Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Cinema
Curta metragem MOM aborda falta de escuta no puerpério

Quarta, 31/7/2019 17:21.

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MOM, de Rafaela Rocha, é um curta metragem que traz à luz o puerpério, assunto ainda mal compreendido pela sociedade, e às vezes até pela própria mulher, que não entende e não consegue falar sobre a confusão de sentimentos que passa pelo período pós parto, em parte justificado pelas questões hormonais, mas principalmente culturais em que estão inseridas.

As questões do feminino -sexualidade, gestação, parto, puerpério, papéis sociais e outras- vem sendo discutidas de maneira significativa na última década, através de artigos, filmes, coletivos e diferentes formas de expressão, o que provoca uma verdadeira transformação social, já em andamento.

Rafaela, que é de São Paulo, estudou cinema na UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) e mora em Los Angeles, justifica sua escolha pelo tema pelo contato mais intenso com a maternidade através do nascimento de seu irmão caçula e da gestação de uma amiga próxima. "Interessante pensar que para cada indivíduo que socializamos, temos um tipo discurso e abordagem. Me peguei a pensar de como seria compartilhar algo que muitos não compreenderam. Me identifiquei com a maternidade. Muitas desejam, planejam e sonham com tal experiência. E como seria passar por toda a fase do idealizar e ao receber aquele pequeno nos braços não ser capaz de sentir nenhuma daquelas emoções ou sensações compartilhadas por tantas? Como explicar isso para o outro já que tudo isso seria tão "natural"? Ter a oportunidade de viver a gestação de mulheres próximas a mim e ver o desenvolvimento desses pequeninos, me fez perceber ainda mais a tamanha singularidade feminina. Noites não dormidas, corpo que já não é mais seu, ser que deixa de simplesmente ser. É loucura pensar em todos os processos que a mulher passa, o sonho, a gestação e o bebê, e a constante exposição ao novo. A depressão pós-parto é fato e não falha. Mulheres são únicas e não coisas. O discurso e o falar são necessários e desta maneira o ouvir e o outro essencial", coloca Rafaela. 

 A atriz do filme é Joana Zein, e ele está sendo exibido em alguns festivais americanos. Rafaela planeja logo exibi-lo no Brasil. 

 

 


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Curta metragem MOM aborda falta de escuta no puerpério

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Quarta, 31/7/2019 17:21.

MOM, de Rafaela Rocha, é um curta metragem que traz à luz o puerpério, assunto ainda mal compreendido pela sociedade, e às vezes até pela própria mulher, que não entende e não consegue falar sobre a confusão de sentimentos que passa pelo período pós parto, em parte justificado pelas questões hormonais, mas principalmente culturais em que estão inseridas.

As questões do feminino -sexualidade, gestação, parto, puerpério, papéis sociais e outras- vem sendo discutidas de maneira significativa na última década, através de artigos, filmes, coletivos e diferentes formas de expressão, o que provoca uma verdadeira transformação social, já em andamento.

Rafaela, que é de São Paulo, estudou cinema na UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) e mora em Los Angeles, justifica sua escolha pelo tema pelo contato mais intenso com a maternidade através do nascimento de seu irmão caçula e da gestação de uma amiga próxima. "Interessante pensar que para cada indivíduo que socializamos, temos um tipo discurso e abordagem. Me peguei a pensar de como seria compartilhar algo que muitos não compreenderam. Me identifiquei com a maternidade. Muitas desejam, planejam e sonham com tal experiência. E como seria passar por toda a fase do idealizar e ao receber aquele pequeno nos braços não ser capaz de sentir nenhuma daquelas emoções ou sensações compartilhadas por tantas? Como explicar isso para o outro já que tudo isso seria tão "natural"? Ter a oportunidade de viver a gestação de mulheres próximas a mim e ver o desenvolvimento desses pequeninos, me fez perceber ainda mais a tamanha singularidade feminina. Noites não dormidas, corpo que já não é mais seu, ser que deixa de simplesmente ser. É loucura pensar em todos os processos que a mulher passa, o sonho, a gestação e o bebê, e a constante exposição ao novo. A depressão pós-parto é fato e não falha. Mulheres são únicas e não coisas. O discurso e o falar são necessários e desta maneira o ouvir e o outro essencial", coloca Rafaela. 

 A atriz do filme é Joana Zein, e ele está sendo exibido em alguns festivais americanos. Rafaela planeja logo exibi-lo no Brasil. 

 

 


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