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PÁGINA 3 / Cidade
“O prefeito sabia que poderia virar réu”, diz organizador da Parada LGBTQI sobre a decisão judicial

Quinta, 19/9/2019 18:02.
Divulgação

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A juíza Adriana Lisboa, da Vara da Fazenda Pública aceitou ontem (18) a denúncia apresentada em dezembro do ano passado referente a Parada LGBTQI de Balneário Camboriú. O prefeito Fabrício Oliveira é réu na ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público de Santa Catarina pelas tentativas de impedir que o evento acontecesse. E nesse ano o governo municipal chegou a apresentar uma proposta para que a Marcha Pela Diversidade acontecesse na Quarta Avenida, o que foi negado pela organização.

A ação da qual Fabrício é réu foi movida pelo promotor Jean Forest. Ele entendeu que ao negar a licença para a Parada LGBTQI acontecer, a exemplo do episódio ocorrido em novembro/2018, o prefeito agiu de forma discriminatória e tratou o público gay de maneira diferente, já que há eventos na Avenida Atlântica como a Marcha para Jesus e até a Cãominhada. Esse tratamento diferenciado é proibido pela Constituição Federal.

A Parada deste ano está prevista para acontecer em novembro, mas até o momento o prefeito não emitiu a licença para a realização do evento. O Ministério Público mais uma vez entrou com ação na Justiça pedindo uma liminar para garantir que a marcha aconteça.


Organização

Fernando Lisboa, um dos organizadores

Um dos organizadores da parada é Fernando Lisboa e ele explica que quando entraram com a ação junto ao MP sabiam que estavam buscando o que é lei e um direito.

“O Ministério Público estava salvaguardando os nossos direitos. O prefeito sabia que poderia virar réu, era algo que realmente poderia acontecer e aconteceu. Mais uma vez não obtivemos resposta sobre o evento deste ano. A não resposta deles é um desrespeito e uma afronta, mas infelizmente já era o esperado”, diz.

Segundo Fernando, a comunidade LGBTQI de Balneário Camboriú não quer um embate com o poder público e sim o apoio.

“Não queremos brigar com o prefeito, com a igreja dele. Queremos mostrar que o movimento da diversidade é para todos. É para os homos e héteros. Não estamos segregando ninguém. Com o apoio da prefeitura temos mais visibilidade. Queremos eles do nosso lado. O poder público deve ser a favor de todo mundo, não pode segregar”, acrescenta.


Na Quarta não!

Ele opina que a ideia do evento passar a ser na Quarta Avenida ao invés da Avenida Atlântica é uma forma de ‘dizer sim dizendo não’.

“Não é possível a Parada LGBTQI ser na Quarta Avenida. Na Atlântica tem a Cãominhada, Marcha para Jesus, Festa dos Amigos. Não somos contra nada disso, lá é o cartão postal da cidade, mas também queremos fazer o nosso evento lá. É o princípio da igualdade. A Justiça está tentando fazer a prefeitura enxergar isso, porque não pode existir privilégios. Teve a Farroupilha recentemente, que colocou até cavalos na rua. Nós não promovemos baderna, putaria. Só pedimos meia pista para fazermos a nossa manifestação”, explica.

A expectativa da organização da Parada LGBTQI é receber cinco mil pessoas neste ano. A programação, inclusive com atrações nacionais, deve ser divulgada em breve.

“Se a prefeitura não atrapalhar conseguimos colocar até 10 mil pessoas na rua (risos)”, completa Fernando.

O prefeito

A assessoria da prefeitura foi procurada e informou que o prefeito Fabrício Oliveira irá se pronunciar sobre o caso durante o processo judicial. 


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Página 3
Divulgação

“O prefeito sabia que poderia virar réu”, diz organizador da Parada LGBTQI sobre a decisão judicial

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Quinta, 19/9/2019 18:02.

A juíza Adriana Lisboa, da Vara da Fazenda Pública aceitou ontem (18) a denúncia apresentada em dezembro do ano passado referente a Parada LGBTQI de Balneário Camboriú. O prefeito Fabrício Oliveira é réu na ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público de Santa Catarina pelas tentativas de impedir que o evento acontecesse. E nesse ano o governo municipal chegou a apresentar uma proposta para que a Marcha Pela Diversidade acontecesse na Quarta Avenida, o que foi negado pela organização.

A ação da qual Fabrício é réu foi movida pelo promotor Jean Forest. Ele entendeu que ao negar a licença para a Parada LGBTQI acontecer, a exemplo do episódio ocorrido em novembro/2018, o prefeito agiu de forma discriminatória e tratou o público gay de maneira diferente, já que há eventos na Avenida Atlântica como a Marcha para Jesus e até a Cãominhada. Esse tratamento diferenciado é proibido pela Constituição Federal.

A Parada deste ano está prevista para acontecer em novembro, mas até o momento o prefeito não emitiu a licença para a realização do evento. O Ministério Público mais uma vez entrou com ação na Justiça pedindo uma liminar para garantir que a marcha aconteça.


Organização

Fernando Lisboa, um dos organizadores

Um dos organizadores da parada é Fernando Lisboa e ele explica que quando entraram com a ação junto ao MP sabiam que estavam buscando o que é lei e um direito.

“O Ministério Público estava salvaguardando os nossos direitos. O prefeito sabia que poderia virar réu, era algo que realmente poderia acontecer e aconteceu. Mais uma vez não obtivemos resposta sobre o evento deste ano. A não resposta deles é um desrespeito e uma afronta, mas infelizmente já era o esperado”, diz.

Segundo Fernando, a comunidade LGBTQI de Balneário Camboriú não quer um embate com o poder público e sim o apoio.

“Não queremos brigar com o prefeito, com a igreja dele. Queremos mostrar que o movimento da diversidade é para todos. É para os homos e héteros. Não estamos segregando ninguém. Com o apoio da prefeitura temos mais visibilidade. Queremos eles do nosso lado. O poder público deve ser a favor de todo mundo, não pode segregar”, acrescenta.


Na Quarta não!

Ele opina que a ideia do evento passar a ser na Quarta Avenida ao invés da Avenida Atlântica é uma forma de ‘dizer sim dizendo não’.

“Não é possível a Parada LGBTQI ser na Quarta Avenida. Na Atlântica tem a Cãominhada, Marcha para Jesus, Festa dos Amigos. Não somos contra nada disso, lá é o cartão postal da cidade, mas também queremos fazer o nosso evento lá. É o princípio da igualdade. A Justiça está tentando fazer a prefeitura enxergar isso, porque não pode existir privilégios. Teve a Farroupilha recentemente, que colocou até cavalos na rua. Nós não promovemos baderna, putaria. Só pedimos meia pista para fazermos a nossa manifestação”, explica.

A expectativa da organização da Parada LGBTQI é receber cinco mil pessoas neste ano. A programação, inclusive com atrações nacionais, deve ser divulgada em breve.

“Se a prefeitura não atrapalhar conseguimos colocar até 10 mil pessoas na rua (risos)”, completa Fernando.

O prefeito

A assessoria da prefeitura foi procurada e informou que o prefeito Fabrício Oliveira irá se pronunciar sobre o caso durante o processo judicial. 


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