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Solidariedade na pandemia: instituições seguem trabalhando em Balneário Camboriú, mas precisam de apoio

Quinta, 25/6/2020 8:01.

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Renata Rutes

Estima-se que existem cerca de 300 mil organizações da sociedade civil no Brasil, segundo dados do IBGE. A maior parte dessas entidades sem fins lucrativos está localizada nas regiões Sudeste (48,3%) e Sul (22,2%). Em seguida aparecem Nordeste (18,8%), Centro-Oeste (6,8%) e Norte (3,9%). Anualmente, a União investe aproximadamente R$ 6,7 bilhões nestas instituições, que atuam em benefício das mais diferentes causas, pessoas em vulnerabilidade social, dependentes químicas, pessoas que possuem alguma deficiência física ou mental, esporte, cultura e animais.

Em Balneário Camboriú, segundo o setor de Controladoria da Prefeitura, os valores repassados às entidades sociais, que são apoiadas pela administração pública, foram mantidos em 2020, mesmo durante este período de pandemia. Ao todo, são 25 entidades - a vigência dos termos é anual e os valores são repassados mensalmente, dependendo dos trabalhos e das despesas de cada entidade. Durante a pandemia, a manutenção da prestação dos serviços é realizada nas modalidades que permitem o atendimento remoto. O montante do gasto anual é de R$ 11.811.928,30.

As associações e entidades conveniadas com a prefeitura são: Associação São Vicente de Paula, Centro Educacional Vianna de Carvalo, Associação de Micro e Pequenas Empresas de Balneário Camboriú (AMPE BC), Vidas Recicladas, Amor Pra Down, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Associação Lar Maternal Bom Pastor, Associação Dragão Negro de Taekwondo – Jwa Woohyang, Biblioteca Comunitária Bem Viver, Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de Balneário Camboriú – Anjos da Vida, Associação de Proteção, Acolhimento e Inclusão, Núcleo Assistencial Humberto de Campos (NAHC), Centro de Recuperação Nova Esperança, Rede Feminina de Combate ao Câncer, Comunidade Terapêutica Viver Livre, Associação Viva Bicho de Proteção aos Animais, Colônia de Pescadores Z-7 de Balneário Camboriú, Instituto Leonardo Macarrão, Triatletas Associação do Litoral de Santa Catarina, Associação Balneário Camboriú de Voleibol, Associação dos Desportistas de Balneário Camboriú, Associação de Apoio as Famílias de Deficientes Físicos (AFADEFI), Associação Desportiva de Balneário Camboriú, Associação de Pais e Amigos do Autista – AMA Litoral, Associação de Skate de Balneário Camboriú (BCSB), Instituto Anjos sem Asas, Associação Beneficente Cristã Real Esperança e Instituto Catarinense de Conservação da Fauna e da Flora – ICC.

O Página 3 conversou nesta semana com representantes de algumas das entidades sociais que atuam em Balneário Camboriú, que relatam como tem sido o trabalho durante a pandemia do novo Coronavírus e explicam sobre a situação financeira, pedindo o apoio da comunidade para continuarem o trabalho que realizam.

Núcleo Assistencial Humberto de Campos (NAHC)

Segundo a coordenadora geral do NAHC – Programa Vida, Manuela Pessoa Duarte, o NAHC atende mensalmente cerca de 859 pessoas (dados de maio), contando com uma equipe de 16 pessoas, entre psicólogos, assistente social, psicólogo educacional, agente de resgate, médico psiquiatra, mediação familiar, coordenadora técnica, coordenadora geral, auxiliar de serviços gerais e secretária. Mesmo em tempos de pandemia, a maioria dos atendimentos segue sendo presencial (retornaram recentemente). Cerca de 70 deles vêm sendo online.

“O tratamento não pode ser interrompido, ainda mais no NAHC onde trabalhamos com a dependência química, que com o isolamento social pode piorar, já que as pessoas podem acabar utilizando mais drogas, motivadas pela depressão e ansiedade, e buscam uma fuga, precisando ainda mais do atendimento”, diz.

Considerando isso, o NAHC também realiza atendimentos espontâneos, e a coordenadora aproveita para citar que qualquer pessoa que tiver algum problema com dependência química pode procurar a instituição, que atua de forma totalmente gratuita.

“Se em casa a pessoa tiver alguma criança ou adolescente, não importa a classe social, venha até nós. Atendemos a família toda, trabalhamos com acompanhamento”, acrescenta.

Manuela salienta que a prefeitura auxilia o NAHC através do convênio anual com R$ 613.781,77. O valor é utilizado para pagar a equipe, o aluguel e despesas como água, luz, internet, materiais de escritório e didáticos.

“Nunca tivemos apoio de empresa privada de forma mensal, há doações esporádicas. O Sinduscon, por exemplo, já nos apoiou quando precisamos. Temos uma feira de utilidades, que fazíamos presencialmente, com roupas, móveis e utensílios, e agora estamos vendendo através do Instagram (@feirinhadonahc)”, acrescenta.

  • Pessoas ou empresas que quiserem ajudar o NAHC podem ligar para o fone (47) 2125-7513.
  • A entidade também aceita doações de roupas e demais utilitários para serem vendidos na feirinha.


AMA Litoral

A Associação de Pais e Amigos do Autista (AMA Litoral) teve uma boa surpresa durante a pandemia: a instituição que já atendia 62 crianças e adolescentes em Balneário Camboriú conseguiu um termo aditivo contemplando 45 pacientes que aguardavam atendimento na fila de espera (ainda há 67 aguardando atendimento). Porém, de 18 de março até 8 de abril os atendimentos presenciais foram paralisados, ocorrendo de forma online, já que não podem ser interrompidos, sendo considerado essencial. A coordenadora administrativa da AMA Litoral, Cátia Franzoi, explica que enviavam para as famílias atividades online e também realizavam chamadas de vídeo. Agora em junho as atividades presenciais retornaram, com 70% do público optando por voltar. Os 30% restantes seguem tendo atendimento online.

Junto da prefeitura, a AMA conta com seis convênios (R$ 650 mil/anual + o termo aditivo de R$ 130 mil), que pagam os 26 profissionais que atuam na AMA, entre psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicopedagoga, educador físico, educador musical, assistente social, professora de artes e médico psiquiatra.

“Conseguimos uma parceria com a Fundação Municipal de Esportes, que nos cedeu dois educadores físicos, e com a Secretaria de Educação três pedagogos”, afirma.

Para conseguir uma verba extra, a entidade realiza rifas e conta com a contribuição de três colaboradores, porém, a situação está um pouco delicada, já que neste ano a entidade precisou mudar de sede.

“Todo o recurso que captamos em 2018 e 2019 investimos na reforma e organização da nova sede, andamos no vermelho, temos contas a serem pagas, e por isso estamos em busca de novos apoiadores”, diz.

  • Pessoas ou empresas que quiserem ajudar a AMA podem ligar para o fone (47) 3264-0244 ou diretamente com a Cátia: (47) 99931-9133.
  • A entidade está aberta para a comunidade conhecer o trabalho realizado; a sede fica na Rua São Paulo, nº 470, no Bairro dos Estados, em Balneário Camboriú.


Amor pra Down

A Associação Amor pra Down segue fazendo atendimentos remotos, já que pessoas com Síndrome de Down integram o grupo de risco. Em Balneário Camboriú e Itajaí a entidade atende hoje 80 crianças, adolescentes e adultos. O coordenador administrativo financeiro da Amor pra Down, Wilson Reginatto Júnior, explica que os 27 profissionais que atuam estão cumprindo o horário normal de trabalho, mas atendendo ao público em teleatendimento. Consultas presenciais estão acontecendo somente com o médico neurologista, já que há necessidade de medicação controlada, ou então nos casos urgentes de avaliações auditivas.

“A situação está bastante complicada, pais estão nos relatando casos de regressão; conquistas de anos de atendimento e voltando a comportamentos que não tinham mais. É um prejuízo bastante grande”, diz.

A Amor pra Down tem uma fila de espera de 23 crianças, sendo cinco em Balneário e o restante de Itajaí.

