Jornal Página 3

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Audiência discutirá a decadência do transporte coletivo em Balneário Camboriú
Arquivo JP3.

Terça, 26/3/2019 7:21.

Acontecerá na próxima quinta-feira (28), na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, por iniciativa do vereador Aldemar “Bola” Pereira, reunião pública sobre o transporte coletivo da cidade.

O vereador quer alternativas para o fato que os usuários estão insatisfeitos com o serviço disponível.

“Uma pessoa me contou que para ir do Camelódromo à rodoviária andou mais de uma hora de ônibus pela cidade… parece que as pessoas estão indo ao contrário de onde gostariam de ir” resumiu o vereador.

O problema é grave, a concessionária Expressul perdeu metade dos passageiros em uma década e não gera recursos suficientes para modernizar a frota, ampliar linhas etc.

O transporte coletivo está pressionado pela concorrência. Por exemplo, se duas pessoas precisassem ir do final da Quarta Avenida até o Hospital da Unimed, na Avenida do Estado, gastariam apenas R$ 1,00 a mais indo de Uber em vez de ônibus.

Nessa década em que a Expressul perdeu 50% dos seus passageiros, a frota de motocicletas e ciclomotores aumentou 60% e o crescimento da quantidade de outros veículos de duas rodas, elétricos ou não, é visível.

Um dos proprietários da Expressul, Vilson Antonio Ern Junior, admitiu que os problemas são grandes, mas negou que a empresa pretenda abrir mão da concessão que irá até 2027.

Parece consenso que nesse cenário o transporte coletivo só é viável com subsídio municipal, mas ninguém tem certeza se compensa subsidiar.

No ano passado o jornal The Economist efetuou levantamento com as agências públicas de transportes coletivos de cidades de países ricos e em praticamente todos os casos houve redução da demanda.

Especialistas consideram que isso ocorre devido à internet que criou novas formas de comprar, trabalhar e se deslocar, além da preferência pela individualização.

Em janeiro o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana divulgou que os ônibus da capital paranaense transportaram menos 2,89 milhões de passageiros (1,6%) em 2018. Nos últimos oito anos, a perda de passageiros foi próxima a 30%.

Com um dos melhores sistemas de transporte coletivo do Brasil, Curitiba é a capital que tem a maior quantidade veículos por habitante, taxa de 0,8.

Isso mostra o tamanho do desafio em Balneário Camboriú que em janeiro deste ano ostentava exatamente a mesma taxa de Curitiba, 0,8 veículo automotor por habitante.

A reunião pública da próxima quinta-feira será às 19h, no plenário da Câmara, na Avenida das Flores, 675.

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Cidade


Geral

É a primeira visita de um alto funcionário do governo Bolsonato à cidade 


Política

Ele cometeu o sacrilégio de congelar preços, José Sarney não faria melhor.


Cidade

Serviço de coleta especial será triplicado e permanente em toda a cidade


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Audiência discutirá a decadência do transporte coletivo em Balneário Camboriú

Arquivo JP3.

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Terça, 26/3/2019 7:21.

Acontecerá na próxima quinta-feira (28), na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, por iniciativa do vereador Aldemar “Bola” Pereira, reunião pública sobre o transporte coletivo da cidade.

O vereador quer alternativas para o fato que os usuários estão insatisfeitos com o serviço disponível.

“Uma pessoa me contou que para ir do Camelódromo à rodoviária andou mais de uma hora de ônibus pela cidade… parece que as pessoas estão indo ao contrário de onde gostariam de ir” resumiu o vereador.

O problema é grave, a concessionária Expressul perdeu metade dos passageiros em uma década e não gera recursos suficientes para modernizar a frota, ampliar linhas etc.

O transporte coletivo está pressionado pela concorrência. Por exemplo, se duas pessoas precisassem ir do final da Quarta Avenida até o Hospital da Unimed, na Avenida do Estado, gastariam apenas R$ 1,00 a mais indo de Uber em vez de ônibus.

Nessa década em que a Expressul perdeu 50% dos seus passageiros, a frota de motocicletas e ciclomotores aumentou 60% e o crescimento da quantidade de outros veículos de duas rodas, elétricos ou não, é visível.

Um dos proprietários da Expressul, Vilson Antonio Ern Junior, admitiu que os problemas são grandes, mas negou que a empresa pretenda abrir mão da concessão que irá até 2027.

Parece consenso que nesse cenário o transporte coletivo só é viável com subsídio municipal, mas ninguém tem certeza se compensa subsidiar.

No ano passado o jornal The Economist efetuou levantamento com as agências públicas de transportes coletivos de cidades de países ricos e em praticamente todos os casos houve redução da demanda.

Especialistas consideram que isso ocorre devido à internet que criou novas formas de comprar, trabalhar e se deslocar, além da preferência pela individualização.

Em janeiro o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana divulgou que os ônibus da capital paranaense transportaram menos 2,89 milhões de passageiros (1,6%) em 2018. Nos últimos oito anos, a perda de passageiros foi próxima a 30%.

Com um dos melhores sistemas de transporte coletivo do Brasil, Curitiba é a capital que tem a maior quantidade veículos por habitante, taxa de 0,8.

Isso mostra o tamanho do desafio em Balneário Camboriú que em janeiro deste ano ostentava exatamente a mesma taxa de Curitiba, 0,8 veículo automotor por habitante.

A reunião pública da próxima quinta-feira será às 19h, no plenário da Câmara, na Avenida das Flores, 675.

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