Jornal Página 3

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Fabrício pede aos vereadores R$ 85 milhões para o alargamento da praia central
JC Drones

Sábado, 1/12/2018 5:33.

O prefeito Fabrício Oliveira enviou ontem à Câmara de Vereadores pedido de autorização para contrair empréstimo de R$ 85 milhões destinados ao alargamento da faixa de areia da praia central de Balneário Camboriú.

Apesar de ser o maior empréstimo da história da cidade o fato foi tratado como se não tivesse qualquer importância. Não foi informado à imprensa e tampouco teve divulgação no portal de notícias do município.

Segundo o projeto foram comparadas duas opções de financiamento: Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, esta última considerada mais vantajosa.

Ela prevê financiamento integral dos R$ 85 milhões; 120 meses (10 anos) para pagar; carência de 12 meses; juros de 7,86% ao ano e comissão de estruturação de 2% sobre o total financiado a ser paga dentro de 13 meses.

Estimativa da reportagem é que o município pagaria hoje cerca de R$ 1,1 milhão por mês de prestação do financiamento

O Banco do Brasil teria exigido também vantagens na administração das contas do município, mas não foi possível apurar se isso ficou fora da negociação ou foi omitido no projeto enviado aos vereadores.

Os R$ 85 milhões se referem apenas ao alargamento propriamente dito, a tarefa de buscar areia a 15 Km de distância no mar, depositá-la e espalhá-la na praia.

Toda a reurbanização pós-alargamento está fora dessa conta e sequer possui projeto ou orçamento conhecido pela sociedade, palpites oriundos da prefeitura nos últimos meses falam em R$ 100 milhões.

Independente de considerações ambientais e do fato que a faixa de areia está cada vez mais problemática, a expectativa é que o alargamento proporcione enormes lucros à cidade, a começar pela valorização imediata de todos os imóveis, novos e usados.

A obra é rápida, em quatro meses fica pronta, mas depende, além do financiamento, da Licença Ambiental de Instalação (LAI).

A Licença Ambiental Prévia (LAP), mais complicada, já foi obtida e para conseguir a LAI basta cumprir as condicionantes impostas pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) e o município está fazendo isso.

Portanto, o alargamento parece mais próximo do que jamais esteve nas duas últimas décadas.
 

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Cidade

ATUALIZADO às 7h de 15/12/2018.


Cidade

Balneário Camboriú passa a ser a cidade brasileira com mais bandeiras azuis


Justiça

Ele considera ilegal a lei municipal que permitiu o empreendimento 


Rapidinhas


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Página 3

Fabrício pede aos vereadores R$ 85 milhões para o alargamento da praia central

JC Drones
Sábado, 1/12/2018 5:33.

O prefeito Fabrício Oliveira enviou ontem à Câmara de Vereadores pedido de autorização para contrair empréstimo de R$ 85 milhões destinados ao alargamento da faixa de areia da praia central de Balneário Camboriú.

Apesar de ser o maior empréstimo da história da cidade o fato foi tratado como se não tivesse qualquer importância. Não foi informado à imprensa e tampouco teve divulgação no portal de notícias do município.

Segundo o projeto foram comparadas duas opções de financiamento: Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, esta última considerada mais vantajosa.

Ela prevê financiamento integral dos R$ 85 milhões; 120 meses (10 anos) para pagar; carência de 12 meses; juros de 7,86% ao ano e comissão de estruturação de 2% sobre o total financiado a ser paga dentro de 13 meses.

Estimativa da reportagem é que o município pagaria hoje cerca de R$ 1,1 milhão por mês de prestação do financiamento

O Banco do Brasil teria exigido também vantagens na administração das contas do município, mas não foi possível apurar se isso ficou fora da negociação ou foi omitido no projeto enviado aos vereadores.

Os R$ 85 milhões se referem apenas ao alargamento propriamente dito, a tarefa de buscar areia a 15 Km de distância no mar, depositá-la e espalhá-la na praia.

Toda a reurbanização pós-alargamento está fora dessa conta e sequer possui projeto ou orçamento conhecido pela sociedade, palpites oriundos da prefeitura nos últimos meses falam em R$ 100 milhões.

Independente de considerações ambientais e do fato que a faixa de areia está cada vez mais problemática, a expectativa é que o alargamento proporcione enormes lucros à cidade, a começar pela valorização imediata de todos os imóveis, novos e usados.

A obra é rápida, em quatro meses fica pronta, mas depende, além do financiamento, da Licença Ambiental de Instalação (LAI).

A Licença Ambiental Prévia (LAP), mais complicada, já foi obtida e para conseguir a LAI basta cumprir as condicionantes impostas pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) e o município está fazendo isso.

Portanto, o alargamento parece mais próximo do que jamais esteve nas duas últimas décadas.
 

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