Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Sem rampa, calçada é muro: movimento chega a Balneário Camboriú

Segunda, 17/6/2019 9:58.

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O projeto ‘Sem rampa, calçada é muro’ chegou a Balneário Camboriú. A iniciativa da ONG Movimento SuperAção acontece em várias cidades brasileiras e busca conscientizar a população e o poder público através de graffiti nos meio-fios perto de faixas de pedestre – pontos que deveriam ter rampa para cadeirantes e deficientes físicos, o que não acontece com efetividade.

O primeiro meio-fio grafitado fica nos arredores da Associação de Apoio às Famílias de Deficientes Físicos (ADADEFI), na rua 1.500, perto do Colégio Energia.

Quem trouxe a iniciativa para Balneário foi o arquiteto Murilo Trevizol e o grafiteiro Luís Felipe Berejuk. Eles também dividem o projeto Open Street Gallery, a galeria de arte urbana que será lançada no Bairro da Barra até o fim do ano. Murilo explica que a ideia do ‘Sem rampa, calçada é muro’ é sinalizar alguns dos locais com faixa ou sinalização de ‘pare’ que não possuem rampa na cidade.

A dupla procurou a secretaria de Planejamento Urbano para falar sobre a intervenção, que recebeu ‘bandeira branca’.

“Eles nos recomendaram negociar diretamente com os proprietários de imóveis próximos desses locais, a exemplo do que já é feito na hora de grafitar muros. A ideia não é criticar a prefeitura e sim focar na conscientização”, diz.

O arquiteto lembra que por mais que Balneário Camboriú seja uma cidade bastante a frente em questão de acessibilidade em comparação a outros grandes municípios, como São Paulo onde apenas 9% das calçadas são acessíveis, ainda há muito para melhorar. ]

“Temos muitos desafios, tanto que a primeira intervenção aconteceu justamente perto da AFADEFI, onde tem faixa de pedestres e não há rampa. Além também de uma pesquisa da Univali, do curso de Arquitetura, que mostrou que algumas das rampas existentes na cidade não estão no padrão de dimensão e inclinação correta”, acrescenta.

Os artistas interessados em participar do ‘Sem rampa, calçada é muro’ podem procurar Murilo através do (48) 9.9909-9063.

“O graffiti deve ser feito só no meio-fio e o artista escolhe o que quer pintar. É preciso fotografar o antes e o depois, aplicar o selo do projeto, marcar o @berejuk e @calcadaemuro no Instagram e incluir as hashtags #CalcadaEmuro e #MovimentoSuperAcao. Temos ainda a ideia de que quando os meio-fios se transformarem em rampas juntar todos eles e fazer uma exposição”, completa. 


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Sem rampa, calçada é muro: movimento chega a Balneário Camboriú

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Segunda, 17/6/2019 9:58.

O projeto ‘Sem rampa, calçada é muro’ chegou a Balneário Camboriú. A iniciativa da ONG Movimento SuperAção acontece em várias cidades brasileiras e busca conscientizar a população e o poder público através de graffiti nos meio-fios perto de faixas de pedestre – pontos que deveriam ter rampa para cadeirantes e deficientes físicos, o que não acontece com efetividade.

O primeiro meio-fio grafitado fica nos arredores da Associação de Apoio às Famílias de Deficientes Físicos (ADADEFI), na rua 1.500, perto do Colégio Energia.

Quem trouxe a iniciativa para Balneário foi o arquiteto Murilo Trevizol e o grafiteiro Luís Felipe Berejuk. Eles também dividem o projeto Open Street Gallery, a galeria de arte urbana que será lançada no Bairro da Barra até o fim do ano. Murilo explica que a ideia do ‘Sem rampa, calçada é muro’ é sinalizar alguns dos locais com faixa ou sinalização de ‘pare’ que não possuem rampa na cidade.

A dupla procurou a secretaria de Planejamento Urbano para falar sobre a intervenção, que recebeu ‘bandeira branca’.

“Eles nos recomendaram negociar diretamente com os proprietários de imóveis próximos desses locais, a exemplo do que já é feito na hora de grafitar muros. A ideia não é criticar a prefeitura e sim focar na conscientização”, diz.

O arquiteto lembra que por mais que Balneário Camboriú seja uma cidade bastante a frente em questão de acessibilidade em comparação a outros grandes municípios, como São Paulo onde apenas 9% das calçadas são acessíveis, ainda há muito para melhorar. ]

“Temos muitos desafios, tanto que a primeira intervenção aconteceu justamente perto da AFADEFI, onde tem faixa de pedestres e não há rampa. Além também de uma pesquisa da Univali, do curso de Arquitetura, que mostrou que algumas das rampas existentes na cidade não estão no padrão de dimensão e inclinação correta”, acrescenta.

Os artistas interessados em participar do ‘Sem rampa, calçada é muro’ podem procurar Murilo através do (48) 9.9909-9063.

“O graffiti deve ser feito só no meio-fio e o artista escolhe o que quer pintar. É preciso fotografar o antes e o depois, aplicar o selo do projeto, marcar o @berejuk e @calcadaemuro no Instagram e incluir as hashtags #CalcadaEmuro e #MovimentoSuperAcao. Temos ainda a ideia de que quando os meio-fios se transformarem em rampas juntar todos eles e fazer uma exposição”, completa. 


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