Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Conselheiro tutelar analisa gestão e aponta problemas a resolver em Balneário Camboriú

Segunda, 23/12/2019 13:27.
Divulgação
Atuais conselheiros tutelares e equipe do Conselho

Publicidade

O conselheiro tutelar João Baptista de Oliveira Peters Junior (João Jota) procurou o Página 3 para contar sobre os quatro anos em que participou do Conselho Tutelar. A gestão encerra neste ano e os novos conselheiros assumem em janeiro, ocupando os cargos até 2024. Da atual gestão a única conselheira que conquistou a reeleição foi Karen Schwengder, como assistente social – foi a candidata mais votada, com 897 votos.

João salienta que antes dos atuais conselheiros assumirem muitas pessoas diziam que ‘o Conselho Tutelar de Balneário Camboriú não existia’ e que voltou a ser mais ativo, interagindo com as forças da segurança e com a comunidade – seja nas escolas como também diretamente com as famílias. “Porém, não é um trabalho fácil. O Estado e o poder público são muito negligentes. 80% dos direitos são violados pelo Estado, nas áreas da saúde, educação e segurança”, diz. Nesses quatro anos, o Conselho atendeu cerca de 30 mil casos, sendo o principal a negligência familiar, como ainda direito a educação violados, brigas judiciais entre pais, alienação parental e drogadição – inclusive pelos próprios pais que usam drogas e álcool perto dos filhos.

“Outra luta nossa que precisará continuar através dos novos conselheiros é a criação do Conselho Tutelar para a região sul. Há muitas famílias de lá que às vezes precisam vir até o centro e não tem condições. Atendemos até mesmo os turistas, todos os fatos que acontecem envolvendo menores de idade em Balneário Camboriú é atribuição do Conselho”, explica.

O conselheiro opina que o novo grupo que assumirá o Conselho terá que dar continuidade ao trabalho que vinha sendo feito, e que pegarão uma entidade ativa e que precisará ser ainda mais atuante.

“Muitas coisas ainda precisam ser melhoradas como o trabalho de prevenção do uso de drogas e álcool por adolescentes e isso precisa ser conversado dentro das famílias também, porque muitas são negligentes e passam o problema para o Estado. As crianças precisam de mais atenção, muitas ficam sozinhas e a falta de amparo afetivo acaba as levando para a rua, caem em situações ruins e com pessoas de má índole. Muitos pais nem sabem que seus filhos estão na rua. O adolescente vai para a Praça Tamandaré, para a rua com os amigos fazer coisas que não deve. E isso não é só em Balneário, é a nível Brasil”, acrescenta.

As atividades do contraturno escolar, como o Projeto Oficinas, são na opinião de João uma boa solução para ‘ocupar a cabeça’ dos adolescentes e crianças da cidade, mas ele acredita que a participação familiar é essencial.

“Há crianças e adolescentes com problemas psicológicos, mas é preciso educar os responsáveis para que o tratamento continue em casa. Há o programa Abraço, da prefeitura, e todo o apoio é válido, mas não podemos parar, temos que prevenir, fazer palestrar, conscientizar o máximo. Todos os problemas sérios, como suspeita de depressão e tendências suicidas em crianças e adolescentes devem ser repassados ao Conselho. Aproveito para agradecer a mídia e a comunidade por todo o apoio que tivemos nesses quatro anos”, completa.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade


Publicidade














Página 3
Divulgação
Atuais conselheiros tutelares e equipe do Conselho
Atuais conselheiros tutelares e equipe do Conselho

Conselheiro tutelar analisa gestão e aponta problemas a resolver em Balneário Camboriú

Publicidade

Segunda, 23/12/2019 13:27.

O conselheiro tutelar João Baptista de Oliveira Peters Junior (João Jota) procurou o Página 3 para contar sobre os quatro anos em que participou do Conselho Tutelar. A gestão encerra neste ano e os novos conselheiros assumem em janeiro, ocupando os cargos até 2024. Da atual gestão a única conselheira que conquistou a reeleição foi Karen Schwengder, como assistente social – foi a candidata mais votada, com 897 votos.

João salienta que antes dos atuais conselheiros assumirem muitas pessoas diziam que ‘o Conselho Tutelar de Balneário Camboriú não existia’ e que voltou a ser mais ativo, interagindo com as forças da segurança e com a comunidade – seja nas escolas como também diretamente com as famílias. “Porém, não é um trabalho fácil. O Estado e o poder público são muito negligentes. 80% dos direitos são violados pelo Estado, nas áreas da saúde, educação e segurança”, diz. Nesses quatro anos, o Conselho atendeu cerca de 30 mil casos, sendo o principal a negligência familiar, como ainda direito a educação violados, brigas judiciais entre pais, alienação parental e drogadição – inclusive pelos próprios pais que usam drogas e álcool perto dos filhos.

“Outra luta nossa que precisará continuar através dos novos conselheiros é a criação do Conselho Tutelar para a região sul. Há muitas famílias de lá que às vezes precisam vir até o centro e não tem condições. Atendemos até mesmo os turistas, todos os fatos que acontecem envolvendo menores de idade em Balneário Camboriú é atribuição do Conselho”, explica.

O conselheiro opina que o novo grupo que assumirá o Conselho terá que dar continuidade ao trabalho que vinha sendo feito, e que pegarão uma entidade ativa e que precisará ser ainda mais atuante.

“Muitas coisas ainda precisam ser melhoradas como o trabalho de prevenção do uso de drogas e álcool por adolescentes e isso precisa ser conversado dentro das famílias também, porque muitas são negligentes e passam o problema para o Estado. As crianças precisam de mais atenção, muitas ficam sozinhas e a falta de amparo afetivo acaba as levando para a rua, caem em situações ruins e com pessoas de má índole. Muitos pais nem sabem que seus filhos estão na rua. O adolescente vai para a Praça Tamandaré, para a rua com os amigos fazer coisas que não deve. E isso não é só em Balneário, é a nível Brasil”, acrescenta.

As atividades do contraturno escolar, como o Projeto Oficinas, são na opinião de João uma boa solução para ‘ocupar a cabeça’ dos adolescentes e crianças da cidade, mas ele acredita que a participação familiar é essencial.

“Há crianças e adolescentes com problemas psicológicos, mas é preciso educar os responsáveis para que o tratamento continue em casa. Há o programa Abraço, da prefeitura, e todo o apoio é válido, mas não podemos parar, temos que prevenir, fazer palestrar, conscientizar o máximo. Todos os problemas sérios, como suspeita de depressão e tendências suicidas em crianças e adolescentes devem ser repassados ao Conselho. Aproveito para agradecer a mídia e a comunidade por todo o apoio que tivemos nesses quatro anos”, completa.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade