Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Mais de 200 indicações de vereadores ao prefeito foram pedindo lombadas e segurança no trânsito

Motoentregadores ameaçam protestos porque não querem ser controlados

Quinta, 31/10/2019 10:07.
John Doe.

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A discussão se a cidade deve limitar a velocidade dos veículos em 40 Km/h ou 50 Km/h poderia se resumir a apenas uma avenida que nunca teve radares, a Atlântica.

Aparentemente limitar a velocidade a 40 Km/h ou menos na Avenida Atlântica é medida das mais necessárias, pois ali se concentra grande quantidade de pedestres e ciclistas que precisam ser protegidos dos constantes abusos no trânsito.

Na Avenida Brasil o limite de velocidade é 40 Km/h há muitos anos e na proximidade de escolas, hospitais e postos de saúde vigoram os 30 Km/h.

A proposta da prefeitura é manter o que já existia, 50 Km/h na Avenida do Estado; Estrada da Rainha; Interpraias; Quinta Avenida e Martin Luther.

Radares também não são novidade, há muitos anos fazem parte do cotidiano dos motoristas de Balneário Camboriú e só deixaram de funcionar seis meses atrás devido ao término do contrato com o fornecedor.

A indústria da multa como alguns alegam não existe, só é aplicada a punição a quem desrespeita a lei. O dinheiro é investido em trânsito, inclusive salário dos agentes.

O fornecedor não lucra proporcionalmente à arrecadação, o aluguel dos equipamentos tem um valor fixo mensal.

Os infratores são em grande quantidade, cerca de mil multas multas por excesso de velocidade a cada dia, uma prova inconteste que a punição é necessária para reprimir quem desrespeita a segurança coletiva.

Grande parte desses infratores, os motoentregadores, não eram detectados pelos radares antigos, mas serão pelos novos, por isso a categoria ameaça protestos.

É visível nas ruas que essa categoria profissional precisa ser controlada porque comete abusos constantes que colocam em risco a população.

No ano passado a Câmara de Vereadores aprovou lei do vereador Moacir Schmidt padronizando a velocidade em 50 Km/h no geral e 30 Km/h próximo a escolas, postos de saúde etc.

Desde 24 de setembro está pronto para votação projeto do Executivo que revoga essa lei, mas ele não foi colocado em pauta porque é bem conhecida a falta de disposição da maioria dos vereadores para enfrentar temas polêmicos.

O espantoso é que os vereadores que se recusam a enfrentar um assunto importante como a velocidade máxima nas vias públicas são os mesmos que vivem pedindo ao prefeito que sejam instaladas lombadas em ruas e avenidas.

Do início do ano passado até hoje mais de 200 indicações de vereadores ao prefeito foram pedindo segurança no trânsito, um discurso que não ecoa na prática deles próprios

A lei dos 50 Km/h provavelmente é inconstitucional, mas enquanto um juiz não sentenciar neste sentido ela fica valendo, portanto a prefeitura não pode impor 40 Km/h.


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Página 3
John Doe.

Mais de 200 indicações de vereadores ao prefeito foram pedindo lombadas e segurança no trânsito

Motoentregadores ameaçam protestos porque não querem ser controlados

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Quinta, 31/10/2019 10:07.

A discussão se a cidade deve limitar a velocidade dos veículos em 40 Km/h ou 50 Km/h poderia se resumir a apenas uma avenida que nunca teve radares, a Atlântica.

Aparentemente limitar a velocidade a 40 Km/h ou menos na Avenida Atlântica é medida das mais necessárias, pois ali se concentra grande quantidade de pedestres e ciclistas que precisam ser protegidos dos constantes abusos no trânsito.

Na Avenida Brasil o limite de velocidade é 40 Km/h há muitos anos e na proximidade de escolas, hospitais e postos de saúde vigoram os 30 Km/h.

A proposta da prefeitura é manter o que já existia, 50 Km/h na Avenida do Estado; Estrada da Rainha; Interpraias; Quinta Avenida e Martin Luther.

Radares também não são novidade, há muitos anos fazem parte do cotidiano dos motoristas de Balneário Camboriú e só deixaram de funcionar seis meses atrás devido ao término do contrato com o fornecedor.

A indústria da multa como alguns alegam não existe, só é aplicada a punição a quem desrespeita a lei. O dinheiro é investido em trânsito, inclusive salário dos agentes.

O fornecedor não lucra proporcionalmente à arrecadação, o aluguel dos equipamentos tem um valor fixo mensal.

Os infratores são em grande quantidade, cerca de mil multas multas por excesso de velocidade a cada dia, uma prova inconteste que a punição é necessária para reprimir quem desrespeita a segurança coletiva.

Grande parte desses infratores, os motoentregadores, não eram detectados pelos radares antigos, mas serão pelos novos, por isso a categoria ameaça protestos.

É visível nas ruas que essa categoria profissional precisa ser controlada porque comete abusos constantes que colocam em risco a população.

No ano passado a Câmara de Vereadores aprovou lei do vereador Moacir Schmidt padronizando a velocidade em 50 Km/h no geral e 30 Km/h próximo a escolas, postos de saúde etc.

Desde 24 de setembro está pronto para votação projeto do Executivo que revoga essa lei, mas ele não foi colocado em pauta porque é bem conhecida a falta de disposição da maioria dos vereadores para enfrentar temas polêmicos.

O espantoso é que os vereadores que se recusam a enfrentar um assunto importante como a velocidade máxima nas vias públicas são os mesmos que vivem pedindo ao prefeito que sejam instaladas lombadas em ruas e avenidas.

Do início do ano passado até hoje mais de 200 indicações de vereadores ao prefeito foram pedindo segurança no trânsito, um discurso que não ecoa na prática deles próprios

A lei dos 50 Km/h provavelmente é inconstitucional, mas enquanto um juiz não sentenciar neste sentido ela fica valendo, portanto a prefeitura não pode impor 40 Km/h.


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