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Esquadrilha da Fumaça poderá voltar em julho a Balneário Camboriú
Divulgação

Segunda, 8/4/2019 9:28.

(Marlise Schneider Cezar)

O secretário de Turismo Nelson Oliveira disse que nesta segunda-feira será encaminhado um ofício solicitando uma nova apresentação da Esquadrilha da Fumaça, possivelmente no mês de julho, de preferência no dia 20, aniversário de Balneário Camboriú.

O Comandante da Esquadrilha, Ten.Cel.Marcelo Oliveira Silva, 40 anos, disse que o documento vai para Brasília, mas a equipe do Esquadrão pede prioridade quando acontecem situações como a que ocorreu neste domingo em Balneário Camboriú, quando a apresentação foi interrompida por causa do mau tempo.

Ele lembrou que um cancelamento por causa de chuva em São Francisco do Sul no ano passado, foi remarcado para esta sexta-feira (5). Neste dia, a apresentação iniciou, foi interrompida por causa do mau tempo, a chuva parou e o show foi reiniciado e concluído. No dia anterior (4), em Ituporanga, a frente fria ainda não havia entrado, a apresentação foi feita normalmente. No sábado (6), em Blumenau, o tempo fechou e o espetáculo foi interrompido antes de terminar.

A reportagem conversou com o comandante Marcelo (em pé a esquerda), o número 1 dos sete pilotos. É o mais experiente. Está há 10 anos no Esquadrão e há dois anos no comando. Após a interrupção da apresentação, os 17 integrantes que fazem parte do grupo da Esquadrilha, foram recepcionados pela secretaria de Turismo.

Acompanhe a entrevista:

Mau tempo

“Nós operamos com mínimos meteorológicos, que não envolvem só chuva, mas também nuvens, visibilidade, vários aspectos que precisamos seguir, ,para que tenhamos segurança na apresentação. Por isso temos dois displays: um é o display alto, quando o tempo está bom, não tem nuvens ou elas estão muito altas e o dois, que é o display baixo com meteorologia restrita, então fazemos mais baixo, com manobras mais horizontais. Só que para isso também existe um mínimo e esse mínimo hoje em Balneário Camboriú estava reduzido, as nuvens estavam baixas demais para fazer as acrobacias em formação. Com o objetivo de preservar a segurança da demonstrar e realizar aquilo que treinamos, decidimos cancelar. A decisão veio justamente nas passagens isoladas, um avião de cada vez, ali é o início da demonstração que chamamos de ‘passagem de reconhecimento’. É quando a gente checa os obstáculos que tem no local e pega as referências visuais no terreno para ajudar a nos orientar no vôo e checa os mínimos de segurança e estes mínimos estiveram abaixo”.

Agradecimento

“O que conseguimos fazer até para agradecer o público não foram acrobacias em si, fizemos algumas passagens a mais para que o público visse os aviões, fizemos duas ou três passagens com todos os aviões juntos e algumas passagens a mais com um de cada vez. Não gostamos de cancelar, mas temos que seguir os mínimos doutrinários para segurança nossa e do público que está em primeiro lugar”.

Em julho?

“A organização vai solicitar uma nova demonstração e como houve esse cancelamento por questões meteorológicas, a remarcação da nova data ganha importância, prioridade, mas ainda assim depende da disposição da agenda. O documento daqui vai para Brasília. Dia 20 de julho seria muito bom, mas não posso garantir hoje. Mas se não for neste dia será em outro. Vamos voltar e terminar a apresentação”.

A Fumaça

“A Fumaça nasceu em 52, por iniciativa de instrutores de vôo, no Rio, onde era a Escola de Aeronáutica da Força Aérea Brasileira (FAB) e hoje não é mais lá, é na Academia da Força Aérea em Pirassununga. Nesta escola em 52, no final do dia, os instrutores pegavam aviões que eram utilizados na instrução dos cadetes e faziam demonstrações. Com o passar do tempo esse tipo de vôo se tornou regular e anos depois começaram a usar fumaça para mostrar o desenho da manobra e para uma aeronave poder visualizar a outra, daí vem o nome Esquadrilha da Fumaça, que veio do público em si”.

A Missão“

A Esquadrilha da Fumaça é um esquadrão que comp~´oe a FAB e a nossa missão é realizar demonstrações aéreas difundindo em âmbito nacional e internacional a imagem institucional da FAB. Também demonstrar a capacidade dos pilotos, a capacidade da indústria nacional, a capacidade do povo brasileiro de produzir uma máquina com essa tecnologia e incentivar a aviação como um todo”.

