Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
André Gevaerd, Balneário Camboriú na rota dos filmes de arte

#BC54anos

Sexta, 27/7/2018 14:04.
Arquivo Pessoal

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Nascido e criado em Balneário Camboriú, o produtor cultural André Gevaerd trabalha na indústria cinematográfica há 14 anos. Depois de alguns anos adquirindo experiência em São Paulo ele resolveu voltar, e em 2011 deu vida ao Festival Internacional de Cinema de Balneário Camboriú, colocando a cidade na rota mundial dos filmes de arte.

O Festival

Segundo André (foto), a ideia foi criar um centro gravitacional capaz de unir aqueles que tinham vontade de fazer cinema na cidade mas não tinham um espaço para encontrar outros com as mesmas vontades.

Depois de rodar festivais do mundo André percebeu que Balneário tinha qualidades para receber um evento do porte proposto.

“Um conteúdo que antes não era exibido em lugar algum, passou a ser realidade na nossa cidade. O Festival assim, logo chamou a atenção de profissionais e artistas da indústria que procuram o cinema como um local de criação e de encontro”, afirma.

Não foi fácil, mas ano a ano o Festival foi crescendo, da programação ao público. “Chegamos ao oitavo ano. Parece uma vida. Agora que nos estabelecemos em nossa sede, espero crescer lá dentro e aos poucos voltar a ocupar os locais onde estivemos nos outros anos. Agora podemos trabalhar com um pouco mais de conforto para o crescimento do festival, a produção era muito cigana, um sacrifício”, desabafa.

Esta será a primeira vez que o festival será produzido com mais certezas do que incertezas, diz o idealizador.

Arthouse

O Cineramabc Festival está chegando a sua 8ª edição e além da formação de público, também deu frutos e criou raízes. A Cineramabc Arthouse, inaugurada há um ano, é o principal deles.

A nova “casa” do festival, transformou uma região silenciosa em um reduto dos amantes da arte com programação o ano inteiro. Música, exposições, cursos e filmes estão ajudando a criar um relevante ponto de cultura no litoral catarinense.

Gevaerd foi ousado na proposta. Instalou a Arthouse em um galpão afastado do centro, na Rua São Paulo, Bairro das Nações.

Empreendedor, argumenta que a casa de arte está afastada do centro da cidade, mas no centro da região e próxima da entrada pela BR-101 e rodoviária, um ponto democrático para atrair os visitantes. E eles têm sido presença constante, gente ávida pelo estilo de atração que a Cineramabc oferece.

“Não é o ramo de negócios que os investidores têm costume de embarcar. Então foi-se construindo aos poucos. É um processo constante, orgânico e sustentável e o público entendeu a proposta e foi aos poucos se apegando ao espaço”, conta.

Falta incentivo

Apesar de a Cineramabc abrir as portas para uma possibilidade para a economia, André lamenta que Balneário ainda esteja tão atrasada no fomento às produções de cinema e nas condições para atrair milhões em investimentos no setor audiovisual.

“Vejo a criação de um sistema de incentivo burocrático, arcaico, viciante, cada vez mais fechado e incapaz de criar e emancipar produtores culturais e artistas. O fomento ao cinema é quase inexistente e ineficaz. Não é condizente com uma cidade como a nossa. Temos uma Film Commission criada que não funciona, que está entregue as moscas dentro dos corredores da burocracia e desinteresse”, dispara.

Para o produtor cultural sobra oportunismo e falta objetividade.

“O que tenho certeza, é que o festival contribuiu para mostrar um novo caminho, para mostrar que apesar das deficiências do estado e das auto-intituladas lideranças que atrapalham as iniciativas, é possível realizar arte, cultura e muita movimentação. Que independente do atraso administrativo que impera em todo o sistema político brasileiro, é possível realizar”, conclui.


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Página 3

André Gevaerd, Balneário Camboriú na rota dos filmes de arte

Arquivo Pessoal

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Sexta, 27/7/2018 14:04.

Nascido e criado em Balneário Camboriú, o produtor cultural André Gevaerd trabalha na indústria cinematográfica há 14 anos. Depois de alguns anos adquirindo experiência em São Paulo ele resolveu voltar, e em 2011 deu vida ao Festival Internacional de Cinema de Balneário Camboriú, colocando a cidade na rota mundial dos filmes de arte.

O Festival

Segundo André (foto), a ideia foi criar um centro gravitacional capaz de unir aqueles que tinham vontade de fazer cinema na cidade mas não tinham um espaço para encontrar outros com as mesmas vontades.

Depois de rodar festivais do mundo André percebeu que Balneário tinha qualidades para receber um evento do porte proposto.

“Um conteúdo que antes não era exibido em lugar algum, passou a ser realidade na nossa cidade. O Festival assim, logo chamou a atenção de profissionais e artistas da indústria que procuram o cinema como um local de criação e de encontro”, afirma.

Não foi fácil, mas ano a ano o Festival foi crescendo, da programação ao público. “Chegamos ao oitavo ano. Parece uma vida. Agora que nos estabelecemos em nossa sede, espero crescer lá dentro e aos poucos voltar a ocupar os locais onde estivemos nos outros anos. Agora podemos trabalhar com um pouco mais de conforto para o crescimento do festival, a produção era muito cigana, um sacrifício”, desabafa.

Esta será a primeira vez que o festival será produzido com mais certezas do que incertezas, diz o idealizador.

Arthouse

O Cineramabc Festival está chegando a sua 8ª edição e além da formação de público, também deu frutos e criou raízes. A Cineramabc Arthouse, inaugurada há um ano, é o principal deles.

A nova “casa” do festival, transformou uma região silenciosa em um reduto dos amantes da arte com programação o ano inteiro. Música, exposições, cursos e filmes estão ajudando a criar um relevante ponto de cultura no litoral catarinense.

Gevaerd foi ousado na proposta. Instalou a Arthouse em um galpão afastado do centro, na Rua São Paulo, Bairro das Nações.

Empreendedor, argumenta que a casa de arte está afastada do centro da cidade, mas no centro da região e próxima da entrada pela BR-101 e rodoviária, um ponto democrático para atrair os visitantes. E eles têm sido presença constante, gente ávida pelo estilo de atração que a Cineramabc oferece.

“Não é o ramo de negócios que os investidores têm costume de embarcar. Então foi-se construindo aos poucos. É um processo constante, orgânico e sustentável e o público entendeu a proposta e foi aos poucos se apegando ao espaço”, conta.

Falta incentivo

Apesar de a Cineramabc abrir as portas para uma possibilidade para a economia, André lamenta que Balneário ainda esteja tão atrasada no fomento às produções de cinema e nas condições para atrair milhões em investimentos no setor audiovisual.

“Vejo a criação de um sistema de incentivo burocrático, arcaico, viciante, cada vez mais fechado e incapaz de criar e emancipar produtores culturais e artistas. O fomento ao cinema é quase inexistente e ineficaz. Não é condizente com uma cidade como a nossa. Temos uma Film Commission criada que não funciona, que está entregue as moscas dentro dos corredores da burocracia e desinteresse”, dispara.

Para o produtor cultural sobra oportunismo e falta objetividade.

“O que tenho certeza, é que o festival contribuiu para mostrar um novo caminho, para mostrar que apesar das deficiências do estado e das auto-intituladas lideranças que atrapalham as iniciativas, é possível realizar arte, cultura e muita movimentação. Que independente do atraso administrativo que impera em todo o sistema político brasileiro, é possível realizar”, conclui.


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