Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Centro de Eventos de Balneário Camboriú continua rendendo politicagem

Obra está atrasada um ano e meio

Segunda, 10/9/2018 8:30.
Nilson Probst.
No começo da coisa as figuras eram outras.

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No último sábado aconteceu mais um ato de exploração política da obra do Centro de Eventos de Balneário Camboriú quando “inspecionaram” o local o prefeito Fabrício Oliveira; o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz; o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun; o secretário estadual de Turismo, Valdir Walendowsky e o deputado estadual Leonel Pavan dentre outros.

Posteriormente à “inspeção” a prefeitura de Balneário Camboriú divulgou em seu portal que a determinação é inaugurar o centro de eventos ainda neste ano.

Em verdade o centro de eventos está atrasado um ano e meio, deveria ter sido concluído em fevereiro de 2017.

O tempo perdido é precioso. Um centro de eventos demora dois anos para firmar porque depende de se tornar conhecido e confiável ao mercado.

No caso de Balneário Camboriú não há sequer definição por parte do Estado de como o espaço será administrado; se será concedido à iniciativa privada e quando isso ocorrerá.

Também não há definições do sistema viário do entorno -que cabe à prefeitura- e tampouco das pontes sobre o rio Camboriú nas marginais da BR-101 que são responsabilidade do governo federal.

Eventos políticos como o do último sábado se sucedem. Na semana passada o governador Eduardo Pinho Moreira promoveu um “oba oba” para assinar o convênio de complementação da obra, com direito a foto de autoridades, dentre elas o deputado Leonel Pavan que se intitula um dos “pais da criança”.

Em verdade o Centro de Eventos de Balneário Camboriú tem dois pais e uma mãe: ela é Dilma Rousseff e eles são o ex-governador Raimundo Colombo e o ex-prefeito Edson Piriquito.

O DNA

Em 2015 a então presidente Dilma Rousseff andava atrás de apoios para sua reeleição.

Em maio daquele ano o governador Raimundo Colombo foi a Brasília com uma lista de pedidos, dentre eles um que deixou com o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, para construir o centro de convenções em Balneário Camboriú.

Dias após voltar de Brasília, Colombo estava em seu gabinete quando tocou o telefone e era Dilma, ela estava disponibilizando R$ 50 milhões para a obra desde que o Estado entrasse com uma parte e o município com outra.

O acordo financeiro foi feito. Brasília colocou R$ 55 milhões (e mais R$ 16 milhões na semana passada); ao Estado couberam R$ 15 milhões e ao município R$ 19,6 milhões.

Dilma foi afastada; Colombo renunciou para concorrer ao Senado; Edson Piriquito concluiu seu mandato e concorre a deputado estadual e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves foi preso pela Lava Jato acusado de corrupção e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal.

E Balneário Camboriú continua esperando o centro de eventos.

(Foto: PMBC)

A "inspeção" de sábado.


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Centro de Eventos de Balneário Camboriú continua rendendo politicagem

Nilson Probst.
No começo da coisa as figuras eram outras.
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Segunda, 10/9/2018 8:30.

No último sábado aconteceu mais um ato de exploração política da obra do Centro de Eventos de Balneário Camboriú quando “inspecionaram” o local o prefeito Fabrício Oliveira; o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz; o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun; o secretário estadual de Turismo, Valdir Walendowsky e o deputado estadual Leonel Pavan dentre outros.

Posteriormente à “inspeção” a prefeitura de Balneário Camboriú divulgou em seu portal que a determinação é inaugurar o centro de eventos ainda neste ano.

Em verdade o centro de eventos está atrasado um ano e meio, deveria ter sido concluído em fevereiro de 2017.

O tempo perdido é precioso. Um centro de eventos demora dois anos para firmar porque depende de se tornar conhecido e confiável ao mercado.

No caso de Balneário Camboriú não há sequer definição por parte do Estado de como o espaço será administrado; se será concedido à iniciativa privada e quando isso ocorrerá.

Também não há definições do sistema viário do entorno -que cabe à prefeitura- e tampouco das pontes sobre o rio Camboriú nas marginais da BR-101 que são responsabilidade do governo federal.

Eventos políticos como o do último sábado se sucedem. Na semana passada o governador Eduardo Pinho Moreira promoveu um “oba oba” para assinar o convênio de complementação da obra, com direito a foto de autoridades, dentre elas o deputado Leonel Pavan que se intitula um dos “pais da criança”.

Em verdade o Centro de Eventos de Balneário Camboriú tem dois pais e uma mãe: ela é Dilma Rousseff e eles são o ex-governador Raimundo Colombo e o ex-prefeito Edson Piriquito.

O DNA

Em 2015 a então presidente Dilma Rousseff andava atrás de apoios para sua reeleição.

Em maio daquele ano o governador Raimundo Colombo foi a Brasília com uma lista de pedidos, dentre eles um que deixou com o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, para construir o centro de convenções em Balneário Camboriú.

Dias após voltar de Brasília, Colombo estava em seu gabinete quando tocou o telefone e era Dilma, ela estava disponibilizando R$ 50 milhões para a obra desde que o Estado entrasse com uma parte e o município com outra.

O acordo financeiro foi feito. Brasília colocou R$ 55 milhões (e mais R$ 16 milhões na semana passada); ao Estado couberam R$ 15 milhões e ao município R$ 19,6 milhões.

Dilma foi afastada; Colombo renunciou para concorrer ao Senado; Edson Piriquito concluiu seu mandato e concorre a deputado estadual e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves foi preso pela Lava Jato acusado de corrupção e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal.

E Balneário Camboriú continua esperando o centro de eventos.

(Foto: PMBC)

A "inspeção" de sábado.


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