Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cinema
Crise na Apex pode tirar Brasil do mercado do Festival de Cannes

Quinta, 11/4/2019 10:46.
Divulgação
Atores brasileiros denunciam golpe político no tapete vermelho de Cannes

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GUILHERME GENESTRETI (FOLHAPRESS)

A crise na Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) pode fazer com que o país fique sem representação no mercado que ocorre durante o Festival de Cannes, principal mostra de cinema do mundo, que começa em maio.

O imbróglio ameaça o programa Cinema do Brasil, que divulga a produção audiovisual nacional no exterior. Caso a agência, que patrocina essa iniciativa desde 2006, não renove o seu contrato, não haverá como manter um estande e ainda custear as operações do projeto em Cannes.

A reportagem apurou que o Cinema do Brasil já depositou ao festival a quantia necessária para garantir um espaço físico no Marché du Film, o braço empresarial da mostra de cinema e vitrine fundamental para expor filmes e séries criados no país.

Mas, sem a verba do patrocínio, será impossível manter as suas atividades, como os encontros com produtores de outros países que queiram tocar projetos em parceria com cineastas brasileiros ou divulgar filmes nacionais para que sejam distribuídos em outros países.

O convênio entre a Apex e Cinema do Brasil vale por dois anos e deveria ter sido renovado em fins de março. Desde janeiro, representantes do programa têm tentado marcar uma reunião para discutir a permanência do projeto. Diretora de Negócios da agência, a empresária Leticia Catelani, não os tem atendido.

A interlocutores, Catelani tem afirmado que é contra o programa. Próxima do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e protegida do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ela é pivô da crise que derrubou o segundo presidente da Apex do atual governo, Mario Vilalva.

A reportagem apurou ainda que o próprio presidente Jair Bolsonaro teria aprovado a demanda dos realizadores ligados ao Cinema do Brasil quanto a haver um estande em Cannes, mas a situação segue indefinida enquanto se desenrola a crise na agência.

Em um e-mail enviado aos seus associados, representantes do programa afirmam que estão "confiantes" e que contam com o apoio do deputado Alexandre Frota (PSL-SP) em suas reivindicações.


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Crise na Apex pode tirar Brasil do mercado do Festival de Cannes

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Quinta, 11/4/2019 10:46.

GUILHERME GENESTRETI (FOLHAPRESS)

A crise na Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) pode fazer com que o país fique sem representação no mercado que ocorre durante o Festival de Cannes, principal mostra de cinema do mundo, que começa em maio.

O imbróglio ameaça o programa Cinema do Brasil, que divulga a produção audiovisual nacional no exterior. Caso a agência, que patrocina essa iniciativa desde 2006, não renove o seu contrato, não haverá como manter um estande e ainda custear as operações do projeto em Cannes.

A reportagem apurou que o Cinema do Brasil já depositou ao festival a quantia necessária para garantir um espaço físico no Marché du Film, o braço empresarial da mostra de cinema e vitrine fundamental para expor filmes e séries criados no país.

Mas, sem a verba do patrocínio, será impossível manter as suas atividades, como os encontros com produtores de outros países que queiram tocar projetos em parceria com cineastas brasileiros ou divulgar filmes nacionais para que sejam distribuídos em outros países.

O convênio entre a Apex e Cinema do Brasil vale por dois anos e deveria ter sido renovado em fins de março. Desde janeiro, representantes do programa têm tentado marcar uma reunião para discutir a permanência do projeto. Diretora de Negócios da agência, a empresária Leticia Catelani, não os tem atendido.

A interlocutores, Catelani tem afirmado que é contra o programa. Próxima do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e protegida do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ela é pivô da crise que derrubou o segundo presidente da Apex do atual governo, Mario Vilalva.

A reportagem apurou ainda que o próprio presidente Jair Bolsonaro teria aprovado a demanda dos realizadores ligados ao Cinema do Brasil quanto a haver um estande em Cannes, mas a situação segue indefinida enquanto se desenrola a crise na agência.

Em um e-mail enviado aos seus associados, representantes do programa afirmam que estão "confiantes" e que contam com o apoio do deputado Alexandre Frota (PSL-SP) em suas reivindicações.


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