“No momento não temos estrutura física e nem funcionários o suficiente para suprir essa demanda. Mas uma vitória foi a aprovação de um projeto junto ao Ministério da Saúde: temos a meta de em até dois anos empregar 20 pessoas com Síndrome de Down em Balneário. Contratamos cinco pessoas para executarem isto”, conta.

Outra novidade foi o convênio com a Fundação Catarinense de Educação Especial, focado na intensificação dos estudos, mas como as escolas não estão tendo aula presencial, o projeto está parado.

“O recurso já está em nossa conta, e quando tudo normalizar vamos retomar. Também vamos contratar mais quatro funcionários para essa função”, diz.

A Amor pra Down possui convênio com a prefeitura de Balneário Camboriú de cerca de R$ 600 mil/anual, através da Secretaria de Saúde, Secretaria de Inclusão Social e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).

“É um recurso considerável, mas não dá conta de toda a nossa despesa. Estamos tendo que nos reinventar todos os dias, fizemos uma macarronada delivery e foi um sucesso, arrecadamos R$ 14 mil, mas mesmo assim tivemos que reduzir nossos gastos, levando tudo na ponta do lápis para conseguirmos sobreviver. Temos um ‘furo’ de R$ 8 mil que precisamos recuperar. Também tivemos apoio do Grupo Sem Abuso, que fez uma live e arrecadaram doações para nós”, salienta. A entidade está rifando uma camiseta do Grêmio (autografada pelos jogadores) por R$ 10 o bilhete. Mais informações podem ser conferidas no Instagram @amorpradown.

  • A entidade está realizando ligações telefônicas pedindo a contribuição da comunidade, que pode doar qualquer quantia mensalmente.
  • Quem quiser apoiar também pode entrar no site (https://www.amorpradown.org/) onde há a possibilidade de se inscrever como doador.


Rifa Amor Pra Down


Viva Bicho

A ONG Viva Bicho, que hoje abriga cerca de 500 cães e gatos em sua sede, no Bairro Nova Esperança, doa por mês cerca de 70 animais – o mesmo número que chega de novos, vindos da rua, principalmente através da Guarda Municipal Ambiental. Através da prefeitura (há três convênios ao total), a Viva Bicho recebe mensalmente R$ 61,5 mil para alimentação dos animais, manutenção dos funcionários e para saúde (castrações e emergências). A tesoureira da ONG, Patrícia Ferreira, explica que caso não utilizem o valor x da alimentação/mês precisam devolver para o governo municipal e não podem utilizar para outra coisa, como por exemplo para comprar medicamentos.

A Viva Bicho também conta com apoio de pessoas físicas, além de doações através da conta de luz – são pequenos valores, entre R$ 1 e R$ 10 em média.

“Mas que ajudam muito. Quando há casos graves também fazemos campanhas pontuais de arrecadação, Nosso trabalho continua igual, e não deixamos de doar animais, as pessoas continuam visitando o nosso abrigo”, diz.

A voluntária aproveita para lembrar que nem todos os animais que estão na rua devem ir para a ONG, e que a prioridade é abrigar filhotes, idosos, animais debilitados e fêmeas prenhas ou no cio.

“Quando o cão ou gato tem condição de se manter na rua, está saudável, deve permanecer assim. Um exemplo são os cães comunitários que vivem nas praias agrestes. A comunidade trabalhar junto conosco é uma necessidade. Vejo que é uma responsabilidade tanto de quem simpatiza com a causa como de quem não gosta, pois se tivermos mais apoio, mais poderemos fazer e conseguiremos retirar mais animais das ruas”, acrescenta.

A ONG pede que quem puder doe cobertores, já que o inverno chegou, além de valor em dinheiro, produtos de limpeza e medicação. Caso alguém queira doar ração, a Viva Bicho também aceita e consegue apoiar voluntários que resgatam animais por conta, além dos cães comunitários. A entidade presta conta tanto das doações quanto dos convênios com a prefeitura todo mês. A Viva Bicho também aceita o trabalho voluntário e está aberta para quem quiser conhecer o abrigo e apoiar a causa.

  • Quem puder ajudar a Viva Bicho: Banco do Brasil Agência 1489-3 Conta corrente 50793-8 ou informações pelo (47) 3263-1020


Rede Feminina de Combate ao Câncer

A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Balneário Camboriú conta ao total com 87 voluntárias, mas apenas 13 estão atuando neste momento, pois boa parte delas são idosas e por isso estão afastadas, já que integram um dos principais grupos de risco. Até o momento, a Rede está atendendo ao público somente no período vespertino e com horário marcado. A partir de 1º de julho os atendimentos devem ser normalizados, voltando a acontecer durante todo o dia. Segundo a presidente da Rede, Valdete Daura da Silva, estão sendo realizados cerca de sete exames por tarde (antes eram cerca de 22/dia).

“As mulheres estão entendendo bem as nossas restrições, vêm com máscara, há álcool gel na entrada, também medimos a temperatura, e em 10 dias voltam pegar o resultado”, explica.

A entidade conta com o apoio da prefeitura que através de convênio repassa por mês cerca de R$ 15 mil. O resto da renda a Rede obtém através de doações. A presidente destaca a parceria com o Rotary Clube e o Lions, que costumam realizar eventos e repassar parte da arrecadação para a Rede.

“E principalmente no Outubro Rosa recebemos um apoio maior. O valor que temos supre as nossas entidades, como o pagamento das enfermeiras, pessoal da limpeza, secretária, materiais de limpeza, exames e os descartáveis. A sede é própria, então não temos despesa com aluguel”, salienta.

Valdete aproveita para acrescentar o quanto o trabalho da Rede é importante, pois atendem ainda 100 pacientes com câncer que apoiam com cesta básica, roupas, apoio psicológico, advocacia, e atividades esportivas como reiki, yoga, além de massoterapia.

  • Quem quiser ajudar a Rede pode doar diretamente procurando a sede, que fica na Rua 2.300, nº 1.590 (aceita-se doações de cestas básicas e/ou alimentos não perecíveis) ou diretamente na conta da entidade (Banco do Brasil, agência 1489-3, conta-corrente 58700-1).


Grupo Solidariedade e Amor

O Grupo Solidariedade e Amor é bastante ativo em Balneário Camboriú, atuando junto das familiares carentes da cidade e da região. Desde o início da pandemia, segundo a presidente Juliana Ferreira de Deus, já apoiaram cerca de três mil pessoas, distribuindo aproximadamente 700 cestas básicas. Ela salienta que até então não tinham como foco atender os moradores de rua, mas se depararam com casos de ‘famílias inteiras na rua’.

“Todos os dias saímos na rua entregando marmitas, e quando não conseguimos a refeição completa fazemos bolos, sanduíches. No mínimo, por dia, entregamos 50 refeições, em Balneário e em Camboriú, em bairros como Monte Alegre e Conde Vila Verde”, conta.

No último domingo (21) o Grupo fez um ‘sopão’ e conseguiram distribuir 150 marmitas no Monte Alegre. Os voluntários recebem apoio dos restaurantes La Belle e Ohana Sushi Bar, já que atualmente não contam com espaço para cozinhar.

“Os pedidos por ajuda não param nunca, só nesta semana tínhamos 36 famílias para visitar. A nossa maior renda vinha dos bazares que realizávamos, e que não estamos podendo fazer da forma que acontecia antes. Agora estamos atendendo com horário marcado no Hotel do Bosque (Avenida Brasil, nº 22). Não temos vínculo político ou religioso, fazemos por conta própria”, afirma.


AFADEFI

Inicialmente, a Associação de Apoio às Famílias de Deficientes Físicos (AFADEFI) realizou atendimento à distância, conseguindo atingir 100% dos pacientes, já que todas as famílias atendidas possuem acesso à internet, com o objetivo de não desassistir a população e dar continuidade aos atendimentos. Segundo o presidente, Evandro Prezzi, todas as técnicas de atendimentos não presenciais aplicadas, tais como teleconsulta, telemonitoramento e teleconsultoria, seguiram os parâmetros e diretrizes recomendadas pelos Conselhos Profissionais de Classe dos respectivos profissionais, tais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e serviço social; seguiram por WhatsApp, chamadas de vídeo e/ou voz, e uso de aplicativos gratuitos para desenvolvimento de atividades.

