Jornal Página 3

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Cinco anos da ciclofaixa da Avenida Atlântica: um marco que dividiu opiniões
Foto de Ivan Rupp/PMBC

Quarta, 30/1/2019 12:29.

Há cinco anos a Prefeitura de Balneário Camboriú inaugurava a ciclofaixa da Avenida Atlântica, uma obra simples, que mudou a cara da orla e foi duramente criticada por parte da população.

O ex-secretário de Planejamento, Auri Pavoni, lembra que a decisão gerou na época muita discussão, pressão e até ameaças. Parte da população era contra, porque acabaria com a conveniência do estacionamento em frente aos restaurantes da praia. Mesmo assim, o prefeito da época, Edson Piriquito, manteve a decisão e criou a faixa, que passou a ser compartilhada.

“Teve resistência e pressão de toda ordem. Ameaçaram paralisar a Atlântica, até pediram ao prefeito que me tirasse do cargo, afirmando que a ciclofaixa acabaria com os restaurantes”, relembra.

Hoje, cinco anos depois, ele comemora o legado.

“Felizmente foi implantada e ajudou a mudar um pouco o conceito da praia. Hoje já estão pedindo mais espaços como esse, percebemos que a ciclofaixa já se tornou insuficiente, mas foi um marco para a cidade”, declara.

Um movimento de força popular

Movimento Pró-Ciclovia na Avenida Atlântica

O conselheiro de mobilidade da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú (ACBC), Chaves Júnior, relembra a importância do movimento popular iniciado pela entidade, em 2013, para implantação da ciclofaixa.

No dia 28 de julho daquele ano, foi realizado um protesto pacífico de ciclistas, o Pró-ciclovia na Avenida Atlântica para reforçar o pedido. Dias após o pedal, os representantes do movimento se reuniram com Piriquito e foram informados que já haveria a intenção do governo de implantar a faixa compartilhada.

Meses depois a ideia saiu do papel e aí começaram as pressões de comerciantes, querendo que o espaço funcionasse como ciclofaixa apenas de dia e à noite fosse liberado para o estacionamento de carros. Não vingou.

“Foi um grande feito do antigo prefeito, esse crédito ele merece muito por ter feito e fazer isso valer”, pontua Chaves.

Conflitos

Logo que a novidade foi implantada, a população teve que aprender a dividir o espaço, designado a ser compartilhado. Não foi fácil, aconteceram (e ainda acontecem) incidentes entre usuários, o que aponta para a necessidade de informações mais claras sobre aquele equipamento.

Ao longo do tempo aconteceram diversos conflitos entre usuários, até se estabelecer quais as atividades poderiam ser praticadas ali e que ela não era para caminhadas e sim para corridas.

Também não era o lugar ideal para carrinhos de bebês, por exemplo. Agora o foco da discussão são os scooters elétricos, mas esta questão ainda deve passar por regulamentação.

Desde a sua implantação, a ACBC vem reivindicando melhorias, como o alinhamento das bocas de lobo e sinalização horizontal e vertical porque, segundo Chaves Júnior, hoje é um perigo sem a sinalização necessária. “As pessoas não sabem o que é certo ou errado”, pontua.

Segundo a prefeitura, o espaço foi revitalizado em dezembro e não há previsão de intervenções quanto à sinalização no momento.

O leitor Ademir Martins enviou registro da semana passada, mostrando um carro estacionado sobre a ciclofaixa da Atlântica. Seria falta de informação ou de educação?

Assim como Auri, Chaves também considera que hoje a ciclofaixa é insuficiente. Ele defende aprimoramentos, sinalização e que ela deveria ser ampliada aos domingos, com o Atlântica Ativa, projeto iniciado por ele e que foi assumido pelo poder público. O projeto ampliava a faixa compartilhada sobre uma das pistas da Atântica, com cones, nas manhãs de domingo.

“Ah, mas vai gerar trânsito Chaves? Vai, mas precisamos educar as pessoas que aos domingos a Atlântica está em meia pista para que as pessoas possam usufruir”, opina.

Para ele, a ciclofaixa é uma conquista e um feito irreversível que já inspirou municípios vizinhos como Itapema, Praia Brava e Gravatá.

 

E você leitor, qual a sua opinião sobre este equipamento? Opine!
 

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Cidade

 Prefeitura começará a internar usuários de drogas


Mundo

Um dos principais destinos turísticos do mundo sofre com algas desde 2015


Geral

O cantor Armandinho organiza o festival, que tem entrada gratuita


Política

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Política

Ele aparentemente fez escolhas erradas em seu caminho político 


Divulgação

Excelente opção para os micro empreendedores, pequenas empresas e freelancers.


