Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Prefeitura de Balneário Camboriú inicia o censo de mais de 6.000 empregados

Maior empregador da cidade não sabe quem são seus colaboradores

Segunda, 22/10/2018 10:27.
Reprodução.
Ilustração do jogo

Publicidade

(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - A prefeitura de Balneário Camboriú inicia nesta segunda-feira (22) o recenseamento dos seus mais de 6.000 empregados e a política de pessoal é tão frágil que até esse serviço de levantar os dados funcionais foi contratado à iniciativa privada.

Em resumo o maior empregador da cidade, que tem na folha de pagamentos 6.799 pessoas, não sabe sequer quando os que ainda estão na ativa terão direito a se aposentar.

Isso impede o planejamento mais banal como o aproveitamento dos talentos em áreas que tenham melhor formação; estudos baseados em projeções econômico-financeiras; planos de demissões incentivadas etc.

As deficiências são históricas e a administração atual nada fez para mudar esse estado de coisas.

Antes da Constituição de 1988, para ingressar no serviço público -com poucas exceções- não era necessário concurso, os políticos em cargos executivos nomeavam quem queriam.

Depois de 1988 os políticos deram um jeito de continuar nomeando, criando mais e mais cargos de confiança para acomodar seus aliados, protegidos, apaniguados etc.

Essa prática, vigente também na prefeitura de Balneário Camboriú, desanima os funcionários efetivos porque os cargos de chefia quase sempre são ocupados por critério político, não por mérito.

Não é raro funcionários concursados verem seus chefes serem trocados várias vezes ou, em outros casos, não verem porque alguns nomeados sequer comparecem ao emprego.

Recentemente o prefeito Fabrício Oliveira apresentou projeto à Câmara de Vereadores (que continua tramitando) para ampliar a quantidade de cargos comissionados e criar novas secretarias; isso num cenário onde a folha de pagamentos já consome mais da metade do orçamento anual de Balneário Camboriú.

Essa irresponsabilidade fiscal e administrativa tende a continuar porque não existe qualquer previsão de fortalecer a área de recursos humanos da prefeitura; criar programas de aperfeiçoamento e gestão de desempenho… enfim fazer o que qualquer empresa com essa quantidade de empregados deveria ter feito anos atrás.

Até o final do governo Rubens Spernau e nos anos iniciais da gestão Edson Piriquito havia folga nas despesas de pessoal, mas esse último inchou a prefeitura, contratando cerca de 1.000 empregados concursados entre 2015 e 2016; fazendo com que salários e encargos aumentassem 21% contra 15,2% de elevação na receita corrente líquida.

Existe um desequilíbrio estrutural que quebrará a cidade se nada for feito porque salários, e encargos, por conta das vantagens asseguradas por lei aos servidores, sobem sempre acima da receita da prefeitura.

Havia esperança que o atual prefeito encarasse essa situação de frente, mas isso não ocorreu e provavelmente não ocorrerá já que o perfil demonstrado por ele até agora é de um político convencional, não de um administrador inovativo.

NÚMEROS
Extraídos do Portal da Transparência

Total de funcionários - 6.799.

Aposentados - 665.

Autônomos - 1*

CLT - 501

Comissionados - 291

Efetivos - 3.424.

Estagiários - 485.

Pensionistas- 170

Temporários - 1.547

Outros - 13

*informação possivelmente errada.

CRONOGRAMA

O cronograma para recadastramento dos servidores municipais pode ser acessado neste link
 


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Página 3

Prefeitura de Balneário Camboriú inicia o censo de mais de 6.000 empregados

Reprodução.
Ilustração do jogo
Ilustração do jogo

Publicidade

Segunda, 22/10/2018 10:27.

(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - A prefeitura de Balneário Camboriú inicia nesta segunda-feira (22) o recenseamento dos seus mais de 6.000 empregados e a política de pessoal é tão frágil que até esse serviço de levantar os dados funcionais foi contratado à iniciativa privada.

Em resumo o maior empregador da cidade, que tem na folha de pagamentos 6.799 pessoas, não sabe sequer quando os que ainda estão na ativa terão direito a se aposentar.

Isso impede o planejamento mais banal como o aproveitamento dos talentos em áreas que tenham melhor formação; estudos baseados em projeções econômico-financeiras; planos de demissões incentivadas etc.

As deficiências são históricas e a administração atual nada fez para mudar esse estado de coisas.

Antes da Constituição de 1988, para ingressar no serviço público -com poucas exceções- não era necessário concurso, os políticos em cargos executivos nomeavam quem queriam.

Depois de 1988 os políticos deram um jeito de continuar nomeando, criando mais e mais cargos de confiança para acomodar seus aliados, protegidos, apaniguados etc.

Essa prática, vigente também na prefeitura de Balneário Camboriú, desanima os funcionários efetivos porque os cargos de chefia quase sempre são ocupados por critério político, não por mérito.

Não é raro funcionários concursados verem seus chefes serem trocados várias vezes ou, em outros casos, não verem porque alguns nomeados sequer comparecem ao emprego.

Recentemente o prefeito Fabrício Oliveira apresentou projeto à Câmara de Vereadores (que continua tramitando) para ampliar a quantidade de cargos comissionados e criar novas secretarias; isso num cenário onde a folha de pagamentos já consome mais da metade do orçamento anual de Balneário Camboriú.

Essa irresponsabilidade fiscal e administrativa tende a continuar porque não existe qualquer previsão de fortalecer a área de recursos humanos da prefeitura; criar programas de aperfeiçoamento e gestão de desempenho… enfim fazer o que qualquer empresa com essa quantidade de empregados deveria ter feito anos atrás.

Até o final do governo Rubens Spernau e nos anos iniciais da gestão Edson Piriquito havia folga nas despesas de pessoal, mas esse último inchou a prefeitura, contratando cerca de 1.000 empregados concursados entre 2015 e 2016; fazendo com que salários e encargos aumentassem 21% contra 15,2% de elevação na receita corrente líquida.

Existe um desequilíbrio estrutural que quebrará a cidade se nada for feito porque salários, e encargos, por conta das vantagens asseguradas por lei aos servidores, sobem sempre acima da receita da prefeitura.

Havia esperança que o atual prefeito encarasse essa situação de frente, mas isso não ocorreu e provavelmente não ocorrerá já que o perfil demonstrado por ele até agora é de um político convencional, não de um administrador inovativo.

NÚMEROS
Extraídos do Portal da Transparência

Total de funcionários - 6.799.

Aposentados - 665.

Autônomos - 1*

CLT - 501

Comissionados - 291

Efetivos - 3.424.

Estagiários - 485.

Pensionistas- 170

Temporários - 1.547

Outros - 13

*informação possivelmente errada.

CRONOGRAMA

O cronograma para recadastramento dos servidores municipais pode ser acessado neste link
 


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade