Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Balneário Camboriú integra programa nacional de combate a poluição do mar

 Quem é responsável por um cenário como esse que machuca Balneário Camboriú? 

Terça, 6/8/2019 18:16.
Luciana Andréa
Quem é responsável por um cenário como esse que machuca Balneário Camboriú?

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De acordo com estudos realizados pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) quase dois milhões de toneladas de resíduos no país vão parar nos oceanos todos os anos, um volume que pode encher 30 estádios do Maracanã da base até o topo.

O estudo também acentua que 90% dos resíduos encontrados no mar são de plásticos e restos de cigarro e que as praias estão entre as principais fontes de vazamento de lixo para o mar. Segundo dados da ONU Meio Ambiente, perto de 600 espécies de animais marinhos sofrem com a ingestão de plástico, e, até 2050, cerca de 99% das aves marinhas terão ingerido o material.

Para combater esse cenário, a Abrelpe lançou um programa de prevenção à poluição marinha e Balneário Camboriú é um dos quatro municípios do litoral brasileiro selecionados para integrar o projeto que a associação realizará em parceria com a Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA) e apoio da Agência de Proteção Ambiental da Suécia.

Este projeto realizado em parceria com os municípios vai identificar as fontes de vazamento do lixo e tipos de resíduos encontrados nos oceanos, dar assistência técnica aos municípios para o aprimoramento da gestão de resíduos sólidos em terra, como forma de prevenir o lixo no mar.


Assistência ambiental

A secretária do Meio Ambiente de Balneário Camboriú, Maria Heloísa Furtado Lenzi explicou que há tempo está conversando com a Abrelpe e esteve em São Luiz do Maranhão no lançamento do programa Mares Limpos que Abrelpe está encabeçando.

“Fomos a convite deles, para entender toda essa assistência que a Abrelpe vai dar aos municípios com o objetivo de ações que sejam relevantes para reduzir a quantidade principalmente de plásticos nos oceanos. Eles já fizeram algumas ações experimentais em outros municípios e vão trazer para cá esta experiência”, disse Heloísa.

O ponto de partida será uma capacitação para depois fazer o diagnóstico dos pontos onde tem vazamento de resíduos sólidos para os corpos hídricos e consequentemente sendo levados para o oceano. O passo seguinte é definir as ações para evitar que isso aconteça.

“Balneário Camboriú tem uma situação bastante atípica positivamente falando, porque não temos problemas que outros municípios têm, como por exemplo, ocupação irregular em palafitas, que é outro fator agravante deste cenário. Isso já nos auxilia bastante, mas ainda assim precisamos fazer algumas ações para evitar que os resíduos cheguem aos oceanos”, continuou Heloísa.

Ela explicou que o engenheiro civil Leandro Grzybowski da Silva participou de treinamento na Suécia.

“Ele esteve em treinamento com o pessoal da Abrelpe, com o grupo internacional com esse foco, gerenciamento de resíduos. Temos várias ações relacionadas a resíduos no município, como o programa Recicla BC, também assinamos com a ONU em conjunto com os demais municípios da Amfri, o programa de redução de resíduos dos oceanos. Leandro está participando do programa de treinamento de representantes municipais para elaboração e implementação do Programa de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS) e agora temos esse novo programa que a Abrelpe nos selecionou focado na redução de lixo nos oceanos”, disse Heloísa.


Requisitos

Para participar do programa, o município se inscreveu no edital que tinha como requisitos básicos ter Plano de Gestão de Resíduos Sólido ou Plano Municipal de Saneamento, coleta seletiva (de preferência em parceria com cooperativas ou associações de catadores), localização em área de interesse turístico, entre outros.

A participação dos municípios selecionados não tem custos, nem repasse de verbas, mas tem a capacitação e toda assistência técnica oferecida por consultores especialistas durante nove meses, para identificar e combater as fontes terrestres que poluem o mar.

A primeira reunião de trabalho será no próximo dia 20, na sede da Abrelpe, em São Paulo. O cronograma de trabalho dos nove meses ainda não chegou.


Informações: Secretaria do Meio Ambiente (47) 3363-7145 


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Balneário Camboriú integra programa nacional de combate a poluição do mar

Luciana Andréa
Quem é responsável por um cenário como esse que machuca Balneário Camboriú?
Quem é responsável por um cenário como esse que machuca Balneário Camboriú?

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Terça, 6/8/2019 18:16.

De acordo com estudos realizados pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) quase dois milhões de toneladas de resíduos no país vão parar nos oceanos todos os anos, um volume que pode encher 30 estádios do Maracanã da base até o topo.

O estudo também acentua que 90% dos resíduos encontrados no mar são de plásticos e restos de cigarro e que as praias estão entre as principais fontes de vazamento de lixo para o mar. Segundo dados da ONU Meio Ambiente, perto de 600 espécies de animais marinhos sofrem com a ingestão de plástico, e, até 2050, cerca de 99% das aves marinhas terão ingerido o material.

Para combater esse cenário, a Abrelpe lançou um programa de prevenção à poluição marinha e Balneário Camboriú é um dos quatro municípios do litoral brasileiro selecionados para integrar o projeto que a associação realizará em parceria com a Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA) e apoio da Agência de Proteção Ambiental da Suécia.

Este projeto realizado em parceria com os municípios vai identificar as fontes de vazamento do lixo e tipos de resíduos encontrados nos oceanos, dar assistência técnica aos municípios para o aprimoramento da gestão de resíduos sólidos em terra, como forma de prevenir o lixo no mar.


Assistência ambiental

A secretária do Meio Ambiente de Balneário Camboriú, Maria Heloísa Furtado Lenzi explicou que há tempo está conversando com a Abrelpe e esteve em São Luiz do Maranhão no lançamento do programa Mares Limpos que Abrelpe está encabeçando.

“Fomos a convite deles, para entender toda essa assistência que a Abrelpe vai dar aos municípios com o objetivo de ações que sejam relevantes para reduzir a quantidade principalmente de plásticos nos oceanos. Eles já fizeram algumas ações experimentais em outros municípios e vão trazer para cá esta experiência”, disse Heloísa.

O ponto de partida será uma capacitação para depois fazer o diagnóstico dos pontos onde tem vazamento de resíduos sólidos para os corpos hídricos e consequentemente sendo levados para o oceano. O passo seguinte é definir as ações para evitar que isso aconteça.

“Balneário Camboriú tem uma situação bastante atípica positivamente falando, porque não temos problemas que outros municípios têm, como por exemplo, ocupação irregular em palafitas, que é outro fator agravante deste cenário. Isso já nos auxilia bastante, mas ainda assim precisamos fazer algumas ações para evitar que os resíduos cheguem aos oceanos”, continuou Heloísa.

Ela explicou que o engenheiro civil Leandro Grzybowski da Silva participou de treinamento na Suécia.

“Ele esteve em treinamento com o pessoal da Abrelpe, com o grupo internacional com esse foco, gerenciamento de resíduos. Temos várias ações relacionadas a resíduos no município, como o programa Recicla BC, também assinamos com a ONU em conjunto com os demais municípios da Amfri, o programa de redução de resíduos dos oceanos. Leandro está participando do programa de treinamento de representantes municipais para elaboração e implementação do Programa de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS) e agora temos esse novo programa que a Abrelpe nos selecionou focado na redução de lixo nos oceanos”, disse Heloísa.


Requisitos

Para participar do programa, o município se inscreveu no edital que tinha como requisitos básicos ter Plano de Gestão de Resíduos Sólido ou Plano Municipal de Saneamento, coleta seletiva (de preferência em parceria com cooperativas ou associações de catadores), localização em área de interesse turístico, entre outros.

A participação dos municípios selecionados não tem custos, nem repasse de verbas, mas tem a capacitação e toda assistência técnica oferecida por consultores especialistas durante nove meses, para identificar e combater as fontes terrestres que poluem o mar.

A primeira reunião de trabalho será no próximo dia 20, na sede da Abrelpe, em São Paulo. O cronograma de trabalho dos nove meses ainda não chegou.


Informações: Secretaria do Meio Ambiente (47) 3363-7145 


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