Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Motoristas de aplicativos de Balneário Camboriú e região se unem em associação

Sexta, 2/8/2019 7:42.
Renata Rutes Henning.
Da esquerda para a direita: Jucelio Vieira, Felipe Martins, Felipe Mafra, Thiago Escorchelli, Odaiani Heguedusch, Renata Meirelles, as advogadas Sandra e Chaiane e Adilson Barbosa

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Cerca de 200 motoristas de aplicativos se uniram e montaram a Associação dos Motoristas de Aplicativos da Foz do Rio Itajaí (AMAFRI), com o objetivo principal de lutar pelos direitos da classe, tendo como foco no momento as regulamentações municipais, principalmente a de Balneário Camboriú.
A reportagem do Página 3 esteve no escritório de advocacia BKC, que representa a AMAFRI, onde conversou com membros da diretoria da associação. O presidente, Felipe Mafra, conta que se os motoristas tivessem que pagar a taxa para os 11 municípios que correspondem a região teriam que desembolsar R$ 6,5 mil. Até o momento, em Balneário Camboriú, cerca de 500 já se regularizaram e, na opinião de Mafra e seus companheiros, a maioria o fez por medo, já que somente em um fim de semana 60 motoristas de aplicativos teriam sido multados.
Felipe conta que trocou e-mails com a empresa e que o pedido é para que os motoristas não paguem a taxa. “Em São Paulo motoristas de fora não podem trabalhar, e quem é de lá consegue rodar só por lá porque a cidade é grande, mas não tem como comparar Balneário com São Paulo, são realidades muito diferentes. Também não explicaram para onde irá a taxa que estão cobrando, onde será investido esse valor. Deveria ser para melhorias das vias e até para nos ajudar no serviço, como por exemplo falta de paradas na Avenida Atlântica, que hoje só existe para táxis”, afirma.
Mafra salienta que estão em contato direto com o secretário de Segurança, David Queiroz, mas que o prefeito Fabrício Oliveira nunca os recebeu. “O secretário disse que precisa executar o que mandam ele fazer. Ele disse que sabe que as multas foram irregulares, mas que faz parte da regulamentação”, explica. Por isso, o pedido da AMAFRI é que a Lei 4040/2017, que regulamenta os motoristas de aplicativos a nível municipal, seja revogada. O decreto feito em junho, segundo a diretoria e suas advogadas, não se sustenta sozinho, por isso também precisaria ser revogado. A ideia da associação é que uma nova lei seja feita, dando voz aos motoristas. Há um artigo no decreto e na lei em que cita que os tributos devem ser cobrados diretamente das empresas e não dos motoristas, e é com base nisso que os motoristas pedem que a lei seja revogada e alterada. Em São Paulo, onde os aplicativos foram regulamentados, o tributo é gerado diretamente do valor de cada corrida, e é a Uber que o encaminha para a prefeitura.
Os motoristas salientam que não são contra a regulamentação, e por isso gostariam que ela valesse a nível regional. Por exemplo, que mora em Balneário paga para a prefeitura de Balneário e tem o direito de circular pelos 11 municípios da região. Quem for de Itajaí, paga para Itajaí, quem é de Itapema, paga para o governo municipal de Itapema, e assim por diante. “O que queremos é justiça. Temos a prática do negócio e pensamos também nos clientes que precisam do Uber. Se seguir assim muitos motoristas vão desistir desse serviço e o valor das corridas vai aumentar. Famílias são sustentadas, é o nosso trabalho”, completa Felipe. Ainda sobre os táxis, a diretoria relata que os motoristas de aplicativos devem pagar anualmente para a prefeitura de Balneário cerca de R$ 550, enquanto os taxistas pagam R$ 185. “Estamos brigando porque queremos trabalhar. Essa cobrança é irregular. Queremos atender ao público sem medo de blitz e de levar multa. Queremos ser parceiros da prefeitura, mas enquanto estivermos sendo ‘porreteados’, não tem conversa”, pontua o presidente.