“A AFADEFI possui equipe multidisciplinar que presta atendimentos de fisioterapia neuro psicomotora, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, atendimento socioassistencial, atendimento jurídico e possui um departamento de atendimento administrativo, contando atualmente com no mínimo 10 profissionais que implantaram os atendimentos à distância de 17 de março a 04 de abril”, diz.

Os profissionais monitoraram todos os pacientes e famílias remotamente, emitindo questionamentos acerca da integridade física, apurando a incidência de sintomas respiratórios nas crianças, adolescentes e adultos, bem como presença de alguma comorbidade durante o período de quarentena. O serviço de assistência social da entidade e as atividades jurídicas, não foram interrompidas, sendo que as famílias e associados continuaram sendo acompanhados à distância e orientados acerca de direitos e benefícios eventuais, tais como a Renda Básica Emergencial (Coronavoucher), BPC, serviços da central de doações, orientações sobre isenção da tarifa de água e esgoto, compartilhamento de telefones essenciais dos serviços de plantão do município, além de acompanhamento via WhatsApp com a difusão de medidas sanitárias para a contenção da disseminação do vírus.

“Desde 13 de abril voltamos a realizar os atendimentos presenciais, chegando a 90%. Os 10% restantes seguem remotos”, acrescenta Evandro.

Porém, a entidade passa por dificuldades. O convênio com a prefeitura (R$ 25 mil/mês) supre a necessidades para pagar os profissionais que atendem na instituição, mas o presidente aponta que há outras despesas como combustível, motorista, limpeza, deixando um déficit de R$ 9 mil por mês.

“Antes da pandemia realizávamos pedágios, rifas, e eventos para arrecadar fundos, além das empresas parceiras, mas foram cancelados todos os patrocínios, nos deixando em uma situação de risco podendo até mesmo virmos a fechar as portas se não conseguirmos reverter essa situação”, completa.

  • A comunidade pode ajudar a AFADEFI através de doação diretamente para a conta da entidade: Banco do Brasil, agência 5271, conta 313233-1.
  • A associação está aberta para o público conhecer o trabalho, na Rua 1.500, nº 1.837. Fone: 3366-0678. Instagram @afadefi.


APAE

Desde março, quando houve o fechamento das escolas, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) se antecipou e passou a realizar os atendimentos de maneira remota para crianças de zero a seis anos e de sete a 17, que totalizam 70 pessoas, desde o dia 25 de março; e no início de abril com os adultos, que são cerca de 140 alunos. A equipe da entidade fez turmas através do WhatsApp, onde os professores repassavam vídeos e explicavam as atividades a serem desenvolvidas em casa. Porém, segundo a diretora pedagógica Carla Abs, com os adultos não conseguiram atingir uma boa porcentagem (somente 50% deles estavam desenvolvendo as atividades).

“Por isso, fizemos maletas pedagógicas com materiais impressos e didáticos, assim os alunos recebiam em casa, do próprio professor, as atividades que precisavam serem feitas na semana”, diz.

A diretora salienta que o apoio dos pais foi essencial para o desenvolvimento do trabalho remoto, lembrando que têm noção da dificuldade, mas que à distância é o modo de seguirem com as atividades. Presencialmente, estão ocorrendo os atendimentos clínicos, que são individualizados, como fonoaudióloga, assistente social, fisioterapeuta e psicólogo.

“Também estamos implementando videochamadas curtas, onde o professor pergunta como está a rotina, incentiva os alunos a continuarem e apoia nas atividades. Esse ‘tempo real’ está dando resultados ainda melhores. Os fisioterapeutas também vão na casa dos alunos que precisam, as avaliações na APAE não pararam. Estamos em dia com isso, quem está sendo avaliado, já está entrando”, afirma.

A APAE recebe da prefeitura anualmente R$ 668.537,00, que é a principal fonte de renda da entidade atualmente, mantendo os salários dos cerca de 80 funcionários.

“Fazemos campanhas de arredacação também. Fomos assaltados recentemente e estamos preocupados com a segurança. Queremos colocar câmeras, grades e alarmes. Há os sócios da APAE que também nos apoiam, mas deu uma diminuída com a pandemia, além da live que a Federação das APAEs fez e também entrou um valor”, salienta.

A APAE aceita doações em dinheiro e também cestas básicas que estão sendo repassadas para as famílias.

“É muito importante esse apoio do público. O foco da APAE não é o assistencialismo, mas estamos dando essa cobertura porque muitas pessoas perderam o emprego e estão precisando. Não queremos deixar nossos alunos desassistidos”, completa.

  • A APAE fica na Rua 1.926, nº 1.260.
  • Informações sobre doações - (47) 3367-0636.


Anjos da Vida

O Grupo de Estudos e Apoio à Adoção – Anjos da Vida atua junto à comunidade e à Rede de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente de Balneário Camboriú e região, preparando, orientando e acompanhando os pretendentes e familiares antes, durante e após a adoção e atende as crianças e adolescentes quando recebidos em seu novo lar. Entre os seus projetos está o Passos de Anjos que tem como objetivo a preparação de pretendentes a adoção por meio do curso; atendimentos com psicólogos, médico, advogado, assistente social e pedagogo para as famílias adotadas e seus filhos e para aqueles que pretendem adotar; realização de encontros mensais de toda a comunidade adotiva de Balneário; e realização de eventos alusivos a adoção. Segundo o coordenador pedagógico do Anjos da Vida, Luciano Pedro Estevão, o Grupo recebe o valor de R$ 410.590,20/ano, financiado pelo FIA (Fundo da Infância e Adolescência), por meio do Conselho Municipal dos Direitos das Criança e Adolescente e prefeitura de Balneário Camboriú.

Luciano salienta que a pandemia pegou o Anjos da Vida de surpresa, e inicialmente abalou o trabalho.

“Porém, ela nos ensinou rapidamente a nos reinventarmos e reorganizarmos para continuar nossas atividades. De 16 de março a 16 de maio tivemos que suspender as atividades presenciais e desenvolvemos os trabalhos online”, conta.

As aulas do curso de preparação que acontecem semanalmente estão sendo desenvolvidas pela plataforma Zoom; os atendimentos pela equipe técnica estão sendo feitos por vídeo-chamadas. Desde maio, algumas atividades individuais voltaram a ser presenciais, mas o coordenador aponta que a maioria das pessoas está preferindo seguir com o atendimento online. Segundo ele, uma das atividades que aprimoraram foi a elaboração de conteúdos científicos e pedagógicos que auxiliam por meio da leitura.

“Tivemos um aumento de 100% na construção desses conteúdos. E claro, tivemos que nos adaptar com as lives, tanto para a elaboração delas, como principalmente como meio de formação da nossa equipe técnica. Juntando todas nossas metas mensais, atendemos mensalmente uma média de 100 pessoas e realizamos cerca 350 atendimentos”, pontua.

Luciano aproveita para convidar quem tiver interessado em fazer o curso preparatório para adoção, as inscrições já estão abertas para a próxima turma que começa em agosto.Podem ser feitas online (https://www.grupoadocaoanjosdavida.com.br/) ou presencial na sede do Anjos da Vida (Instituto de Psicologia Sentir, Rua 1950, nº 901, entre as avenidas Terceira e Quarta).

“Também convidamos todos os associados para a assembleia geral para eleição da nova diretoria na próxima segunda feira (29), às 19h via plataforma Zoom”, completa.


AMPE BC

A Associação de Micro e Pequenas Empresas de Balneário Camboriú (AMPE) vem atendendo normalmente seus associados no que se refere a formalização, pedidos de viabilidade, baixa, alterações e emissão de notas, além da assessoria administrativa. Segundo o presidente, Antônio Demos, durante o período da quarentena a entidade teve a adesão de 20 novos sócios – o número de baixas foram apenas cinco.

“O que constatamos foi que novos CNPJ surgiram enquanto os atuais se mantiveram mesmo com a redução do faturamento”, conta.

A aposta da entidade é que, embora em um período recessivo, as MEIs e as MPEs possuem condições de se adequarem, porém, há dificuldade de acesso ao crédito, e isso é o que mais dificulta.

“No entanto com a tardia aprovação do Pronampe algumas MPEs já conseguiram ou estão conseguindo acesso ao crédito”, avalia.

