Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Balneário Camboriú tem pelo menos 85 moradores vivendo em suas ruas, 75 estão nos abrigos

Ações de abordagens em parceria com a GM e PM acontecem diariamente

Terça, 2/6/2020 12:25.
Divulgação/PMBC

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O Resgate Social de Balneário Camboriú realizou uma operação no fim de semana que abordou 40 moradores de rua, porém, segundo a secretária de Inclusão Social, Christina Barichello, há pelos menos 85 residindo nas ruas da cidade.

As ações de abordagem, em parceria com a Polícia Militar e Guarda Municipal seguem acontecendo diariamente. A prefeitura está fazendo um chamamento de vagas em clínicas terapêuticas para conseguir internar mais andarilhos, já que a maioria deles são dependentes químicos.

A operação do Resgate Social, que atua 24h todos os dias, incluindo domingos e feriados, ocorreu neste fim de semana nas principais ruas e praças de Balneário Camboriú. A ronda foi intensificada ainda pela Avenida Atlântica, nas principais ruas da Avenida do Estado, especialmente entre o Banco Santander e o Banco Itaú. Também foram feitas verificações em duas casas abandonadas, uma na Rua 3.100 e outra na 2.870.

Em entrevista ao Página 3, a secretária disse que há pelo menos 85 pessoas morando nas ruas da cidade, além de 75 que estão nos abrigos, na Casa de Passagem (espécie de albergue que os acolhe) e no abrigo em prevenção ao Coronavírus que fica na Rua Itália, no Bairro das Nações.

“O prefeito Fabrício Oliveira está seguindo o plano de contingência humanizada focado na população de rua. Há uma sensação de que houve aumento de mendigos em Balneário, mas isso está acontecendo porque não há ônibus, então não temos como levá-los para suas cidades natais e eles acabam ficando aqui”, diz.

Segundo Christina, muitos mendigos continuam a vir para Balneário, mesmo em tempos de pandemia. Eles chegam de carona, a pé ou até de bicicleta.

“Balneário ainda é uma cidade que a população acredita que faz o bem dando esmola, quando na verdade isso incentiva os andarilhos a permanecerem na rua e também o tráfico de drogas, já que a maioria utiliza alguma substância, normalmente o álcool e crack. A rua propicia isso”, acrescenta.

A secretária lembra que o crack é a droga mais comum entre essa comunidade, já que é barata. Os mendigos fumam a droga com o uso de bombril, o que, segundo Christina, acaba comprometendo ainda mais o pulmão deles, ‘acelerando as complicações e podendo até matar’.

“Estamos fazendo um chamamento junto das clínicas terapêuticas. Queremos pelo menos mais 100 vagas, para assim conseguirmos internar e tratar mais pessoas”, explica.

Ela salienta que nem todas as pessoas em situação de rua aceitam ir para os abrigos porque lá não podem sair e nem entrar com drogas, logo, há a situação de abstinência.

“Nos abrigos temos serviço de enfermagem, comida e roupas. Mas nem todos aceitam ajuda, porque não querem ficar sem a droga. A Canhanduba (Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí) também liberou presos, então é muito difícil diferenciar morador de rua de bandido ou ainda de quem tem casa na região e está na rua para usar drogas”, pontua.

Ligue 156

A secretária aproveita para lembrar que as abordagens seguem diariamente, junto da PM e Guarda Municipal. Ela pede que a comunidade não dê esmola e se alguém souber de uma pessoa em situação de rua ligue para o 156 (número do Resgate Social, que atua 24h todos os dias).

“Solidariedade é encaminhar para o serviço social correto. Não vai mudar a vida do andarilho você dar um cobertor ou comida; o que vai mudar é a internação ou a reinserção familiar”, completa.


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Página 3
Divulgação/PMBC

Balneário Camboriú tem pelo menos 85 moradores vivendo em suas ruas, 75 estão nos abrigos

Ações de abordagens em parceria com a GM e PM acontecem diariamente

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Terça, 2/6/2020 12:25.

O Resgate Social de Balneário Camboriú realizou uma operação no fim de semana que abordou 40 moradores de rua, porém, segundo a secretária de Inclusão Social, Christina Barichello, há pelos menos 85 residindo nas ruas da cidade.

As ações de abordagem, em parceria com a Polícia Militar e Guarda Municipal seguem acontecendo diariamente. A prefeitura está fazendo um chamamento de vagas em clínicas terapêuticas para conseguir internar mais andarilhos, já que a maioria deles são dependentes químicos.

A operação do Resgate Social, que atua 24h todos os dias, incluindo domingos e feriados, ocorreu neste fim de semana nas principais ruas e praças de Balneário Camboriú. A ronda foi intensificada ainda pela Avenida Atlântica, nas principais ruas da Avenida do Estado, especialmente entre o Banco Santander e o Banco Itaú. Também foram feitas verificações em duas casas abandonadas, uma na Rua 3.100 e outra na 2.870.

Em entrevista ao Página 3, a secretária disse que há pelo menos 85 pessoas morando nas ruas da cidade, além de 75 que estão nos abrigos, na Casa de Passagem (espécie de albergue que os acolhe) e no abrigo em prevenção ao Coronavírus que fica na Rua Itália, no Bairro das Nações.

“O prefeito Fabrício Oliveira está seguindo o plano de contingência humanizada focado na população de rua. Há uma sensação de que houve aumento de mendigos em Balneário, mas isso está acontecendo porque não há ônibus, então não temos como levá-los para suas cidades natais e eles acabam ficando aqui”, diz.

Segundo Christina, muitos mendigos continuam a vir para Balneário, mesmo em tempos de pandemia. Eles chegam de carona, a pé ou até de bicicleta.

“Balneário ainda é uma cidade que a população acredita que faz o bem dando esmola, quando na verdade isso incentiva os andarilhos a permanecerem na rua e também o tráfico de drogas, já que a maioria utiliza alguma substância, normalmente o álcool e crack. A rua propicia isso”, acrescenta.

A secretária lembra que o crack é a droga mais comum entre essa comunidade, já que é barata. Os mendigos fumam a droga com o uso de bombril, o que, segundo Christina, acaba comprometendo ainda mais o pulmão deles, ‘acelerando as complicações e podendo até matar’.

“Estamos fazendo um chamamento junto das clínicas terapêuticas. Queremos pelo menos mais 100 vagas, para assim conseguirmos internar e tratar mais pessoas”, explica.

Ela salienta que nem todas as pessoas em situação de rua aceitam ir para os abrigos porque lá não podem sair e nem entrar com drogas, logo, há a situação de abstinência.

“Nos abrigos temos serviço de enfermagem, comida e roupas. Mas nem todos aceitam ajuda, porque não querem ficar sem a droga. A Canhanduba (Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí) também liberou presos, então é muito difícil diferenciar morador de rua de bandido ou ainda de quem tem casa na região e está na rua para usar drogas”, pontua.

Ligue 156

A secretária aproveita para lembrar que as abordagens seguem diariamente, junto da PM e Guarda Municipal. Ela pede que a comunidade não dê esmola e se alguém souber de uma pessoa em situação de rua ligue para o 156 (número do Resgate Social, que atua 24h todos os dias).

“Solidariedade é encaminhar para o serviço social correto. Não vai mudar a vida do andarilho você dar um cobertor ou comida; o que vai mudar é a internação ou a reinserção familiar”, completa.


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