Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Abrigos para moradores de rua não ficaram lotados no frio em Balneário Camboriú

Maioria prefere ajuda da população, nas ruas podem manter seu vício

Terça, 25/8/2020 15:34.
Divulgação

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Nem o frio intenso dos últimos dias e noites ocupou as mais de 100 vagas nos abrigos de Balneário Camboriú, porque muitos moradores de rua não aceitam o acolhimento oferecido pelo serviço público. No período, 11 deles voltaram para suas cidades de origens, com passagens pagas pela prefeitura.

A secretária da Inclusão Social, Christina Barichello disse que o abrigo emergencial que tem 20 vagas ficou lotado somente no sábado (22), nos demais dias, registrou metade de sua ocupação. Nesta segunda-feira (24), o abrigo do Instituto Redenção estava com suas 20 vagas ocupadas; a Casa de Passagem (que oferece 35 vagas) e o abrigo Luz da Vida (criado no início da pandemia com 30 vagas), não estavam com sua capacidade esgotada.

Christina explicou que a maioria dos abordados pelo serviço de acolhimento não aceita, porque recebe ajuda da população e então prefere ficar nas ruas e assim manter sua dependência, ou drogas ou bebida.

“Temos algumas dificuldades ainda porque as pessoas continuam tendo um olhar de piedade ao morador de rua e não percebem que muitas vezes, embora não tenham essa intenção, acabam ajudando, sendo facilitadores para que eles comprem drogas, para que fiquem nessa situação sem perspectivas”, afirmou.

Por este motivo a prefeitura está planejando voltar a campanha ‘Não dê esmolas, dê oportunidade’ e tentar novamente que as pessoas entendam porque não devem dar cobertores, colchões ou dinheiro.

“Cada vez que se vê um morador de rua com cobertas e colchões é porque alguém deu. Dificilmente ele vai querer ir para o abrigo, porque lá ele não pode usar drogas. Temos vários casos em que fazemos a internação, eles não ficam uma semana, porque a dependência é muito grande. Então as pessoas precisam entender que solidariedade é encaminhar estas pessoas para a assistência social, onde tem uma equipe técnica, dois grupos de abordagens, 24 horas trabalhando”, informou a secretária.

A secretaria tem atualmente 41 funcionários neste serviço, sendo que sete estão afastados obedecendo o decreto municipal da Covid-19.


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Abrigos para moradores de rua não ficaram lotados no frio em Balneário Camboriú

Maioria prefere ajuda da população, nas ruas podem manter seu vício

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Terça, 25/8/2020 15:34.

Nem o frio intenso dos últimos dias e noites ocupou as mais de 100 vagas nos abrigos de Balneário Camboriú, porque muitos moradores de rua não aceitam o acolhimento oferecido pelo serviço público. No período, 11 deles voltaram para suas cidades de origens, com passagens pagas pela prefeitura.

A secretária da Inclusão Social, Christina Barichello disse que o abrigo emergencial que tem 20 vagas ficou lotado somente no sábado (22), nos demais dias, registrou metade de sua ocupação. Nesta segunda-feira (24), o abrigo do Instituto Redenção estava com suas 20 vagas ocupadas; a Casa de Passagem (que oferece 35 vagas) e o abrigo Luz da Vida (criado no início da pandemia com 30 vagas), não estavam com sua capacidade esgotada.

Christina explicou que a maioria dos abordados pelo serviço de acolhimento não aceita, porque recebe ajuda da população e então prefere ficar nas ruas e assim manter sua dependência, ou drogas ou bebida.

“Temos algumas dificuldades ainda porque as pessoas continuam tendo um olhar de piedade ao morador de rua e não percebem que muitas vezes, embora não tenham essa intenção, acabam ajudando, sendo facilitadores para que eles comprem drogas, para que fiquem nessa situação sem perspectivas”, afirmou.

Por este motivo a prefeitura está planejando voltar a campanha ‘Não dê esmolas, dê oportunidade’ e tentar novamente que as pessoas entendam porque não devem dar cobertores, colchões ou dinheiro.

“Cada vez que se vê um morador de rua com cobertas e colchões é porque alguém deu. Dificilmente ele vai querer ir para o abrigo, porque lá ele não pode usar drogas. Temos vários casos em que fazemos a internação, eles não ficam uma semana, porque a dependência é muito grande. Então as pessoas precisam entender que solidariedade é encaminhar estas pessoas para a assistência social, onde tem uma equipe técnica, dois grupos de abordagens, 24 horas trabalhando”, informou a secretária.

A secretaria tem atualmente 41 funcionários neste serviço, sendo que sete estão afastados obedecendo o decreto municipal da Covid-19.


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