A AMPE se mantém através da contribuição mensal de seus associados MEIs R$ 20/mês e MPEs R$ 40/mês e da contribuição mensal da prefeitura municipal de R$ 4.500,00/mês, que ocorre desde 2013.

“Atualmente com o aumento da inadimplência por razões óbvias tivemos que nos ajustar também fazendo alguns cortes nas despesas, no entanto continuamos com o nosso atendimento em nossa sede, observando que a quantidade de atendimentos também reduziu. Atualmente contamos com 208 associados MEIs e 44 associados MPEs”, acrescenta.

Antônio vê que a retomada da economia se dará com a volta da ‘normalidade no pós-pandemia’, mas que preveem um período de um a dois anos após isso para os negócios se recuperarem.

Há diversas vantagens para os MEIs e MPEs se associarem à AMPE, como a articulação com demais entidades empresariais através do Fórum Empresarial, a nível estadual vinculo com a Federação das AMPES de SC (FAMPESC), que possui assento no Comitê Econômico do Governo do Estado e no COFEM – Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina.

“Esta vinculação faz com que nossas reivindicações e anseios cheguem mais rápido aos órgãos deliberativos, além do que o acesso às informações oficiais são mais precisas e rápidas. No plano federal somos representados pela CONAMPE – Confederação Nacional da Micros e Pequenas Empresas, que possui acesso direto ao Ministério da Economia e ao Congresso, essa representatividade dá ao associado um lugar de destaque com acesso rápidos as principais informações que ele necessita por dirigir seus negócios”, completa.


Lar dos Idosos

Liliane e a residente Sofia.

A Associação São Vicente de Paula atende atualmente 41 idosos. O cadastro das pessoas interessadas em residir no Lar dos Idosos de Balneário é gerido pela Secretaria da Pessoa Idosa através de uma assistente social. Atualmente, segundo a dirigente organizacional da Associação, Liliane Boratti, a lista conta com 39 idosos na fila de espera.

“Cabe ressaltar que a seleção é feita pela comissão de gestão da associação que verifica a condição de saúde, financeira e emergencial de cada novo residente, inclusive pelo Programa Abraço ao Idoso”, aponta.

Ao todo, o Lar dos Idosos conta com uma equipe de 36 funcionários, cinco auxiliares de serviços gerais, dois auxiliares de lavanderia, um auxiliar de manutenção, um motorista, um fisioterapeuta, uma enfermeira, um nutricionista, uma integradora social, uma dirigente, uma auxiliar administrativa, três auxiliares na cozinha, duas cozinheiras, um cuidador, 15 técnicos de enfermagem, além de médico, fonoaudióloga, e dentista – que realizam consultas nos idosos uma vez por semana.

Desde o dia 13 de março, como medida preventiva, o Lar cancelou todas as atividades externas, eventos que seriam realizados e visitas familiares por tempo indeterminado, passando a adotar novas práticas, entre elas a restrição de contato físico.

“Além de vetar por completo as visitações também tivemos que instruir todos os residentes a não se cumprimentarem com beijos, abraços, manterem distanciamento, uso de máscaras e higienização das mãos com álcool gel. Em geral, as pessoas mais velhas são muito afetuosas, elas sentem falta do calor humano e das trocas de carinho, principalmente nos períodos de reencontro com a família”, avalia Liliane.

Ela salienta que esperavam certa resistência de alguns idosos, mas que eles entenderam a gravidade da situação e estão colaborando ‘da melhor forma possível’. Boa parte deles conversam com seus familiares por telefone ou aplicativos, e os próprios funcionários passaram a entreter os idosos, inclusive nesta quarta-feira (24), Dia de São João, o Lar realizou uma festa junina para os idosos.

Segundo Liliane, a situação financeira da Associação está boa, lembrando que através de pedido de intervenção judicial atualmente o Lar é administrado pela prefeitura através da Secretaria da Pessoa Idosa e com um repasse de verba mensal no valor de R$ 170 mil, além de doações espontâneas de pessoas físicas, que também costumam acontecer.

“A Associação busca constantemente o apoio da sociedade, com o objetivo de aprimorar o atendimento aos idosos residentes. Estamos ainda recebendo doações de itens de higiene pessoal, fraldas, produtos de limpeza e alimentos não perecíveis para que possamos manter as atividades, bem como os próprios internos contribuem espontaneamente com valores cabíveis através de um contrato de prestação de serviço”, completa.


Associação de Skate de Balneário Camboriú (BCSB)

Inicialmente, segundo o presidente da BCSB, Ramon Bagnara, a pista de skate da Barra Sul não foi fechada, já que por ser um espaço aberto ficava difícil o controle de entrada do público, mas a associação teve a iniciativa de colocar água e detergente na pista (para quem não tem álcool gel), além de colar cartazes conscientizando sobre o distanciamento, evitar cumprimentos e o uso de máscara, além de evitar praticar o esporte se tivesse algum sintoma de Coronavírus.

A BCSB conta com um projeto de aulas de skate para crianças, o Skate Ensina, que foi interrompido por conta da pandemia ainda em março, ficando somente com orientações e atividades online (por meio do WhatsApp), como brincadeiras de desenho, incentivando os alunos a registrarem suas manobras preferidas. As aulas já retornaram, mas seguindo todos os cuidados necessários, inclusive com diminuição das turmas aos sábados – divididas em duas turmas e também com aulas nas terças, além do apoio de mais voluntários (cinco professores, com três alunos por professor) para distribuir melhor as crianças. Há também o projeto junto do Fundo de Bem Estar Social (FURBES), onde a BCSB dá aulas de skate na rua, no Bairro da Barra; essas aulas estão totalmente paradas, porque participam muitas crianças.

“Elas têm sentido muita falta, algumas delas participam na Barra Sul, mas os menores não estão tendo essa atividade”, comenta.

Através de edital, a BCSB conseguiu convênio com a prefeitura cerca de R$ 21 mil para pagar os professores, custos de materiais, dentre outras necessidades. Outra forma de arrecadação de verba é através da venda de camisetas e as rodinhas, que serão comercializadas em breve, além de rifa e a ‘caixinha voluntária’, onde os pais contribuem se quiserem. Ramon analisa que a pandemia afetou diretamente o esporte e a associação, citando que possuíam um projeto aprovado na Lei de Incentivo à Cultura (LIC) que ainda está parado. A proposta era uma oficina para as crianças, que não tem como ser colocada em prática neste momento. Porém, uma conquista foi o início das obras da nova pista de skate da cidade, que será na Rua 10.

Ramon salienta ainda que a BCSB está procurando um espaço para ser utilizado no sábado, quando acontece o Skate Ensina, para não causar aglomeração e ter somente alunos, focando no distanciamento, pois a pista está reunindo mais pessoas do que gostariam, já que é final de semana.

“Seria a maior contribuição para fazer o nosso projeto continuar, sem correr o risco de pararmos. Estamos buscando um espaço particular para fazermos esse isolamento e conseguirmos focar só nos alunos. Pode ser um galpão, um estacionamento, uma quadra. Temos os obstáculos já feitos, de madeira, que usamos nos eventos, levaríamos para esse espaço para substituir as aulas da pista para um lugar mais seguro e tranquilo”, diz.

Sobre o futuro, o presidente vê que a pista da Rua 10 – que será a maior da cidade, promete fazer o esporte crescer, com mais pessoas interessadas em andar de skate.

“Quem está se guardando, evitando de praticar, virá com muita vontade. Não temos previsão de quando vai acabar, mas tem muitos eventos que não foram realizados que estão só aguardando, e vão acontecer todos juntos. Vai ser um momento bem ‘explosivo’, muitos eventos, novos atletas surgindo. Sobre a nova pista, a obra está acontecendo, se seguir assim até setembro deve ficar pronta, para a Secretaria de Obras fazer o entorno da praça, que deve ser rápido. Estamos acompanhando, está ficando dentro do que planejamos, vai trazer novos skatistas e desafogar o skate da Barra Sul, que já tinha uma superlotação. A estrutura é diferente, é maior, novos obstáculos, e poderemos ter aulas lá também. Será um novo ciclo do skate em Balneário Camboriú”, completa.