*Os motoristas interessados em se associar podem entrar em contato diretamente com Felipe: 9.9771-9442 ou com Thiago ‘Panda’: 8.84751728.*


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Página 3
Renata Rutes Henning.
Da esquerda para a direita: Jucelio Vieira, Felipe Martins, Felipe Mafra, Thiago Escorchelli, Odaiani Heguedusch, Renata Meirelles, as advogadas Sandra e Chaiane e Adilson Barbosa
Da esquerda para a direita: Jucelio Vieira, Felipe Martins, Felipe Mafra, Thiago Escorchelli, Odaiani Heguedusch, Renata Meirelles, as advogadas Sandra e Chaiane e Adilson Barbosa

Motoristas de aplicativos de Balneário Camboriú e região se unem em associação

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Sexta, 2/8/2019 7:42.
Cerca de 200 motoristas de aplicativos se uniram e montaram a Associação dos Motoristas de Aplicativos da Foz do Rio Itajaí (AMAFRI), com o objetivo principal de lutar pelos direitos da classe, tendo como foco no momento as regulamentações municipais, principalmente a de Balneário Camboriú.
A reportagem do Página 3 esteve no escritório de advocacia BKC, que representa a AMAFRI, onde conversou com membros da diretoria da associação. O presidente, Felipe Mafra, conta que se os motoristas tivessem que pagar a taxa para os 11 municípios que correspondem a região teriam que desembolsar R$ 6,5 mil. Até o momento, em Balneário Camboriú, cerca de 500 já se regularizaram e, na opinião de Mafra e seus companheiros, a maioria o fez por medo, já que somente em um fim de semana 60 motoristas de aplicativos teriam sido multados.
Felipe conta que trocou e-mails com a empresa e que o pedido é para que os motoristas não paguem a taxa. “Em São Paulo motoristas de fora não podem trabalhar, e quem é de lá consegue rodar só por lá porque a cidade é grande, mas não tem como comparar Balneário com São Paulo, são realidades muito diferentes. Também não explicaram para onde irá a taxa que estão cobrando, onde será investido esse valor. Deveria ser para melhorias das vias e até para nos ajudar no serviço, como por exemplo falta de paradas na Avenida Atlântica, que hoje só existe para táxis”, afirma.
Mafra salienta que estão em contato direto com o secretário de Segurança, David Queiroz, mas que o prefeito Fabrício Oliveira nunca os recebeu. “O secretário disse que precisa executar o que mandam ele fazer. Ele disse que sabe que as multas foram irregulares, mas que faz parte da regulamentação”, explica. Por isso, o pedido da AMAFRI é que a Lei 4040/2017, que regulamenta os motoristas de aplicativos a nível municipal, seja revogada. O decreto feito em junho, segundo a diretoria e suas advogadas, não se sustenta sozinho, por isso também precisaria ser revogado. A ideia da associação é que uma nova lei seja feita, dando voz aos motoristas. Há um artigo no decreto e na lei em que cita que os tributos devem ser cobrados diretamente das empresas e não dos motoristas, e é com base nisso que os motoristas pedem que a lei seja revogada e alterada. Em São Paulo, onde os aplicativos foram regulamentados, o tributo é gerado diretamente do valor de cada corrida, e é a Uber que o encaminha para a prefeitura.
Os motoristas salientam que não são contra a regulamentação, e por isso gostariam que ela valesse a nível regional. Por exemplo, que mora em Balneário paga para a prefeitura de Balneário e tem o direito de circular pelos 11 municípios da região. Quem for de Itajaí, paga para Itajaí, quem é de Itapema, paga para o governo municipal de Itapema, e assim por diante. “O que queremos é justiça. Temos a prática do negócio e pensamos também nos clientes que precisam do Uber. Se seguir assim muitos motoristas vão desistir desse serviço e o valor das corridas vai aumentar. Famílias são sustentadas, é o nosso trabalho”, completa Felipe. Ainda sobre os táxis, a diretoria relata que os motoristas de aplicativos devem pagar anualmente para a prefeitura de Balneário cerca de R$ 550, enquanto os taxistas pagam R$ 185. “Estamos brigando porque queremos trabalhar. Essa cobrança é irregular. Queremos atender ao público sem medo de blitz e de levar multa. Queremos ser parceiros da prefeitura, mas enquanto estivermos sendo ‘porreteados’, não tem conversa”, pontua o presidente.

*Os motoristas interessados em se associar podem entrar em contato diretamente com Felipe: 9.9771-9442 ou com Thiago ‘Panda’: 8.84751728.*


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