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PÁGINA 3 / Cidade
Dia da Consciência Negra: em Balneário Camboriú o combate ao racismo começa desde cedo

Quarta, 20/11/2019 18:01.
Divulgação/PMBC

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O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado nesta quarta-feira (20), data que enaltece a importância de ouvirmos essas vozes que lutam, resistem e se posicionam. Em Balneário Camboriú, o assunto é discutido desde cedo, já com as crianças. Nos Núcleos de Educação Infantil (NEIs) os alunos aprendem sobre as diferenças e têm até oficina de tranças, já que a cidade conta com muitos moradores haitianos.

A diretora do departamento de Educação Infantil da Secretaria de Educação, Mirella Padilha, salienta que há na rede municipal desde 2017 o projeto Cultura Viva, onde as crianças aprendem sobre as diversas culturas, como por exemplo, o Quilombola, representado pela comunidade do Morro do Boi. Mirella pontua que entendem que o tema não deve ser trabalhado apenas no Dia da Consciência Negra, e sim durante todo o ano.

“Vemos que é necessário enfatizar as diversas culturas e raças no decorrer do ano e de todo o processo de ensino aprendizagem”, diz.

Os haitianos vivem em Balneário Camboriú e região há alguns anos. Segundo Mirella, é ‘fantástica’ a convivência entre as crianças brasileiras e haitianas, e que não existe preconceito algum.

“As famílias também estão sendo inseridas nesse contexto, no respeito. Nós temos duas unidades na cidade onde há um maior número de integrantes haitianos e entre elas uma tem quase 75% de crianças haitianas e convivem com os demais de uma forma muito harmônica”, comenta.

Pensando em integrá-las ainda mais, já foram realizadas ações culturais, onde algumas mães haitianas foram fazer tranças nos cabelos das crianças.

“Então não temos um dia específico que a gente contempla a questão do racismo, mas sim durante o ano todo. O Cultura Viva nasceu para que possamos garantir que essas questões culturais fossem trabalhadas. Somos um ser integral, não podemos fazer tudo por partes. Temos outro projeto também que completa o fazer pedagógico pautado nas diferenças que é ‘E se eu fosse você?’. Esse projeto foca na empatia é amor ao próximo, então realmente sobre o racismo trabalhamos durante todo o ano nos planos de ações de cada unidade e nos planos de aula dos professores”, acrescenta.

Mirella completa acrescentando que as crianças não nascem com o racismo e com o preconceito e que são os adultos que os influenciam, tornando a sociedade preconceituosa e ‘ainda não conseguindo contemplar no outro a grandeza que o outro tem’.

“Nós adultos que trazemos isso para o dia a dia e ressaltamos nos nossos filhos. A criança não se importa se o outro é negro ou branco. Para ela é criança igual ela brinca, interage e passa o seu dia com muito amor”, finaliza.


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Página 3
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Dia da Consciência Negra: em Balneário Camboriú o combate ao racismo começa desde cedo

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Quarta, 20/11/2019 18:01.

O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado nesta quarta-feira (20), data que enaltece a importância de ouvirmos essas vozes que lutam, resistem e se posicionam. Em Balneário Camboriú, o assunto é discutido desde cedo, já com as crianças. Nos Núcleos de Educação Infantil (NEIs) os alunos aprendem sobre as diferenças e têm até oficina de tranças, já que a cidade conta com muitos moradores haitianos.

A diretora do departamento de Educação Infantil da Secretaria de Educação, Mirella Padilha, salienta que há na rede municipal desde 2017 o projeto Cultura Viva, onde as crianças aprendem sobre as diversas culturas, como por exemplo, o Quilombola, representado pela comunidade do Morro do Boi. Mirella pontua que entendem que o tema não deve ser trabalhado apenas no Dia da Consciência Negra, e sim durante todo o ano.

“Vemos que é necessário enfatizar as diversas culturas e raças no decorrer do ano e de todo o processo de ensino aprendizagem”, diz.

Os haitianos vivem em Balneário Camboriú e região há alguns anos. Segundo Mirella, é ‘fantástica’ a convivência entre as crianças brasileiras e haitianas, e que não existe preconceito algum.

“As famílias também estão sendo inseridas nesse contexto, no respeito. Nós temos duas unidades na cidade onde há um maior número de integrantes haitianos e entre elas uma tem quase 75% de crianças haitianas e convivem com os demais de uma forma muito harmônica”, comenta.

Pensando em integrá-las ainda mais, já foram realizadas ações culturais, onde algumas mães haitianas foram fazer tranças nos cabelos das crianças.

“Então não temos um dia específico que a gente contempla a questão do racismo, mas sim durante o ano todo. O Cultura Viva nasceu para que possamos garantir que essas questões culturais fossem trabalhadas. Somos um ser integral, não podemos fazer tudo por partes. Temos outro projeto também que completa o fazer pedagógico pautado nas diferenças que é ‘E se eu fosse você?’. Esse projeto foca na empatia é amor ao próximo, então realmente sobre o racismo trabalhamos durante todo o ano nos planos de ações de cada unidade e nos planos de aula dos professores”, acrescenta.

Mirella completa acrescentando que as crianças não nascem com o racismo e com o preconceito e que são os adultos que os influenciam, tornando a sociedade preconceituosa e ‘ainda não conseguindo contemplar no outro a grandeza que o outro tem’.

“Nós adultos que trazemos isso para o dia a dia e ressaltamos nos nossos filhos. A criança não se importa se o outro é negro ou branco. Para ela é criança igual ela brinca, interage e passa o seu dia com muito amor”, finaliza.


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