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Solidariedade na pandemia: instituições seguem trabalhando em Balneário Camboriú, mas precisam de apoio

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Quinta, 25/6/2020 8:01.
Renata Rutes

Estima-se que existem cerca de 300 mil organizações da sociedade civil no Brasil, segundo dados do IBGE. A maior parte dessas entidades sem fins lucrativos está localizada nas regiões Sudeste (48,3%) e Sul (22,2%). Em seguida aparecem Nordeste (18,8%), Centro-Oeste (6,8%) e Norte (3,9%). Anualmente, a União investe aproximadamente R$ 6,7 bilhões nestas instituições, que atuam em benefício das mais diferentes causas, pessoas em vulnerabilidade social, dependentes químicas, pessoas que possuem alguma deficiência física ou mental, esporte, cultura e animais.

Em Balneário Camboriú, segundo o setor de Controladoria da Prefeitura, os valores repassados às entidades sociais, que são apoiadas pela administração pública, foram mantidos em 2020, mesmo durante este período de pandemia. Ao todo, são 25 entidades - a vigência dos termos é anual e os valores são repassados mensalmente, dependendo dos trabalhos e das despesas de cada entidade. Durante a pandemia, a manutenção da prestação dos serviços é realizada nas modalidades que permitem o atendimento remoto. O montante do gasto anual é de R$ 11.811.928,30.

As associações e entidades conveniadas com a prefeitura são: Associação São Vicente de Paula, Centro Educacional Vianna de Carvalo, Associação de Micro e Pequenas Empresas de Balneário Camboriú (AMPE BC), Vidas Recicladas, Amor Pra Down, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Associação Lar Maternal Bom Pastor, Associação Dragão Negro de Taekwondo – Jwa Woohyang, Biblioteca Comunitária Bem Viver, Grupo de Estudos e Apoio à Adoção de Balneário Camboriú – Anjos da Vida, Associação de Proteção, Acolhimento e Inclusão, Núcleo Assistencial Humberto de Campos (NAHC), Centro de Recuperação Nova Esperança, Rede Feminina de Combate ao Câncer, Comunidade Terapêutica Viver Livre, Associação Viva Bicho de Proteção aos Animais, Colônia de Pescadores Z-7 de Balneário Camboriú, Instituto Leonardo Macarrão, Triatletas Associação do Litoral de Santa Catarina, Associação Balneário Camboriú de Voleibol, Associação dos Desportistas de Balneário Camboriú, Associação de Apoio as Famílias de Deficientes Físicos (AFADEFI), Associação Desportiva de Balneário Camboriú, Associação de Pais e Amigos do Autista – AMA Litoral, Associação de Skate de Balneário Camboriú (BCSB), Instituto Anjos sem Asas, Associação Beneficente Cristã Real Esperança e Instituto Catarinense de Conservação da Fauna e da Flora – ICC.

O Página 3 conversou nesta semana com representantes de algumas das entidades sociais que atuam em Balneário Camboriú, que relatam como tem sido o trabalho durante a pandemia do novo Coronavírus e explicam sobre a situação financeira, pedindo o apoio da comunidade para continuarem o trabalho que realizam.

Núcleo Assistencial Humberto de Campos (NAHC)

Segundo a coordenadora geral do NAHC – Programa Vida, Manuela Pessoa Duarte, o NAHC atende mensalmente cerca de 859 pessoas (dados de maio), contando com uma equipe de 16 pessoas, entre psicólogos, assistente social, psicólogo educacional, agente de resgate, médico psiquiatra, mediação familiar, coordenadora técnica, coordenadora geral, auxiliar de serviços gerais e secretária. Mesmo em tempos de pandemia, a maioria dos atendimentos segue sendo presencial (retornaram recentemente). Cerca de 70 deles vêm sendo online.

“O tratamento não pode ser interrompido, ainda mais no NAHC onde trabalhamos com a dependência química, que com o isolamento social pode piorar, já que as pessoas podem acabar utilizando mais drogas, motivadas pela depressão e ansiedade, e buscam uma fuga, precisando ainda mais do atendimento”, diz.

Considerando isso, o NAHC também realiza atendimentos espontâneos, e a coordenadora aproveita para citar que qualquer pessoa que tiver algum problema com dependência química pode procurar a instituição, que atua de forma totalmente gratuita.

“Se em casa a pessoa tiver alguma criança ou adolescente, não importa a classe social, venha até nós. Atendemos a família toda, trabalhamos com acompanhamento”, acrescenta.

Manuela salienta que a prefeitura auxilia o NAHC através do convênio anual com R$ 613.781,77. O valor é utilizado para pagar a equipe, o aluguel e despesas como água, luz, internet, materiais de escritório e didáticos.

“Nunca tivemos apoio de empresa privada de forma mensal, há doações esporádicas. O Sinduscon, por exemplo, já nos apoiou quando precisamos. Temos uma feira de utilidades, que fazíamos presencialmente, com roupas, móveis e utensílios, e agora estamos vendendo através do Instagram (@feirinhadonahc)”, acrescenta.

  • Pessoas ou empresas que quiserem ajudar o NAHC podem ligar para o fone (47) 2125-7513.
  • A entidade também aceita doações de roupas e demais utilitários para serem vendidos na feirinha.


AMA Litoral

A Associação de Pais e Amigos do Autista (AMA Litoral) teve uma boa surpresa durante a pandemia: a instituição que já atendia 62 crianças e adolescentes em Balneário Camboriú conseguiu um termo aditivo contemplando 45 pacientes que aguardavam atendimento na fila de espera (ainda há 67 aguardando atendimento). Porém, de 18 de março até 8 de abril os atendimentos presenciais foram paralisados, ocorrendo de forma online, já que não podem ser interrompidos, sendo considerado essencial. A coordenadora administrativa da AMA Litoral, Cátia Franzoi, explica que enviavam para as famílias atividades online e também realizavam chamadas de vídeo. Agora em junho as atividades presenciais retornaram, com 70% do público optando por voltar. Os 30% restantes seguem tendo atendimento online.

Junto da prefeitura, a AMA conta com seis convênios (R$ 650 mil/anual + o termo aditivo de R$ 130 mil), que pagam os 26 profissionais que atuam na AMA, entre psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicopedagoga, educador físico, educador musical, assistente social, professora de artes e médico psiquiatra.

“Conseguimos uma parceria com a Fundação Municipal de Esportes, que nos cedeu dois educadores físicos, e com a Secretaria de Educação três pedagogos”, afirma.

Para conseguir uma verba extra, a entidade realiza rifas e conta com a contribuição de três colaboradores, porém, a situação está um pouco delicada, já que neste ano a entidade precisou mudar de sede.

“Todo o recurso que captamos em 2018 e 2019 investimos na reforma e organização da nova sede, andamos no vermelho, temos contas a serem pagas, e por isso estamos em busca de novos apoiadores”, diz.

  • Pessoas ou empresas que quiserem ajudar a AMA podem ligar para o fone (47) 3264-0244 ou diretamente com a Cátia: (47) 99931-9133.
  • A entidade está aberta para a comunidade conhecer o trabalho realizado; a sede fica na Rua São Paulo, nº 470, no Bairro dos Estados, em Balneário Camboriú.


Amor pra Down

A Associação Amor pra Down segue fazendo atendimentos remotos, já que pessoas com Síndrome de Down integram o grupo de risco. Em Balneário Camboriú e Itajaí a entidade atende hoje 80 crianças, adolescentes e adultos. O coordenador administrativo financeiro da Amor pra Down, Wilson Reginatto Júnior, explica que os 27 profissionais que atuam estão cumprindo o horário normal de trabalho, mas atendendo ao público em teleatendimento. Consultas presenciais estão acontecendo somente com o médico neurologista, já que há necessidade de medicação controlada, ou então nos casos urgentes de avaliações auditivas.

“A situação está bastante complicada, pais estão nos relatando casos de regressão; conquistas de anos de atendimento e voltando a comportamentos que não tinham mais. É um prejuízo bastante grande”, diz.

A Amor pra Down tem uma fila de espera de 23 crianças, sendo cinco em Balneário e o restante de Itajaí.

