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Orçamento de Balneário Camboriú para 2019 supera R$ 1 bilhão
JC Drones

Quinta, 8/11/2018 17:23.

O orçamento de 2019 da prefeitura de Balneário Camboriú que está na Câmara de Vereadores para votação estima a receita e a despesa em R$ 1.008.518.801,00, dos quais R$ 85 milhões são um empréstimo para alargamento da praia central e R$ 13 milhões para investimento em obras de esgoto.

O orçamento também reflete o abismo fiscal em que a cidade se meteu, pois o custo do funcionalismo cresce mais rápido do que a arrecadação e criou uma situação insustentável.

O divisor de águas foi o ano de 2015 quando o ex-prefeito Edson Piriquito passou a contratar centenas de novos servidores de carreira o que veio a refletir em 2016 quando as despesas com pessoal aumentaram 25% em relação ao ano anterior.

No ano seguinte, 2017, a folha cresceu 14% contra 4,7% de aumento na receita corrente e para 2018 (que obviamente ainda não tem números finais) a estimativa é que pessoal e encargos custem 12% mais caro contra uma variação na receita corrente que pode ser metade disso.

No projeto de orçamento o Executivo afirma que a receita do IPTU crescerá pelo reajuste anual (que deverá ser por volta de 4,5%); pelo crescimento da base de contribuição (mais imóveis entrando no sistema) e uma importância estimada na expectativa de alterações na planta genérica de valores imobiliários.

No entanto, olhando os números daquele projeto, é possível verificar que foi estimado para 2019 crescimento de apenas 0,6% na receita tributária em comparação com 2018.

A arrecadação de 2018 está abaixo do previsto, fruto de um orçamento “otimista” que não se realizou e das dificuldades econômicas que afetam o país.

Mais uma vez fontes da administração municipal confidenciaram à reportagem que para fechar as contas de 2019 será necessário rever a Planta de Valores e isso resultará em aumento do IPTU acima da correção monetária, impactando e desagradando os contribuintes.

Em paralelo a isso será necessário reduzir despesas e rever a política de remuneração do funcionalismo onde existe pouca margem de manobra porque se trata de direitos adquiridos.

O prefeito Fabrício Oliveira, de olho no seu patrimônio político, resiste a todas essas medidas porque são impopulares, mas provavelmente será atropelado pela realidade de caixa do município.

O risco é que a indecisão do prefeito leve o cofre do município ao colapso, como ocorreu em 1996 no governo Luiz Vilmar de Castro que atrasou vários meses o salário do funcionalismo, deixou de pagar fornecedores e afetou serviços públicos, inclusive essenciais como coleta de lixo.   

 

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Orçamento de Balneário Camboriú para 2019 supera R$ 1 bilhão

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Quinta, 8/11/2018 17:23.

O orçamento de 2019 da prefeitura de Balneário Camboriú que está na Câmara de Vereadores para votação estima a receita e a despesa em R$ 1.008.518.801,00, dos quais R$ 85 milhões são um empréstimo para alargamento da praia central e R$ 13 milhões para investimento em obras de esgoto.

O orçamento também reflete o abismo fiscal em que a cidade se meteu, pois o custo do funcionalismo cresce mais rápido do que a arrecadação e criou uma situação insustentável.

O divisor de águas foi o ano de 2015 quando o ex-prefeito Edson Piriquito passou a contratar centenas de novos servidores de carreira o que veio a refletir em 2016 quando as despesas com pessoal aumentaram 25% em relação ao ano anterior.

No ano seguinte, 2017, a folha cresceu 14% contra 4,7% de aumento na receita corrente e para 2018 (que obviamente ainda não tem números finais) a estimativa é que pessoal e encargos custem 12% mais caro contra uma variação na receita corrente que pode ser metade disso.

No projeto de orçamento o Executivo afirma que a receita do IPTU crescerá pelo reajuste anual (que deverá ser por volta de 4,5%); pelo crescimento da base de contribuição (mais imóveis entrando no sistema) e uma importância estimada na expectativa de alterações na planta genérica de valores imobiliários.

No entanto, olhando os números daquele projeto, é possível verificar que foi estimado para 2019 crescimento de apenas 0,6% na receita tributária em comparação com 2018.

A arrecadação de 2018 está abaixo do previsto, fruto de um orçamento “otimista” que não se realizou e das dificuldades econômicas que afetam o país.

Mais uma vez fontes da administração municipal confidenciaram à reportagem que para fechar as contas de 2019 será necessário rever a Planta de Valores e isso resultará em aumento do IPTU acima da correção monetária, impactando e desagradando os contribuintes.

Em paralelo a isso será necessário reduzir despesas e rever a política de remuneração do funcionalismo onde existe pouca margem de manobra porque se trata de direitos adquiridos.

O prefeito Fabrício Oliveira, de olho no seu patrimônio político, resiste a todas essas medidas porque são impopulares, mas provavelmente será atropelado pela realidade de caixa do município.

O risco é que a indecisão do prefeito leve o cofre do município ao colapso, como ocorreu em 1996 no governo Luiz Vilmar de Castro que atrasou vários meses o salário do funcionalismo, deixou de pagar fornecedores e afetou serviços públicos, inclusive essenciais como coleta de lixo.   

 

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