Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cidade
Vila Real Mais Ativa: moradores apresentam projeto de organização das necessidades da comunidade

Sexta, 4/9/2020 6:40.
Divulgação

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A Associação de Moradores do Bairro Vila Real (Amorvir) possui desde 2018 o projeto Vila Real Mais Ativa, que tem o objetivo de organizar as demandas da comunidade, tendo mais efetividade na solução dos problemas, desde saúde, estruturais, segurança e educação. Um dos responsáveis, Emídio Sant’Anna de Lara, 2º conselheiro fiscal da associação, apresentou a iniciativa nesta semana aos vereadores.

Necessidades dos moradores

Ao Página 3, Emídio, que é bacharel em Administração Pública pela Udesc e técnico agrícola da Epagri, explica que o Vila Real Mais Ativa começou em 2018, pois quando a associação assumiu a gestão, em 2017, ele percebeu que a entidade precisava de uma maior organização, além de ouvir mais os moradores do bairro.

“Na época, assisti uma palestra onde foi citada que a necessidade dos representantes não é necessariamente a mesma dos representados. Por exemplo, os filhos dos moradores estudam em colégios públicos, e dos membros da diretoria da associação em escolas particulares. Ou seja, eles não conhecem a realidade, e os recursos nem sempre eram alocados conforme o que os moradores esperavam”, diz.

Realizações através do projeto

Diante disso, Emídio apresentou sua ideia para a então presidente da associação, Máuria Dalmas da Silva (licenciada porque é pré-candidata a vereadora, o atual presidente da Amorvir é Jorge Alan Schumann), e juntos criaram um modelo de ata, buscando organizar as demandas da comunidade, adicionando a data da solicitação e numerando cada ofício.

O projeto se tornou técnico e através dele já conseguiram pedir pela reforma do centro comunitário (a licitação foi lançada, mas as obras ainda não começaram), adequaram algumas demandas do posto de saúde (como colocação de brita no pátio e redução da altura do balcão de atendimento – que era muito alto, segundo os moradores), além de reformas em academias públicas, pintura e requalificação das vias. “Também com essa proximidade que temos com os moradores conseguimos resolver a situação da Rua Apiúna. A prefeitura queria asfaltar, mas a comunidade se reuniu e orientou que estava acumulando água no final da rua e que antes da pavimentação precisava ser feita a drenagem. O governo fez um estudo e viu que realmente estávamos certos. É muito importante esse canal de comunicação, pois um recurso seria gasto, e agora está sendo feito da forma adequada”, conta.

Outra ideia que em breve será colocada em prática é a criação de uma horta comunitária, que será em anexo ao centro comunitário – a Amorvir conseguiu autorização junto da Fundação Municipal de Esportes.

“A comunidade poderá ajudar, plantar, cuidar. É um projeto piloto, mas acredito que será muito bacana. Vemos que a democracia é o interesse da comunidade e trabalhamos em cima disso”, pontua.

Vereadores vão poder ajudar

Através da ida de Emídio até a Câmara (ele pedia para participar da Tribuna Livre desde 2019), agora os vereadores poderão ter acesso à tabela da Amorvir, e não somente os moradores terão que fazer solicitações ao governo municipal, mas poderão ser auxiliados pelos edis.

“Se é falado na Câmara, o Executivo vê”, acrescenta.

Outras associações podem aderir

Atualmente a Amorvir não possui uma pessoa para alimentar esse sistema, e o desejo é ter um estagiário para auxiliar a diretoria, assim como também desejam apresentar o projeto para as outras associações de moradores da cidade. “Gostaríamos de montar um fórum junto com as outras associações, repassar o modelo que estamos fazendo e assim expandir para o restante da cidade. É algo simples, uma planilha do Excel, mas que faz muita diferença, pois assim conseguimos mostrar para a comunidade o que estamos fazendo, e cobrar do governo o que ainda precisa ser resolvido”, completa.


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Sexta, 4/9/2020 6:40.

A Associação de Moradores do Bairro Vila Real (Amorvir) possui desde 2018 o projeto Vila Real Mais Ativa, que tem o objetivo de organizar as demandas da comunidade, tendo mais efetividade na solução dos problemas, desde saúde, estruturais, segurança e educação. Um dos responsáveis, Emídio Sant’Anna de Lara, 2º conselheiro fiscal da associação, apresentou a iniciativa nesta semana aos vereadores.

Necessidades dos moradores

Ao Página 3, Emídio, que é bacharel em Administração Pública pela Udesc e técnico agrícola da Epagri, explica que o Vila Real Mais Ativa começou em 2018, pois quando a associação assumiu a gestão, em 2017, ele percebeu que a entidade precisava de uma maior organização, além de ouvir mais os moradores do bairro.

“Na época, assisti uma palestra onde foi citada que a necessidade dos representantes não é necessariamente a mesma dos representados. Por exemplo, os filhos dos moradores estudam em colégios públicos, e dos membros da diretoria da associação em escolas particulares. Ou seja, eles não conhecem a realidade, e os recursos nem sempre eram alocados conforme o que os moradores esperavam”, diz.

Realizações através do projeto

Diante disso, Emídio apresentou sua ideia para a então presidente da associação, Máuria Dalmas da Silva (licenciada porque é pré-candidata a vereadora, o atual presidente da Amorvir é Jorge Alan Schumann), e juntos criaram um modelo de ata, buscando organizar as demandas da comunidade, adicionando a data da solicitação e numerando cada ofício.

O projeto se tornou técnico e através dele já conseguiram pedir pela reforma do centro comunitário (a licitação foi lançada, mas as obras ainda não começaram), adequaram algumas demandas do posto de saúde (como colocação de brita no pátio e redução da altura do balcão de atendimento – que era muito alto, segundo os moradores), além de reformas em academias públicas, pintura e requalificação das vias. “Também com essa proximidade que temos com os moradores conseguimos resolver a situação da Rua Apiúna. A prefeitura queria asfaltar, mas a comunidade se reuniu e orientou que estava acumulando água no final da rua e que antes da pavimentação precisava ser feita a drenagem. O governo fez um estudo e viu que realmente estávamos certos. É muito importante esse canal de comunicação, pois um recurso seria gasto, e agora está sendo feito da forma adequada”, conta.

Outra ideia que em breve será colocada em prática é a criação de uma horta comunitária, que será em anexo ao centro comunitário – a Amorvir conseguiu autorização junto da Fundação Municipal de Esportes.

“A comunidade poderá ajudar, plantar, cuidar. É um projeto piloto, mas acredito que será muito bacana. Vemos que a democracia é o interesse da comunidade e trabalhamos em cima disso”, pontua.

Vereadores vão poder ajudar

Através da ida de Emídio até a Câmara (ele pedia para participar da Tribuna Livre desde 2019), agora os vereadores poderão ter acesso à tabela da Amorvir, e não somente os moradores terão que fazer solicitações ao governo municipal, mas poderão ser auxiliados pelos edis.

“Se é falado na Câmara, o Executivo vê”, acrescenta.

Outras associações podem aderir

Atualmente a Amorvir não possui uma pessoa para alimentar esse sistema, e o desejo é ter um estagiário para auxiliar a diretoria, assim como também desejam apresentar o projeto para as outras associações de moradores da cidade. “Gostaríamos de montar um fórum junto com as outras associações, repassar o modelo que estamos fazendo e assim expandir para o restante da cidade. É algo simples, uma planilha do Excel, mas que faz muita diferença, pois assim conseguimos mostrar para a comunidade o que estamos fazendo, e cobrar do governo o que ainda precisa ser resolvido”, completa.


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