“No momento não temos estrutura física e nem funcionários o suficiente para suprir essa demanda. Mas uma vitória foi a aprovação de um projeto junto ao Ministério da Saúde: temos a meta de em até dois anos empregar 20 pessoas com Síndrome de Down em Balneário. Contratamos cinco pessoas para executarem isto”, conta.

Outra novidade foi o convênio com a Fundação Catarinense de Educação Especial, focado na intensificação dos estudos, mas como as escolas não estão tendo aula presencial, o projeto está parado.

“O recurso já está em nossa conta, e quando tudo normalizar vamos retomar. Também vamos contratar mais quatro funcionários para essa função”, diz.

A Amor pra Down possui convênio com a prefeitura de Balneário Camboriú de cerca de R$ 600 mil/anual, através da Secretaria de Saúde, Secretaria de Inclusão Social e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).

“É um recurso considerável, mas não dá conta de toda a nossa despesa. Estamos tendo que nos reinventar todos os dias, fizemos uma macarronada delivery e foi um sucesso, arrecadamos R$ 14 mil, mas mesmo assim tivemos que reduzir nossos gastos, levando tudo na ponta do lápis para conseguirmos sobreviver. Temos um ‘furo’ de R$ 8 mil que precisamos recuperar. Também tivemos apoio do Grupo Sem Abuso, que fez uma live e arrecadaram doações para nós”, salienta. A entidade está rifando uma camiseta do Grêmio (autografada pelos jogadores) por R$ 10 o bilhete. Mais informações podem ser conferidas no Instagram @amorpradown.

  • A entidade está realizando ligações telefônicas pedindo a contribuição da comunidade, que pode doar qualquer quantia mensalmente.
  • Quem quiser apoiar também pode entrar no site (https://www.amorpradown.org/) onde há a possibilidade de se inscrever como doador.


Rifa Amor Pra Down


Viva Bicho

A ONG Viva Bicho, que hoje abriga cerca de 500 cães e gatos em sua sede, no Bairro Nova Esperança, doa por mês cerca de 70 animais – o mesmo número que chega de novos, vindos da rua, principalmente através da Guarda Municipal Ambiental. Através da prefeitura (há três convênios ao total), a Viva Bicho recebe mensalmente R$ 61,5 mil para alimentação dos animais, manutenção dos funcionários e para saúde (castrações e emergências). A tesoureira da ONG, Patrícia Ferreira, explica que caso não utilizem o valor x da alimentação/mês precisam devolver para o governo municipal e não podem utilizar para outra coisa, como por exemplo para comprar medicamentos.

A Viva Bicho também conta com apoio de pessoas físicas, além de doações através da conta de luz – são pequenos valores, entre R$ 1 e R$ 10 em média.

“Mas que ajudam muito. Quando há casos graves também fazemos campanhas pontuais de arrecadação, Nosso trabalho continua igual, e não deixamos de doar animais, as pessoas continuam visitando o nosso abrigo”, diz.

A voluntária aproveita para lembrar que nem todos os animais que estão na rua devem ir para a ONG, e que a prioridade é abrigar filhotes, idosos, animais debilitados e fêmeas prenhas ou no cio.

“Quando o cão ou gato tem condição de se manter na rua, está saudável, deve permanecer assim. Um exemplo são os cães comunitários que vivem nas praias agrestes. A comunidade trabalhar junto conosco é uma necessidade. Vejo que é uma responsabilidade tanto de quem simpatiza com a causa como de quem não gosta, pois se tivermos mais apoio, mais poderemos fazer e conseguiremos retirar mais animais das ruas”, acrescenta.

A ONG pede que quem puder doe cobertores, já que o inverno chegou, além de valor em dinheiro, produtos de limpeza e medicação. Caso alguém queira doar ração, a Viva Bicho também aceita e consegue apoiar voluntários que resgatam animais por conta, além dos cães comunitários. A entidade presta conta tanto das doações quanto dos convênios com a prefeitura todo mês. A Viva Bicho também aceita o trabalho voluntário e está aberta para quem quiser conhecer o abrigo e apoiar a causa.

  • Quem puder ajudar a Viva Bicho: Banco do Brasil Agência 1489-3 Conta corrente 50793-8 ou informações pelo (47) 3263-1020


Rede Feminina de Combate ao Câncer

A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Balneário Camboriú conta ao total com 87 voluntárias, mas apenas 13 estão atuando neste momento, pois boa parte delas são idosas e por isso estão afastadas, já que integram um dos principais grupos de risco. Até o momento, a Rede está atendendo ao público somente no período vespertino e com horário marcado. A partir de 1º de julho os atendimentos devem ser normalizados, voltando a acontecer durante todo o dia. Segundo a presidente da Rede, Valdete Daura da Silva, estão sendo realizados cerca de sete exames por tarde (antes eram cerca de 22/dia).

“As mulheres estão entendendo bem as nossas restrições, vêm com máscara, há álcool gel na entrada, também medimos a temperatura, e em 10 dias voltam pegar o resultado”, explica.

A entidade conta com o apoio da prefeitura que através de convênio repassa por mês cerca de R$ 15 mil. O resto da renda a Rede obtém através de doações. A presidente destaca a parceria com o Rotary Clube e o Lions, que costumam realizar eventos e repassar parte da arrecadação para a Rede.

“E principalmente no Outubro Rosa recebemos um apoio maior. O valor que temos supre as nossas entidades, como o pagamento das enfermeiras, pessoal da limpeza, secretária, materiais de limpeza, exames e os descartáveis. A sede é própria, então não temos despesa com aluguel”, salienta.

Valdete aproveita para acrescentar o quanto o trabalho da Rede é importante, pois atendem ainda 100 pacientes com câncer que apoiam com cesta básica, roupas, apoio psicológico, advocacia, e atividades esportivas como reiki, yoga, além de massoterapia.

  • Quem quiser ajudar a Rede pode doar diretamente procurando a sede, que fica na Rua 2.300, nº 1.590 (aceita-se doações de cestas básicas e/ou alimentos não perecíveis) ou diretamente na conta da entidade (Banco do Brasil, agência 1489-3, conta-corrente 58700-1).


Grupo Solidariedade e Amor

O Grupo Solidariedade e Amor é bastante ativo em Balneário Camboriú, atuando junto das familiares carentes da cidade e da região. Desde o início da pandemia, segundo a presidente Juliana Ferreira de Deus, já apoiaram cerca de três mil pessoas, distribuindo aproximadamente 700 cestas básicas. Ela salienta que até então não tinham como foco atender os moradores de rua, mas se depararam com casos de ‘famílias inteiras na rua’.

“Todos os dias saímos na rua entregando marmitas, e quando não conseguimos a refeição completa fazemos bolos, sanduíches. No mínimo, por dia, entregamos 50 refeições, em Balneário e em Camboriú, em bairros como Monte Alegre e Conde Vila Verde”, conta.

No último domingo (21) o Grupo fez um ‘sopão’ e conseguiram distribuir 150 marmitas no Monte Alegre. Os voluntários recebem apoio dos restaurantes La Belle e Ohana Sushi Bar, já que atualmente não contam com espaço para cozinhar.

“Os pedidos por ajuda não param nunca, só nesta semana tínhamos 36 famílias para visitar. A nossa maior renda vinha dos bazares que realizávamos, e que não estamos podendo fazer da forma que acontecia antes. Agora estamos atendendo com horário marcado no Hotel do Bosque (Avenida Brasil, nº 22). Não temos vínculo político ou religioso, fazemos por conta própria”, afirma.


AFADEFI

Inicialmente, a Associação de Apoio às Famílias de Deficientes Físicos (AFADEFI) realizou atendimento à distância, conseguindo atingir 100% dos pacientes, já que todas as famílias atendidas possuem acesso à internet, com o objetivo de não desassistir a população e dar continuidade aos atendimentos. Segundo o presidente, Evandro Prezzi, todas as técnicas de atendimentos não presenciais aplicadas, tais como teleconsulta, telemonitoramento e teleconsultoria, seguiram os parâmetros e diretrizes recomendadas pelos Conselhos Profissionais de Classe dos respectivos profissionais, tais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e serviço social; seguiram por WhatsApp, chamadas de vídeo e/ou voz, e uso de aplicativos gratuitos para desenvolvimento de atividades.

