempo.

Serviço - O MIS-BC fica na Rua 700, número 44. Os ingressos custam R$ 20 (adultos) e R$ 10 (estudantes, crianças e idosos). Informações (47) 3363-5786

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