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Mistura de Brasil e Portugal rende o melhor do modesto 'Alguém Como Eu'
Divulgação
Paola de Oliveira no filme "Alguém Como Eu"

Quinta, 24/5/2018 10:27.

MARINA GALEANO / (FOLHAPRESS)

De certa forma, pode-se dizer que "Alguém Como Eu" é uma comédia romântica destemida. Destemida porque não tem o menor receio de passear pelo lugar-comum; de dar as mãos para o clichê da primeira à última cena.

Nas palavras do diretor português Leonel Vieira, "um romance com humor", sobretudo despretensioso, que se satisfaz com o rótulo de entretenimento leve e descontraído. Mas, nesse caso, a despretensão passou do ponto e redefiniu o rótulo para entretenimento rasteiro e descartável.

A vida de Helena (Paolla Oliveira) se confunde com a de qualquer outra pessoa do mundo; aquela coisa meio "sorte no jogo, azar no amor". Apesar de jovem, rica, linda e bem-sucedida, ela sente um vazio inexplicável que a leva a largar tudo no Rio de Janeiro para aceitar uma proposta de trabalho em Lisboa.

Sem delongas -já que o filme não recusa os bordões-, um príncipe encantado de nome Alex (Ricardo Pereira) bate à porta da publicitária, e os dois engatam um namoro perfeitinho.

Mesmo a serviço de um enredo limitado, Paolla Oliveira e Ricardo Pereira até conseguem fazer o romance funcionar. O problema é que todo o entorno é tão comum que nada salta aos olhos do espectador.

De repente, algo sobrenatural acontece (ou não) e indica uma reviravolta. Claramente influenciada pela Helena (Glória Pires) de "Se Eu Fosse Você" (2006), a Helena daqui começa a enxergar o namorado no corpo de uma mulher. O ingrediente, que poderia mudar os rumos da trama, acaba mal explorado e se perde no bolo da narrativa. Um desperdício criativo.

Júlia Rabello (Joana) denuncia outro desperdício, mas de talento. Naturalmente engraçada, a atriz é a maior responsável pelas doses de humor do longa-metragem. Uma pena que seu papel se resuma ao de amiga-confidente-da-protagonista, com participações pontuais.

Produzido a partir de uma parceria entre Brasil e Portugal, "Alguém Como Eu" se preocupa em contar uma história atraente e acessível ao público médio dos dois países. Não por acaso, traz elementos das culturas brasileira e portuguesa em proporções equilibradas -dos cenários ao elenco.

A mistura rende a parte mais interessante desta comédia bastante modesta: as ambiguidades provocadas pela língua, o contraste das paisagens, os diferentes sotaques dos personagens. Ainda assim, é muito pouco para não ser digerida na mesma velocidade de um saco de pipoca.

ALGUÉM COMO EU

PRODUÇÃO Brasil, 2017
DIREÇÃO Leonel Vieira
ELENCO Paolla Oliveira, Ricardo Pereira, Julia Rabello
CLASSIFICAÇÃO 14 anos
QUANDO Estreia na quinta (24)
AVALIAÇÃO Regular

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Mistura de Brasil e Portugal rende o melhor do modesto 'Alguém Como Eu'

Divulgação
Paola de Oliveira no filme
Paola de Oliveira no filme "Alguém Como Eu"

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Quinta, 24/5/2018 10:27.

MARINA GALEANO / (FOLHAPRESS)

De certa forma, pode-se dizer que "Alguém Como Eu" é uma comédia romântica destemida. Destemida porque não tem o menor receio de passear pelo lugar-comum; de dar as mãos para o clichê da primeira à última cena.

Nas palavras do diretor português Leonel Vieira, "um romance com humor", sobretudo despretensioso, que se satisfaz com o rótulo de entretenimento leve e descontraído. Mas, nesse caso, a despretensão passou do ponto e redefiniu o rótulo para entretenimento rasteiro e descartável.

A vida de Helena (Paolla Oliveira) se confunde com a de qualquer outra pessoa do mundo; aquela coisa meio "sorte no jogo, azar no amor". Apesar de jovem, rica, linda e bem-sucedida, ela sente um vazio inexplicável que a leva a largar tudo no Rio de Janeiro para aceitar uma proposta de trabalho em Lisboa.

Sem delongas -já que o filme não recusa os bordões-, um príncipe encantado de nome Alex (Ricardo Pereira) bate à porta da publicitária, e os dois engatam um namoro perfeitinho.

Mesmo a serviço de um enredo limitado, Paolla Oliveira e Ricardo Pereira até conseguem fazer o romance funcionar. O problema é que todo o entorno é tão comum que nada salta aos olhos do espectador.

De repente, algo sobrenatural acontece (ou não) e indica uma reviravolta. Claramente influenciada pela Helena (Glória Pires) de "Se Eu Fosse Você" (2006), a Helena daqui começa a enxergar o namorado no corpo de uma mulher. O ingrediente, que poderia mudar os rumos da trama, acaba mal explorado e se perde no bolo da narrativa. Um desperdício criativo.

Júlia Rabello (Joana) denuncia outro desperdício, mas de talento. Naturalmente engraçada, a atriz é a maior responsável pelas doses de humor do longa-metragem. Uma pena que seu papel se resuma ao de amiga-confidente-da-protagonista, com participações pontuais.

Produzido a partir de uma parceria entre Brasil e Portugal, "Alguém Como Eu" se preocupa em contar uma história atraente e acessível ao público médio dos dois países. Não por acaso, traz elementos das culturas brasileira e portuguesa em proporções equilibradas -dos cenários ao elenco.

A mistura rende a parte mais interessante desta comédia bastante modesta: as ambiguidades provocadas pela língua, o contraste das paisagens, os diferentes sotaques dos personagens. Ainda assim, é muito pouco para não ser digerida na mesma velocidade de um saco de pipoca.

ALGUÉM COMO EU

PRODUÇÃO Brasil, 2017
DIREÇÃO Leonel Vieira
ELENCO Paolla Oliveira, Ricardo Pereira, Julia Rabello
CLASSIFICAÇÃO 14 anos
QUANDO Estreia na quinta (24)
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