“A AFADEFI possui equipe multidisciplinar que presta atendimentos de fisioterapia neuro psicomotora, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, atendimento socioassistencial, atendimento jurídico e possui um departamento de atendimento administrativo, contando atualmente com no mínimo 10 profissionais que implantaram os atendimentos à distância de 17 de março a 04 de abril”, diz.

Os profissionais monitoraram todos os pacientes e famílias remotamente, emitindo questionamentos acerca da integridade física, apurando a incidência de sintomas respiratórios nas crianças, adolescentes e adultos, bem como presença de alguma comorbidade durante o período de quarentena. O serviço de assistência social da entidade e as atividades jurídicas, não foram interrompidas, sendo que as famílias e associados continuaram sendo acompanhados à distância e orientados acerca de direitos e benefícios eventuais, tais como a Renda Básica Emergencial (Coronavoucher), BPC, serviços da central de doações, orientações sobre isenção da tarifa de água e esgoto, compartilhamento de telefones essenciais dos serviços de plantão do município, além de acompanhamento via WhatsApp com a difusão de medidas sanitárias para a contenção da disseminação do vírus.

“Desde 13 de abril voltamos a realizar os atendimentos presenciais, chegando a 90%. Os 10% restantes seguem remotos”, acrescenta Evandro.

Porém, a entidade passa por dificuldades. O convênio com a prefeitura (R$ 25 mil/mês) supre a necessidades para pagar os profissionais que atendem na instituição, mas o presidente aponta que há outras despesas como combustível, motorista, limpeza, deixando um déficit de R$ 9 mil por mês.

“Antes da pandemia realizávamos pedágios, rifas, e eventos para arrecadar fundos, além das empresas parceiras, mas foram cancelados todos os patrocínios, nos deixando em uma situação de risco podendo até mesmo virmos a fechar as portas se não conseguirmos reverter essa situação”, completa.

  • A comunidade pode ajudar a AFADEFI através de doação diretamente para a conta da entidade: Banco do Brasil, agência 5271, conta 313233-1.
  • A associação está aberta para o público conhecer o trabalho, na Rua 1.500, nº 1.837. Fone: 3366-0678. Instagram @afadefi.


APAE

Desde março, quando houve o fechamento das escolas, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) se antecipou e passou a realizar os atendimentos de maneira remota para crianças de zero a seis anos e de sete a 17, que totalizam 70 pessoas, desde o dia 25 de março; e no início de abril com os adultos, que são cerca de 140 alunos. A equipe da entidade fez turmas através do WhatsApp, onde os professores repassavam vídeos e explicavam as atividades a serem desenvolvidas em casa. Porém, segundo a diretora pedagógica Carla Abs, com os adultos não conseguiram atingir uma boa porcentagem (somente 50% deles estavam desenvolvendo as atividades).

“Por isso, fizemos maletas pedagógicas com materiais impressos e didáticos, assim os alunos recebiam em casa, do próprio professor, as atividades que precisavam serem feitas na semana”, diz.

A diretora salienta que o apoio dos pais foi essencial para o desenvolvimento do trabalho remoto, lembrando que têm noção da dificuldade, mas que à distância é o modo de seguirem com as atividades. Presencialmente, estão ocorrendo os atendimentos clínicos, que são individualizados, como fonoaudióloga, assistente social, fisioterapeuta e psicólogo.

“Também estamos implementando videochamadas curtas, onde o professor pergunta como está a rotina, incentiva os alunos a continuarem e apoia nas atividades. Esse ‘tempo real’ está dando resultados ainda melhores. Os fisioterapeutas também vão na casa dos alunos que precisam, as avaliações na APAE não pararam. Estamos em dia com isso, quem está sendo avaliado, já está entrando”, afirma.

A APAE recebe da prefeitura anualmente R$ 668.537,00, que é a principal fonte de renda da entidade atualmente, mantendo os salários dos cerca de 80 funcionários.

“Fazemos campanhas de arredacação também. Fomos assaltados recentemente e estamos preocupados com a segurança. Queremos colocar câmeras, grades e alarmes. Há os sócios da APAE que também nos apoiam, mas deu uma diminuída com a pandemia, além da live que a Federação das APAEs fez e também entrou um valor”, salienta.

A APAE aceita doações em dinheiro e também cestas básicas que estão sendo repassadas para as famílias.

“É muito importante esse apoio do público. O foco da APAE não é o assistencialismo, mas estamos dando essa cobertura porque muitas pessoas perderam o emprego e estão precisando. Não queremos deixar nossos alunos desassistidos”, completa.

  • A APAE fica na Rua 1.926, nº 1.260.
  • Informações sobre doações - (47) 3367-0636.


Anjos da Vida

O Grupo de Estudos e Apoio à Adoção – Anjos da Vida atua junto à comunidade e à Rede de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente de Balneário Camboriú e região, preparando, orientando e acompanhando os pretendentes e familiares antes, durante e após a adoção e atende as crianças e adolescentes quando recebidos em seu novo lar. Entre os seus projetos está o Passos de Anjos que tem como objetivo a preparação de pretendentes a adoção por meio do curso; atendimentos com psicólogos, médico, advogado, assistente social e pedagogo para as famílias adotadas e seus filhos e para aqueles que pretendem adotar; realização de encontros mensais de toda a comunidade adotiva de Balneário; e realização de eventos alusivos a adoção. Segundo o coordenador pedagógico do Anjos da Vida, Luciano Pedro Estevão, o Grupo recebe o valor de R$ 410.590,20/ano, financiado pelo FIA (Fundo da Infância e Adolescência), por meio do Conselho Municipal dos Direitos das Criança e Adolescente e prefeitura de Balneário Camboriú.

Luciano salienta que a pandemia pegou o Anjos da Vida de surpresa, e inicialmente abalou o trabalho.

“Porém, ela nos ensinou rapidamente a nos reinventarmos e reorganizarmos para continuar nossas atividades. De 16 de março a 16 de maio tivemos que suspender as atividades presenciais e desenvolvemos os trabalhos online”, conta.

As aulas do curso de preparação que acontecem semanalmente estão sendo desenvolvidas pela plataforma Zoom; os atendimentos pela equipe técnica estão sendo feitos por vídeo-chamadas. Desde maio, algumas atividades individuais voltaram a ser presenciais, mas o coordenador aponta que a maioria das pessoas está preferindo seguir com o atendimento online. Segundo ele, uma das atividades que aprimoraram foi a elaboração de conteúdos científicos e pedagógicos que auxiliam por meio da leitura.

“Tivemos um aumento de 100% na construção desses conteúdos. E claro, tivemos que nos adaptar com as lives, tanto para a elaboração delas, como principalmente como meio de formação da nossa equipe técnica. Juntando todas nossas metas mensais, atendemos mensalmente uma média de 100 pessoas e realizamos cerca 350 atendimentos”, pontua.

Luciano aproveita para convidar quem tiver interessado em fazer o curso preparatório para adoção, as inscrições já estão abertas para a próxima turma que começa em agosto.Podem ser feitas online (https://www.grupoadocaoanjosdavida.com.br/) ou presencial na sede do Anjos da Vida (Instituto de Psicologia Sentir, Rua 1950, nº 901, entre as avenidas Terceira e Quarta).

“Também convidamos todos os associados para a assembleia geral para eleição da nova diretoria na próxima segunda feira (29), às 19h via plataforma Zoom”, completa.


AMPE BC

A Associação de Micro e Pequenas Empresas de Balneário Camboriú (AMPE) vem atendendo normalmente seus associados no que se refere a formalização, pedidos de viabilidade, baixa, alterações e emissão de notas, além da assessoria administrativa. Segundo o presidente, Antônio Demos, durante o período da quarentena a entidade teve a adesão de 20 novos sócios – o número de baixas foram apenas cinco.

“O que constatamos foi que novos CNPJ surgiram enquanto os atuais se mantiveram mesmo com a redução do faturamento”, conta.

A aposta da entidade é que, embora em um período recessivo, as MEIs e as MPEs possuem condições de se adequarem, porém, há dificuldade de acesso ao crédito, e isso é o que mais dificulta.

“No entanto com a tardia aprovação do Pronampe algumas MPEs já conseguiram ou estão conseguindo acesso ao crédito”, avalia.

