Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Reiner Wolff, um alemão em Balneário Camboriú

#BC54anos

Sexta, 27/7/2018 14:04.

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Reiner Wolff nasceu em 1957 em Berlim, na Alemanha, em um bairro de operários, antes da divisão política entre Alemanha Ocidental e Oriental. Ele viu o muro ser levantado e chegou a ter parte da família dividida. Um meio irmão ficou anos isolado com os avós e tios e foi resgatado graças a um grupo de mercadores “coiotes”, dentro de um fundo falso de um carro.

Anos depois a família se mudou para Bavária, no sul da Alemanha, um pacato vilarejo com 350 habitantes. Reiner terminou a escola, se formou marceneiro e abriu uma loja de móveis planejados com o pai. Ele queria mais e se alistou no exército, na cidade de Munique, onde sua vida mudou para o lado artístico. Trabalhou com música, teatro, até como figurante em filmes e fez cursos na área das artes.


Reiner com 2 anos, em Berlim, Alemanha e em uma festa quando jovem em Balneário Camboriú

Em 1987 o pai de Reiner se mudou. Ele ficou em dúvida entre uma fazenda no Paraguai ou um terreno no Brasil perto do mar. Escolheu uma área no costão do Estaleiro, em Balneário, que naquela época era “muito agreste mesmo”, segundo o artista.

Depois de construir a casa ele abriu no Centro, o Restaurante Eucalipto, na Avenida Brasil. O lugar caiu logo no gosto dos argentinos e o pai chamou Reiner para ajudar na administração. Demorou, mas ele aceitou e chegou à cidade no dia 3 de março de 1989, sem falar uma palavra em português. Aprendeu a falar traduzindo jornais, lendo, “se misturando com brasileiros” e assistindo ao Show da Xuxa. “A minha lógica era que os jornais falam a língua correta e didática e as crianças o português sem complicações. Ajudou muito”, se diverte.

Ele conta que Balneário foi paixão à primeira vista e tinha tudo o que um cara com 30 anos gostava: vida agitada, música e turistas. Frequentou Baturité, Whiskadão, Toc Toc e viu de perto a primeira escada rolante da cidade, instalada no Shopping Pires, que virou atração e chegou a deixar as pessoas assustadas.

De dia trabalhava no restaurante e à noite desenhava e pintava. Fez algumas exposições no próprio estabelecimento até que um dia um funcionário da prefeitura perguntou se queria fazer uma obra em uma praça. Depois de vários esboços, “A mão do trabalhador” foi escolhida para ser instalada na Avenida Atlântica. O prefeito era Leonel Pavan, na época do PDT.

Nas artes Reiner transita por diversas técnicas, passando de objetos de decoração como suas árvores em arame de alumínio banhado em prata até fachadas de prédios.

Além da arte, Reiner também ficou conhecido como “marido da Zezé”, com quem é casado há mais de 20 anos e por participar da associação de moradores do Estaleiro por um bom tempo.

Ele também atua como tradutor e dá aula de alemão particular, além de ser fundador de um grupo de amigos que gosta da cultura alemã, o DKV, (Deutscher Kultur Verein – Associação Cultural Alemã).


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Reiner Wolff, um alemão em Balneário Camboriú

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Sexta, 27/7/2018 14:04.

Reiner Wolff nasceu em 1957 em Berlim, na Alemanha, em um bairro de operários, antes da divisão política entre Alemanha Ocidental e Oriental. Ele viu o muro ser levantado e chegou a ter parte da família dividida. Um meio irmão ficou anos isolado com os avós e tios e foi resgatado graças a um grupo de mercadores “coiotes”, dentro de um fundo falso de um carro.

Anos depois a família se mudou para Bavária, no sul da Alemanha, um pacato vilarejo com 350 habitantes. Reiner terminou a escola, se formou marceneiro e abriu uma loja de móveis planejados com o pai. Ele queria mais e se alistou no exército, na cidade de Munique, onde sua vida mudou para o lado artístico. Trabalhou com música, teatro, até como figurante em filmes e fez cursos na área das artes.


Reiner com 2 anos, em Berlim, Alemanha e em uma festa quando jovem em Balneário Camboriú

Em 1987 o pai de Reiner se mudou. Ele ficou em dúvida entre uma fazenda no Paraguai ou um terreno no Brasil perto do mar. Escolheu uma área no costão do Estaleiro, em Balneário, que naquela época era “muito agreste mesmo”, segundo o artista.

Depois de construir a casa ele abriu no Centro, o Restaurante Eucalipto, na Avenida Brasil. O lugar caiu logo no gosto dos argentinos e o pai chamou Reiner para ajudar na administração. Demorou, mas ele aceitou e chegou à cidade no dia 3 de março de 1989, sem falar uma palavra em português. Aprendeu a falar traduzindo jornais, lendo, “se misturando com brasileiros” e assistindo ao Show da Xuxa. “A minha lógica era que os jornais falam a língua correta e didática e as crianças o português sem complicações. Ajudou muito”, se diverte.

Ele conta que Balneário foi paixão à primeira vista e tinha tudo o que um cara com 30 anos gostava: vida agitada, música e turistas. Frequentou Baturité, Whiskadão, Toc Toc e viu de perto a primeira escada rolante da cidade, instalada no Shopping Pires, que virou atração e chegou a deixar as pessoas assustadas.

De dia trabalhava no restaurante e à noite desenhava e pintava. Fez algumas exposições no próprio estabelecimento até que um dia um funcionário da prefeitura perguntou se queria fazer uma obra em uma praça. Depois de vários esboços, “A mão do trabalhador” foi escolhida para ser instalada na Avenida Atlântica. O prefeito era Leonel Pavan, na época do PDT.

Nas artes Reiner transita por diversas técnicas, passando de objetos de decoração como suas árvores em arame de alumínio banhado em prata até fachadas de prédios.

Além da arte, Reiner também ficou conhecido como “marido da Zezé”, com quem é casado há mais de 20 anos e por participar da associação de moradores do Estaleiro por um bom tempo.

Ele também atua como tradutor e dá aula de alemão particular, além de ser fundador de um grupo de amigos que gosta da cultura alemã, o DKV, (Deutscher Kultur Verein – Associação Cultural Alemã).


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