Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Carlos Humberto suspende ideia de vender comida na praia de Balneário Camboriú

Vice-prefeito quer estudar o assunto com mais cuidado 

Quinta, 18/10/2018 16:03.
Power Produtora/PMBC
Ideia do Turismo era liberar venda de restaurantes da Atlântica na areia da praia

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O projeto da Secretaria de Turismo de autorizar que restaurantes vendam petiscos na areia da praia central de Balneário Camboriú foi suspenso por determinação do vice-prefeito em exercício do cargo de prefeito Carlos Humberto Metzner Silva.

O assunto é polêmico e Carlos Humberto vai analisá-lo com mais cuidado, talvez até esperar pelo prefeito Fabrício Oliveira, que viajou ao Golfo Pérsico e retorna dentro de uma semana.

A ideia foi do secretário de turismo Miro Teixeira. Os restaurantes participariam de licitação para publicidade em cadeiras e guarda-sóis (o que é previsto em lei) e a prefeitura permitiria a venda de comida (o que não tem previsão legal).  

O advogado Juliano Cavalcanti, que representa a Associação dos Milheiros de Balneário Camboriú, informou que há preocupação com duas situações diferentes.

A primeira, conforme o advogado, é se existe legislação para embasar a proposta, porque “parece que não há”.

O segundo ponto é de que forma isso seria feito, porque envolve alguns pontos importantes, como a questão de saúde pública e o entendimento entre os diversos interessados.

Ele contou que esta semana foi realizada uma reunião com associações de ambulantes, milheiros e quiosques, quando a prefeitura informou a intenção de liberar a venda pelos restaurantes na areia da praia.

A posição da associação, por enquanto, é de preocupação. De acordo com o advogado, uma nova reunião deverá ser realizada pela prefeitura para dar um posicionamento decisivo.

Vereador criticou

O vereador Marcelo Achutti (PP) criticou a proposta do Turismo nas redes sociais.

"Acredito que este assunto deverá ser amplamente discutido com a sociedade de Balneário Camboriú, pois de um lado estão os mais de 350 vendedores ambulantes regularizados junto ao município e aproximadamente 130 pontos de milhos e churros assim como quase 40 quiosques. Ofertar garçons na areia da praia certamente irá girar um COLAPSO na nossa Av. Atlântica, onde garçons estarão dividindo espaço com frequentadores da ciclofaixa, carros e pedestres. Não somos contra, pois o livre comércio é uma de nossas bandeiras, mas, numa sociedade todos temos que seguir regras, respeitando o espaço uns dos outros", escreveu.

Não é a primeira vez

Esta não é a primeira vez que o governo Fabrício investe na tentativa de liberar a venda por restaurantes na areia da praia.

No começo deste ano a prefeitura havia realizado um “acordo exótico” em que alguns estabelecimentos poderiam vender na areia da praia, através do atendimento feito por funcionários dos pontos de milho, entretanto houve críticas à proposta, pelo Ministério Público e a ideia não foi levada adiante.

Miro pode se complicar

Ontem circulou nos gabinetes da prefeitura que essa ideia do secretário de turismo de vender comida na areia da praia foi apresentada ao prefeito Fabrício Oliveira que não a aceitou. Miro então teria aproveitado a ausência do prefeito e a interinidade do vice Carlos Humberto, que é do seu partido, para tentar aprová-la.

“Ele usou a ausência do prefeito e deveria ser sumariamente demitido” esbravejou um dos assessores do prefeito Fabrício.

Miro se defendeu alegando que seu objetivo era conceder espaço para publicidade e que colocou em discussão a venda de comida a pedido de representantes de restaurantes.


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Carlos Humberto suspende ideia de vender comida na praia de Balneário Camboriú

Power Produtora/PMBC
Ideia do Turismo era liberar venda de restaurantes da Atlântica na areia da praia
Ideia do Turismo era liberar venda de restaurantes da Atlântica na areia da praia

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Quinta, 18/10/2018 16:03.

O projeto da Secretaria de Turismo de autorizar que restaurantes vendam petiscos na areia da praia central de Balneário Camboriú foi suspenso por determinação do vice-prefeito em exercício do cargo de prefeito Carlos Humberto Metzner Silva.

O assunto é polêmico e Carlos Humberto vai analisá-lo com mais cuidado, talvez até esperar pelo prefeito Fabrício Oliveira, que viajou ao Golfo Pérsico e retorna dentro de uma semana.

A ideia foi do secretário de turismo Miro Teixeira. Os restaurantes participariam de licitação para publicidade em cadeiras e guarda-sóis (o que é previsto em lei) e a prefeitura permitiria a venda de comida (o que não tem previsão legal).  

O advogado Juliano Cavalcanti, que representa a Associação dos Milheiros de Balneário Camboriú, informou que há preocupação com duas situações diferentes.

A primeira, conforme o advogado, é se existe legislação para embasar a proposta, porque “parece que não há”.

O segundo ponto é de que forma isso seria feito, porque envolve alguns pontos importantes, como a questão de saúde pública e o entendimento entre os diversos interessados.

Ele contou que esta semana foi realizada uma reunião com associações de ambulantes, milheiros e quiosques, quando a prefeitura informou a intenção de liberar a venda pelos restaurantes na areia da praia.

A posição da associação, por enquanto, é de preocupação. De acordo com o advogado, uma nova reunião deverá ser realizada pela prefeitura para dar um posicionamento decisivo.

Vereador criticou

O vereador Marcelo Achutti (PP) criticou a proposta do Turismo nas redes sociais.

"Acredito que este assunto deverá ser amplamente discutido com a sociedade de Balneário Camboriú, pois de um lado estão os mais de 350 vendedores ambulantes regularizados junto ao município e aproximadamente 130 pontos de milhos e churros assim como quase 40 quiosques. Ofertar garçons na areia da praia certamente irá girar um COLAPSO na nossa Av. Atlântica, onde garçons estarão dividindo espaço com frequentadores da ciclofaixa, carros e pedestres. Não somos contra, pois o livre comércio é uma de nossas bandeiras, mas, numa sociedade todos temos que seguir regras, respeitando o espaço uns dos outros", escreveu.

Não é a primeira vez

Esta não é a primeira vez que o governo Fabrício investe na tentativa de liberar a venda por restaurantes na areia da praia.

No começo deste ano a prefeitura havia realizado um “acordo exótico” em que alguns estabelecimentos poderiam vender na areia da praia, através do atendimento feito por funcionários dos pontos de milho, entretanto houve críticas à proposta, pelo Ministério Público e a ideia não foi levada adiante.

Miro pode se complicar

Ontem circulou nos gabinetes da prefeitura que essa ideia do secretário de turismo de vender comida na areia da praia foi apresentada ao prefeito Fabrício Oliveira que não a aceitou. Miro então teria aproveitado a ausência do prefeito e a interinidade do vice Carlos Humberto, que é do seu partido, para tentar aprová-la.

“Ele usou a ausência do prefeito e deveria ser sumariamente demitido” esbravejou um dos assessores do prefeito Fabrício.

Miro se defendeu alegando que seu objetivo era conceder espaço para publicidade e que colocou em discussão a venda de comida a pedido de representantes de restaurantes.


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