A AMPE se mantém através da contribuição mensal de seus associados MEIs R$ 20/mês e MPEs R$ 40/mês e da contribuição mensal da prefeitura municipal de R$ 4.500,00/mês, que ocorre desde 2013.

“Atualmente com o aumento da inadimplência por razões óbvias tivemos que nos ajustar também fazendo alguns cortes nas despesas, no entanto continuamos com o nosso atendimento em nossa sede, observando que a quantidade de atendimentos também reduziu. Atualmente contamos com 208 associados MEIs e 44 associados MPEs”, acrescenta.

Antônio vê que a retomada da economia se dará com a volta da ‘normalidade no pós-pandemia’, mas que preveem um período de um a dois anos após isso para os negócios se recuperarem.

Há diversas vantagens para os MEIs e MPEs se associarem à AMPE, como a articulação com demais entidades empresariais através do Fórum Empresarial, a nível estadual vinculo com a Federação das AMPES de SC (FAMPESC), que possui assento no Comitê Econômico do Governo do Estado e no COFEM – Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina.

“Esta vinculação faz com que nossas reivindicações e anseios cheguem mais rápido aos órgãos deliberativos, além do que o acesso às informações oficiais são mais precisas e rápidas. No plano federal somos representados pela CONAMPE – Confederação Nacional da Micros e Pequenas Empresas, que possui acesso direto ao Ministério da Economia e ao Congresso, essa representatividade dá ao associado um lugar de destaque com acesso rápidos as principais informações que ele necessita por dirigir seus negócios”, completa.


Lar dos Idosos

Liliane e a residente Sofia.

A Associação São Vicente de Paula atende atualmente 41 idosos. O cadastro das pessoas interessadas em residir no Lar dos Idosos de Balneário é gerido pela Secretaria da Pessoa Idosa através de uma assistente social. Atualmente, segundo a dirigente organizacional da Associação, Liliane Boratti, a lista conta com 39 idosos na fila de espera.

“Cabe ressaltar que a seleção é feita pela comissão de gestão da associação que verifica a condição de saúde, financeira e emergencial de cada novo residente, inclusive pelo Programa Abraço ao Idoso”, aponta.

Ao todo, o Lar dos Idosos conta com uma equipe de 36 funcionários, cinco auxiliares de serviços gerais, dois auxiliares de lavanderia, um auxiliar de manutenção, um motorista, um fisioterapeuta, uma enfermeira, um nutricionista, uma integradora social, uma dirigente, uma auxiliar administrativa, três auxiliares na cozinha, duas cozinheiras, um cuidador, 15 técnicos de enfermagem, além de médico, fonoaudióloga, e dentista – que realizam consultas nos idosos uma vez por semana.

Desde o dia 13 de março, como medida preventiva, o Lar cancelou todas as atividades externas, eventos que seriam realizados e visitas familiares por tempo indeterminado, passando a adotar novas práticas, entre elas a restrição de contato físico.

“Além de vetar por completo as visitações também tivemos que instruir todos os residentes a não se cumprimentarem com beijos, abraços, manterem distanciamento, uso de máscaras e higienização das mãos com álcool gel. Em geral, as pessoas mais velhas são muito afetuosas, elas sentem falta do calor humano e das trocas de carinho, principalmente nos períodos de reencontro com a família”, avalia Liliane.

Ela salienta que esperavam certa resistência de alguns idosos, mas que eles entenderam a gravidade da situação e estão colaborando ‘da melhor forma possível’. Boa parte deles conversam com seus familiares por telefone ou aplicativos, e os próprios funcionários passaram a entreter os idosos, inclusive nesta quarta-feira (24), Dia de São João, o Lar realizou uma festa junina para os idosos.

Segundo Liliane, a situação financeira da Associação está boa, lembrando que através de pedido de intervenção judicial atualmente o Lar é administrado pela prefeitura através da Secretaria da Pessoa Idosa e com um repasse de verba mensal no valor de R$ 170 mil, além de doações espontâneas de pessoas físicas, que também costumam acontecer.

“A Associação busca constantemente o apoio da sociedade, com o objetivo de aprimorar o atendimento aos idosos residentes. Estamos ainda recebendo doações de itens de higiene pessoal, fraldas, produtos de limpeza e alimentos não perecíveis para que possamos manter as atividades, bem como os próprios internos contribuem espontaneamente com valores cabíveis através de um contrato de prestação de serviço”, completa.


Associação de Skate de Balneário Camboriú (BCSB)

Inicialmente, segundo o presidente da BCSB, Ramon Bagnara, a pista de skate da Barra Sul não foi fechada, já que por ser um espaço aberto ficava difícil o controle de entrada do público, mas a associação teve a iniciativa de colocar água e detergente na pista (para quem não tem álcool gel), além de colar cartazes conscientizando sobre o distanciamento, evitar cumprimentos e o uso de máscara, além de evitar praticar o esporte se tivesse algum sintoma de Coronavírus.

A BCSB conta com um projeto de aulas de skate para crianças, o Skate Ensina, que foi interrompido por conta da pandemia ainda em março, ficando somente com orientações e atividades online (por meio do WhatsApp), como brincadeiras de desenho, incentivando os alunos a registrarem suas manobras preferidas. As aulas já retornaram, mas seguindo todos os cuidados necessários, inclusive com diminuição das turmas aos sábados – divididas em duas turmas e também com aulas nas terças, além do apoio de mais voluntários (cinco professores, com três alunos por professor) para distribuir melhor as crianças. Há também o projeto junto do Fundo de Bem Estar Social (FURBES), onde a BCSB dá aulas de skate na rua, no Bairro da Barra; essas aulas estão totalmente paradas, porque participam muitas crianças.

“Elas têm sentido muita falta, algumas delas participam na Barra Sul, mas os menores não estão tendo essa atividade”, comenta.

Através de edital, a BCSB conseguiu convênio com a prefeitura cerca de R$ 21 mil para pagar os professores, custos de materiais, dentre outras necessidades. Outra forma de arrecadação de verba é através da venda de camisetas e as rodinhas, que serão comercializadas em breve, além de rifa e a ‘caixinha voluntária’, onde os pais contribuem se quiserem. Ramon analisa que a pandemia afetou diretamente o esporte e a associação, citando que possuíam um projeto aprovado na Lei de Incentivo à Cultura (LIC) que ainda está parado. A proposta era uma oficina para as crianças, que não tem como ser colocada em prática neste momento. Porém, uma conquista foi o início das obras da nova pista de skate da cidade, que será na Rua 10.

Ramon salienta ainda que a BCSB está procurando um espaço para ser utilizado no sábado, quando acontece o Skate Ensina, para não causar aglomeração e ter somente alunos, focando no distanciamento, pois a pista está reunindo mais pessoas do que gostariam, já que é final de semana.

“Seria a maior contribuição para fazer o nosso projeto continuar, sem correr o risco de pararmos. Estamos buscando um espaço particular para fazermos esse isolamento e conseguirmos focar só nos alunos. Pode ser um galpão, um estacionamento, uma quadra. Temos os obstáculos já feitos, de madeira, que usamos nos eventos, levaríamos para esse espaço para substituir as aulas da pista para um lugar mais seguro e tranquilo”, diz.

Sobre o futuro, o presidente vê que a pista da Rua 10 – que será a maior da cidade, promete fazer o esporte crescer, com mais pessoas interessadas em andar de skate.

“Quem está se guardando, evitando de praticar, virá com muita vontade. Não temos previsão de quando vai acabar, mas tem muitos eventos que não foram realizados que estão só aguardando, e vão acontecer todos juntos. Vai ser um momento bem ‘explosivo’, muitos eventos, novos atletas surgindo. Sobre a nova pista, a obra está acontecendo, se seguir assim até setembro deve ficar pronta, para a Secretaria de Obras fazer o entorno da praça, que deve ser rápido. Estamos acompanhando, está ficando dentro do que planejamos, vai trazer novos skatistas e desafogar o skate da Barra Sul, que já tinha uma superlotação. A estrutura é diferente, é maior, novos obstáculos, e poderemos ter aulas lá também. Será um novo ciclo do skate em Balneário Camboriú”, completa.



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