Os pilotos

“Temos sete aviões divididos nas posições de 1 a 7. O piloto que ingressa no time é proveniente de todas as aviações (de caça, de patrulha, de helicópteros, de transporte) e todos vem como voluntários. Fazem o curso e se tornam pilotos de demonstração aérea. Entram nas posições de 2 a 6. Depois de quatro anos, alguns são modificados para voar na posição 7, que é o piloto que faz acrobacias mais arrojadas e ele voa sozinho, requer um nivel de experiência maior. O piloto número 1 voa na liderança do esquadrão, ele quem faz as coordenações e tem a responsabilidade de conduzir as demonstrações e decidir tudo que envolve as mesmas. Ele tem que ser experiente”.

O Comandante

“Ele é um piloto que já passou por esses cinco anos e às vezes ele sai do esquadrão e depois retorna. Eu fiquei um tempo a mais no esquadrão, porque teve mudança de avião, tivemos que segurar a experiência um pouco mais no esquadrão. Estou no décimo ano do esquadrão e no segundo ano no comando, que dura dois anos. No final de 2019 passou o comando para outro militar”.

A coragem

“O piloto entra na Força Aérea e aprende a ser um piloto militar, se especializa e para entrar na Fumaça ele tem que ser voluntário, ter experiência de vôo. Depois um conselho interno onde os integrantes atuais analisam a ficha de cada um, o histórico operacional de cada piloto, as características, a preocupação com segurança, ainda tem um teste psicológico e só então são escolhidos. A coragem vem do treinamento, temos um programa de formação, de treinamento bem intenso para que o piloto adquira a experiência suficiente e adequada para poder realizar as demonstrações”.

Os aviões

“São quatro tipos de aviões. Começou com o T-6 Texan, depois o T-24Fouga Magister, T-25 Universal, T-27 Tucano (que voou 30 anos, até 2013, fez 2.363 apresentações)e desde 2015 é o A-29 Super Tucano. Os dois últimos fabricados no Brasil, na Embraer.

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Esquadrilha da Fumaça poderá voltar em julho a Balneário Camboriú

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Segunda, 8/4/2019 9:28.

(Marlise Schneider Cezar)

O secretário de Turismo Nelson Oliveira disse que nesta segunda-feira será encaminhado um ofício solicitando uma nova apresentação da Esquadrilha da Fumaça, possivelmente no mês de julho, de preferência no dia 20, aniversário de Balneário Camboriú.

O Comandante da Esquadrilha, Ten.Cel.Marcelo Oliveira Silva, 40 anos, disse que o documento vai para Brasília, mas a equipe do Esquadrão pede prioridade quando acontecem situações como a que ocorreu neste domingo em Balneário Camboriú, quando a apresentação foi interrompida por causa do mau tempo.

Ele lembrou que um cancelamento por causa de chuva em São Francisco do Sul no ano passado, foi remarcado para esta sexta-feira (5). Neste dia, a apresentação iniciou, foi interrompida por causa do mau tempo, a chuva parou e o show foi reiniciado e concluído. No dia anterior (4), em Ituporanga, a frente fria ainda não havia entrado, a apresentação foi feita normalmente. No sábado (6), em Blumenau, o tempo fechou e o espetáculo foi interrompido antes de terminar.

A reportagem conversou com o comandante Marcelo (em pé a esquerda), o número 1 dos sete pilotos. É o mais experiente. Está há 10 anos no Esquadrão e há dois anos no comando. Após a interrupção da apresentação, os 17 integrantes que fazem parte do grupo da Esquadrilha, foram recepcionados pela secretaria de Turismo.

Acompanhe a entrevista:

Mau tempo

“Nós operamos com mínimos meteorológicos, que não envolvem só chuva, mas também nuvens, visibilidade, vários aspectos que precisamos seguir, ,para que tenhamos segurança na apresentação. Por isso temos dois displays: um é o display alto, quando o tempo está bom, não tem nuvens ou elas estão muito altas e o dois, que é o display baixo com meteorologia restrita, então fazemos mais baixo, com manobras mais horizontais. Só que para isso também existe um mínimo e esse mínimo hoje em Balneário Camboriú estava reduzido, as nuvens estavam baixas demais para fazer as acrobacias em formação. Com o objetivo de preservar a segurança da demonstrar e realizar aquilo que treinamos, decidimos cancelar. A decisão veio justamente nas passagens isoladas, um avião de cada vez, ali é o início da demonstração que chamamos de ‘passagem de reconhecimento’. É quando a gente checa os obstáculos que tem no local e pega as referências visuais no terreno para ajudar a nos orientar no vôo e checa os mínimos de segurança e estes mínimos estiveram abaixo”.