Policia

Gaúcho comeu no restaurante e não tinha dinheiro para pagar


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Cinco anos da ciclofaixa da Avenida Atlântica: um marco que dividiu opiniões

Foto de Ivan Rupp/PMBC
Foto de Ivan Rupp/PMBC
Quarta, 30/1/2019 12:29.

Há cinco anos a Prefeitura de Balneário Camboriú inaugurava a ciclofaixa da Avenida Atlântica, uma obra simples, que mudou a cara da orla e foi duramente criticada por parte da população.

O ex-secretário de Planejamento, Auri Pavoni, lembra que a decisão gerou na época muita discussão, pressão e até ameaças. Parte da população era contra, porque acabaria com a conveniência do estacionamento em frente aos restaurantes da praia. Mesmo assim, o prefeito da época, Edson Piriquito, manteve a decisão e criou a faixa, que passou a ser compartilhada.

“Teve resistência e pressão de toda ordem. Ameaçaram paralisar a Atlântica, até pediram ao prefeito que me tirasse do cargo, afirmando que a ciclofaixa acabaria com os restaurantes”, relembra.

Hoje, cinco anos depois, ele comemora o legado.

“Felizmente foi implantada e ajudou a mudar um pouco o conceito da praia. Hoje já estão pedindo mais espaços como esse, percebemos que a ciclofaixa já se tornou insuficiente, mas foi um marco para a cidade”, declara.

Um movimento de força popular

Movimento Pró-Ciclovia na Avenida Atlântica

O conselheiro de mobilidade da Associação de Ciclismo de Balneário Camboriú (ACBC), Chaves Júnior, relembra a importância do movimento popular iniciado pela entidade, em 2013, para implantação da ciclofaixa.

No dia 28 de julho daquele ano, foi realizado um protesto pacífico de ciclistas, o Pró-ciclovia na Avenida Atlântica para reforçar o pedido. Dias após o pedal, os representantes do movimento se reuniram com Piriquito e foram informados que já haveria a intenção do governo de implantar a faixa compartilhada.

Meses depois a ideia saiu do papel e aí começaram as pressões de comerciantes, querendo que o espaço funcionasse como ciclofaixa apenas de dia e à noite fosse liberado para o estacionamento de carros. Não vingou.

“Foi um grande feito do antigo prefeito, esse crédito ele merece muito por ter feito e fazer isso valer”, pontua Chaves.

Conflitos

Logo que a novidade foi implantada, a população teve que aprender a dividir o espaço, designado a ser compartilhado. Não foi fácil, aconteceram (e ainda acontecem) incidentes entre usuários, o que aponta para a necessidade de informações mais claras sobre aquele equipamento.

Ao longo do tempo aconteceram diversos conflitos entre usuários, até se estabelecer quais as atividades poderiam ser praticadas ali e que ela não era para caminhadas e sim para corridas.

Também não era o lugar ideal para carrinhos de bebês, por exemplo. Agora o foco da discussão são os scooters elétricos, mas esta questão ainda deve passar por regulamentação.

Desde a sua implantação, a ACBC vem reivindicando melhorias, como o alinhamento das bocas de lobo e sinalização horizontal e vertical porque, segundo Chaves Júnior, hoje é um perigo sem a sinalização necessária. “As pessoas não sabem o que é certo ou errado”, pontua.

Segundo a prefeitura, o espaço foi revitalizado em dezembro e não há previsão de intervenções quanto à sinalização no momento.

O leitor Ademir Martins enviou registro da semana passada, mostrando um carro estacionado sobre a ciclofaixa da Atlântica. Seria falta de informação ou de educação?

Assim como Auri, Chaves também considera que hoje a ciclofaixa é insuficiente. Ele defende aprimoramentos, sinalização e que ela deveria ser ampliada aos domingos, com o Atlântica Ativa, projeto iniciado por ele e que foi assumido pelo poder público. O projeto ampliava a faixa compartilhada sobre uma das pistas da Atântica, com cones, nas manhãs de domingo.

“Ah, mas vai gerar trânsito Chaves? Vai, mas precisamos educar as pessoas que aos domingos a Atlântica está em meia pista para que as pessoas possam usufruir”, opina.

Para ele, a ciclofaixa é uma conquista e um feito irreversível que já inspirou municípios vizinhos como Itapema, Praia Brava e Gravatá.

 

E você leitor, qual a sua opinião sobre este equipamento? Opine!
 

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