Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Moradores questionam estrutura na Avenida Brasil: opine também

Segundo a prefeitura, é um projeto piloto de parklet

Quarta, 31/10/2018 12:07.
Divulgação
Prefeitura informou que instalação ainda não está concluída

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Moradores de Balneário Camboriú entraram em contato com o Página 3 preocupados com a instalação de uma estrutura de madeira na calçada da Avenida Brasil, entre as Ruas 971 e 981.

Eles questionam que além de estar sobre o espaço público, não houve audiência pública da municipalidade sobre o assunto, nem isonomia, para abrir a possibilidade para outros estabelecimentos que tivessem interesse.

De acordo com o Departamento de Fiscalização de Obras e Posturas da Secretaria do Planejamento, trata-se de um projeto piloto de parklets.

De acordo com o diretor do Departamento, Samir Dawud, o proprietário da Inpot havia procurado a prefeitura para aproveitar a área, que seria subutilizada, porque fica justamente em um vão entre dois postes.

A Prefeitura acabou fazendo uma “parceria” com os empresários em um protótipo de parklet.Os custos do equipamento e da instalação ficaram a cargo dos empresários.

Projeto de lei ainda não foi aprovado

O vereador André Meirinho (PP) já apresentou e discutiu com a sociedade um projeto de instalação de parklets em Balneário Camboriú. A proposta já tramitou pelas comissões, mas ainda não foi votada.

Segundo Meirinho, seu projeto prevê parklets em vagas de estacionamento, criando uma extensão da calçada, e não sobre ela.

O projeto também especifica todo o trâmite, de como solicitar a instalação e dos requisitos necessários para tal. O único problema é que ainda não foi aprovado.

Autorização especial

Questionado se houve uma autorização especial para o parklet em questão, o diretor do Departamento de Fiscalização, Samir Dawud, afirmou que sim.

“Foi um projeto piloto. Para ver a aceitação e utilização. A Lei trata mais dos parklets em vagas de estacionamento. Ali foi em uma área inutilizável da calçada”, comentou Samir.

O diretor destaca que o projeto não está concluído.

A prefeitura pediu para baixar a altura do parklet e ainda falta plotar a madeira preta com uma arte com frases estimulando o compartilhamento do espaço, que continua sendo público. Nas laterais serão plantadas flores.

Para todos

O proprietário da loja, André Dias Hoffmann, explica que o projeto está sendo desenvolvido há mais de seis meses.

O piloto foi desenhado pela empresa, mas recebeu adaptações pela prefeitura para que possa ser utilizado por empresários interessados, em outras partes da cidade.

Dentro do espaço haverá bancos, que poderão ser utilizados por todos que quiserem. Ele afirmou que não será exclusivo da sua loja, nem haverá serviço dela no local.

“Se a pessoa quiser comer um pão de queijo da padaria ali pode, se quiser tomar um chimarrão e aproveitar o espaço ou fazer um encontro de cachorros em um lugar legal da cidade pode também”, enfatizou.

André comentou que em vez de colocar apenas bancos no passeio, como já acontece em alguns pontos da Brasil, a empresa se inspirou em iniciativas semelhantes de grandes cidades como Nova York e São Paulo. A estrutura foi feita em madeira naval e ferro, por uma empresa de Curitiba.

Faltou comunicação da prefeitura

Não é a primeira vez que a administração Fabrício Oliveira coloca um projeto novo na rua sem antes comunicar claramente a sociedade. O mesmo aconteceu com o novo modelo dos pontos de milho, na Atlântica, e com o Cidade Caminhável - modelo de calçada que privilegia pedestres e mantém árvores, avançando sobre áreas de estacionamento.

Em todos os casos, moradores reclamaram da falta de debate sobre estruturas que impactam diretamente os espaços urbanos.


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Página 3
Divulgação
Prefeitura informou que instalação ainda não está concluída
Prefeitura informou que instalação ainda não está concluída

Moradores questionam estrutura na Avenida Brasil: opine também

Segundo a prefeitura, é um projeto piloto de parklet

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Quarta, 31/10/2018 12:07.

Moradores de Balneário Camboriú entraram em contato com o Página 3 preocupados com a instalação de uma estrutura de madeira na calçada da Avenida Brasil, entre as Ruas 971 e 981.

Eles questionam que além de estar sobre o espaço público, não houve audiência pública da municipalidade sobre o assunto, nem isonomia, para abrir a possibilidade para outros estabelecimentos que tivessem interesse.

De acordo com o Departamento de Fiscalização de Obras e Posturas da Secretaria do Planejamento, trata-se de um projeto piloto de parklets.

De acordo com o diretor do Departamento, Samir Dawud, o proprietário da Inpot havia procurado a prefeitura para aproveitar a área, que seria subutilizada, porque fica justamente em um vão entre dois postes.

A Prefeitura acabou fazendo uma “parceria” com os empresários em um protótipo de parklet.Os custos do equipamento e da instalação ficaram a cargo dos empresários.

Projeto de lei ainda não foi aprovado

O vereador André Meirinho (PP) já apresentou e discutiu com a sociedade um projeto de instalação de parklets em Balneário Camboriú. A proposta já tramitou pelas comissões, mas ainda não foi votada.

Segundo Meirinho, seu projeto prevê parklets em vagas de estacionamento, criando uma extensão da calçada, e não sobre ela.

O projeto também especifica todo o trâmite, de como solicitar a instalação e dos requisitos necessários para tal. O único problema é que ainda não foi aprovado.

Autorização especial

Questionado se houve uma autorização especial para o parklet em questão, o diretor do Departamento de Fiscalização, Samir Dawud, afirmou que sim.

“Foi um projeto piloto. Para ver a aceitação e utilização. A Lei trata mais dos parklets em vagas de estacionamento. Ali foi em uma área inutilizável da calçada”, comentou Samir.

O diretor destaca que o projeto não está concluído.

A prefeitura pediu para baixar a altura do parklet e ainda falta plotar a madeira preta com uma arte com frases estimulando o compartilhamento do espaço, que continua sendo público. Nas laterais serão plantadas flores.

Para todos

O proprietário da loja, André Dias Hoffmann, explica que o projeto está sendo desenvolvido há mais de seis meses.

O piloto foi desenhado pela empresa, mas recebeu adaptações pela prefeitura para que possa ser utilizado por empresários interessados, em outras partes da cidade.

Dentro do espaço haverá bancos, que poderão ser utilizados por todos que quiserem. Ele afirmou que não será exclusivo da sua loja, nem haverá serviço dela no local.

“Se a pessoa quiser comer um pão de queijo da padaria ali pode, se quiser tomar um chimarrão e aproveitar o espaço ou fazer um encontro de cachorros em um lugar legal da cidade pode também”, enfatizou.

André comentou que em vez de colocar apenas bancos no passeio, como já acontece em alguns pontos da Brasil, a empresa se inspirou em iniciativas semelhantes de grandes cidades como Nova York e São Paulo. A estrutura foi feita em madeira naval e ferro, por uma empresa de Curitiba.

Faltou comunicação da prefeitura

Não é a primeira vez que a administração Fabrício Oliveira coloca um projeto novo na rua sem antes comunicar claramente a sociedade. O mesmo aconteceu com o novo modelo dos pontos de milho, na Atlântica, e com o Cidade Caminhável - modelo de calçada que privilegia pedestres e mantém árvores, avançando sobre áreas de estacionamento.

Em todos os casos, moradores reclamaram da falta de debate sobre estruturas que impactam diretamente os espaços urbanos.


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