Agradecimento

“O que conseguimos fazer até para agradecer o público não foram acrobacias em si, fizemos algumas passagens a mais para que o público visse os aviões, fizemos duas ou três passagens com todos os aviões juntos e algumas passagens a mais com um de cada vez. Não gostamos de cancelar, mas temos que seguir os mínimos doutrinários para segurança nossa e do público que está em primeiro lugar”.

Em julho?

“A organização vai solicitar uma nova demonstração e como houve esse cancelamento por questões meteorológicas, a remarcação da nova data ganha importância, prioridade, mas ainda assim depende da disposição da agenda. O documento daqui vai para Brasília. Dia 20 de julho seria muito bom, mas não posso garantir hoje. Mas se não for neste dia será em outro. Vamos voltar e terminar a apresentação”.

A Fumaça

“A Fumaça nasceu em 52, por iniciativa de instrutores de vôo, no Rio, onde era a Escola de Aeronáutica da Força Aérea Brasileira (FAB) e hoje não é mais lá, é na Academia da Força Aérea em Pirassununga. Nesta escola em 52, no final do dia, os instrutores pegavam aviões que eram utilizados na instrução dos cadetes e faziam demonstrações. Com o passar do tempo esse tipo de vôo se tornou regular e anos depois começaram a usar fumaça para mostrar o desenho da manobra e para uma aeronave poder visualizar a outra, daí vem o nome Esquadrilha da Fumaça, que veio do público em si”.

A Missão“

A Esquadrilha da Fumaça é um esquadrão que comp~´oe a FAB e a nossa missão é realizar demonstrações aéreas difundindo em âmbito nacional e internacional a imagem institucional da FAB. Também demonstrar a capacidade dos pilotos, a capacidade da indústria nacional, a capacidade do povo brasileiro de produzir uma máquina com essa tecnologia e incentivar a aviação como um todo”.

Os pilotos

“Temos sete aviões divididos nas posições de 1 a 7. O piloto que ingressa no time é proveniente de todas as aviações (de caça, de patrulha, de helicópteros, de transporte) e todos vem como voluntários. Fazem o curso e se tornam pilotos de demonstração aérea. Entram nas posições de 2 a 6. Depois de quatro anos, alguns são modificados para voar na posição 7, que é o piloto que faz acrobacias mais arrojadas e ele voa sozinho, requer um nivel de experiência maior. O piloto número 1 voa na liderança do esquadrão, ele quem faz as coordenações e tem a responsabilidade de conduzir as demonstrações e decidir tudo que envolve as mesmas. Ele tem que ser experiente”.

O Comandante

“Ele é um piloto que já passou por esses cinco anos e às vezes ele sai do esquadrão e depois retorna. Eu fiquei um tempo a mais no esquadrão, porque teve mudança de avião, tivemos que segurar a experiência um pouco mais no esquadrão. Estou no décimo ano do esquadrão e no segundo ano no comando, que dura dois anos. No final de 2019 passou o comando para outro militar”.

A coragem

“O piloto entra na Força Aérea e aprende a ser um piloto militar, se especializa e para entrar na Fumaça ele tem que ser voluntário, ter experiência de vôo. Depois um conselho interno onde os integrantes atuais analisam a ficha de cada um, o histórico operacional de cada piloto, as características, a preocupação com segurança, ainda tem um teste psicológico e só então são escolhidos. A coragem vem do treinamento, temos um programa de formação, de treinamento bem intenso para que o piloto adquira a experiência suficiente e adequada para poder realizar as demonstrações”.

Os aviões

“São quatro tipos de aviões. Começou com o T-6 Texan, depois o T-24Fouga Magister, T-25 Universal, T-27 Tucano (que voou 30 anos, até 2013, fez 2.363 apresentações)e desde 2015 é o A-29 Super Tucano. Os dois últimos fabricados no Brasil, na Embraer.

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