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Balneário Camboriú tem 40 moradores de rua fixos
Renata Rutes Henning.

Quarta, 20/2/2019 5:55.

O responsável pelo Resgate Social, um departamento da Secretaria de Inclusão Social, Paulo Roberto de Souza, o Paulão, disse que a cidade atualmente tem 40 moradores de rua e que a situação é “preocupante”.

“Fiz um plano de ação junto com a Christina (Barichello, a secretária de inclusão social) e colocamos todos os cargos comissionados para atuar no Resgate e na Casa de Passagem (albergue para os moradores de rua dormir e comer), destacou.

Agora, o Resgate conta com três equipes 24h nas ruas (duas de carro e uma de motocicleta).

A Casa de Passagem, com capacidade para 30 pessoas, já chegou a receber 55, batendo recorde em atendimento.

Porém, Paulão reconhece que a situação não é a ideal. Em 2013 Balneário Camboriú tinha 11 moradores de rua fixos. Esse número chegou a 80 e hoje há 40 andarilhos que vivem diariamente nas ruas da cidade.

“Esse número aumenta com os andarilhos flutuantes, que chegam, ficam alguns dias e depois vão embora. Balneário Camboriú é uma cidade que atrai não só turistas, como também os mendigos. A notícia que a população dá comida e ajuda circula entre eles. Já houve casos de andarilhos que ganharam até pizza e hambúrguer, muitos até sem nem precisar pedir. Isso dificulta o nosso trabalho e incentiva essas pessoas a continuarem na rua, pois está sendo fácil para eles viver nessa vida”, destaca.

O responsável pelo Resgate, que já viveu nas ruas, diz que entende o desejo da população em ajudar, mas lamenta.

Ele conta que muitos usam a religião como incentivo. “Dizem que está na Bíblia, ajudar a quem precisa é ajudar a Deus, mas se você não negar um prato de comida você estará dificultando o trabalho da assistência social. Por isso que a partir de semana que vem começaremos com o plano de ação de internação involuntária. Agiremos dentro da lei, oferecendo ajuda (voltar para cidade de origem, ir para Casa de Passagem, tratar os vícios ou conseguir um emprego) até cinco vezes, após isso iremos internar os andarilhos usuários de drogas em comunidades terapêuticas”, informou.

A ação contará com apoio da Guarda Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Saúde e Polícia Civil.

Está marcada para essa quarta-feira (20) reunião com o novo comandante da PM, Tenente-Coronel Alexandre Coelho, para discutir e firmar parcerias.

O vício em drogas e álcool é o principal problema enfrentado pelo Resgate Social, pois mesmo os moradores de rua que aceitam ajuda costumam ter recaídas. Eles encontram emprego, não aguentam e voltam a ser andarilhos. Há um mapa com os pontos críticos onde normalmente há mendigos, e o Resgate atua em cima disso: nas Marginais Leste e Oeste, que são também pontos de venda de drogas, a Praça Tamandaré e seus arredores e a Avenida Alvim Bauer.

“Estamos iniciando esse trabalho no fim do verão, pois infelizmente nessa temporada fomos pegos de surpresa, para que estejamos preparados desde já para a próxima. Reconhecemos que foi a temporada da crise dos moradores de rua, mas vamos trabalhar intensamente para mudar isso”, finalizou.

Para acionar o Resgate Social através ligue 156. O serviço atua 24h, todos os dias, inclusive domingos e feriados.



 

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Balneário Camboriú tem 40 moradores de rua fixos

Renata Rutes Henning.

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Quarta, 20/2/2019 5:55.

O responsável pelo Resgate Social, um departamento da Secretaria de Inclusão Social, Paulo Roberto de Souza, o Paulão, disse que a cidade atualmente tem 40 moradores de rua e que a situação é “preocupante”.

“Fiz um plano de ação junto com a Christina (Barichello, a secretária de inclusão social) e colocamos todos os cargos comissionados para atuar no Resgate e na Casa de Passagem (albergue para os moradores de rua dormir e comer), destacou.

Agora, o Resgate conta com três equipes 24h nas ruas (duas de carro e uma de motocicleta).

A Casa de Passagem, com capacidade para 30 pessoas, já chegou a receber 55, batendo recorde em atendimento.

Porém, Paulão reconhece que a situação não é a ideal. Em 2013 Balneário Camboriú tinha 11 moradores de rua fixos. Esse número chegou a 80 e hoje há 40 andarilhos que vivem diariamente nas ruas da cidade.

“Esse número aumenta com os andarilhos flutuantes, que chegam, ficam alguns dias e depois vão embora. Balneário Camboriú é uma cidade que atrai não só turistas, como também os mendigos. A notícia que a população dá comida e ajuda circula entre eles. Já houve casos de andarilhos que ganharam até pizza e hambúrguer, muitos até sem nem precisar pedir. Isso dificulta o nosso trabalho e incentiva essas pessoas a continuarem na rua, pois está sendo fácil para eles viver nessa vida”, destaca.

O responsável pelo Resgate, que já viveu nas ruas, diz que entende o desejo da população em ajudar, mas lamenta.

Ele conta que muitos usam a religião como incentivo. “Dizem que está na Bíblia, ajudar a quem precisa é ajudar a Deus, mas se você não negar um prato de comida você estará dificultando o trabalho da assistência social. Por isso que a partir de semana que vem começaremos com o plano de ação de internação involuntária. Agiremos dentro da lei, oferecendo ajuda (voltar para cidade de origem, ir para Casa de Passagem, tratar os vícios ou conseguir um emprego) até cinco vezes, após isso iremos internar os andarilhos usuários de drogas em comunidades terapêuticas”, informou.

A ação contará com apoio da Guarda Municipal, Polícia Militar, Secretaria de Saúde e Polícia Civil.

Está marcada para essa quarta-feira (20) reunião com o novo comandante da PM, Tenente-Coronel Alexandre Coelho, para discutir e firmar parcerias.

O vício em drogas e álcool é o principal problema enfrentado pelo Resgate Social, pois mesmo os moradores de rua que aceitam ajuda costumam ter recaídas. Eles encontram emprego, não aguentam e voltam a ser andarilhos. Há um mapa com os pontos críticos onde normalmente há mendigos, e o Resgate atua em cima disso: nas Marginais Leste e Oeste, que são também pontos de venda de drogas, a Praça Tamandaré e seus arredores e a Avenida Alvim Bauer.

“Estamos iniciando esse trabalho no fim do verão, pois infelizmente nessa temporada fomos pegos de surpresa, para que estejamos preparados desde já para a próxima. Reconhecemos que foi a temporada da crise dos moradores de rua, mas vamos trabalhar intensamente para mudar isso”, finalizou.

Para acionar o Resgate Social através ligue 156. O serviço atua 24h, todos os dias, inclusive domingos e feriados.



 

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