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'Hellboy' não consegue ser filme nem videogame

Quinta, 23/5/2019 10:41.

(IVAN FINOTTI/ FOLHAPRESS) Está certo que a Marvel fez 22 filmes com enorme sucesso, seguidos por mais sete da DC Comics, sem contar os que não entram na listagem oficial. É óbvio que o tema super-herói já pode ser considerado um subgênero do cinema de ação.

Por isso, não espanta que outros heróis, que não estejam ligados às duas maiores empresas de quadrinhos dos Estados Unidos, aparecem nas telas para faturar também.

O que causa surpresa é que, com tantos personagens de quadrinhos dando sopa por aí, Hollywood decida investir em um cara que já teve dois filmes e fazer um "reboot" (começar sua história novamente).

A sinopse é a seguinte: Hellboy nasceu no inferno, mas foi criado por um inglês com um pé no ocultismo e outro nas agências de espionagem. Hoje crescido, ele caça monstros para o FBI.

Em 2004 e 2008, Guillermo del Toro (que ganhou o Oscar por "A Forma da Água") dirigiu duas aventuras com esse personagem. Nenhuma foi um estrondoso sucesso: custaram respectivamente US$ 66 milhões e US$ 85 milhões e faturaram cerca de US$ 60 milhões e US$ 75 milhões nos EUA. Ou seja, ambos só se pagaram com os ingressos vendidos no resto do mundo (cerca de 40% do total).

Essa de agora foi muito pior. Após gastar US$ 50 milhões, recebeu apenas US$ 21 milhões nas bilheterias americanas. É muito capaz que dê prejuízo.

O que pega é que Hellboy nem é um personagem tão interessante assim, para ficar voltando para as telas, como se fosse um Homem-Aranha.

O aracnídeo já viveu três fases: a primeira, com Tobey Maguire, rendeu filmes em 2002, 2004 e 2007. Outra, com Andrew Garfield, teve produções em 2012 e 2014. A última, com Tom Holland, teve um título em 2017 e um segundo que estreia no meio deste ano, além de aparições em filmes dos Vingadores e do Capitão América.

Em todas essas fases, vemos de novo como Peter Parker se tornou o Homem-Aranha, como seu avô morreu, a relação com a tia May, como ele lida com a escola etc., etc., etc.

O mesmo acontece com Hellboy: dá-lhe novamente o momento de seu nascimento na Terra, durante a Segunda Guerra Mundial. E dá-lhe construir de novo a complicada relação com o pai adotivo. À frente disso tudo, ele se envolve com uma bruxa milenar (Milla Jovovich) que volta da morte.

É bom para o povo da computação gráfica, pois o que mais tem são monstros horrorosos inseridos digitalmente. Mas não era para ser um videogame, e sim um filme. Não chega a ser nenhum dos dois.

HELLBOY
PRODUÇÃO EUA, 2019
DIREÇÃO Neil Marshal
ELENCO David Harbour, Milla Jovovich, Ian McShane
CLASSIFICAÇÃO 16 anos
AVALIAÇÃO Ruim 

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'Hellboy' não consegue ser filme nem videogame

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Quinta, 23/5/2019 10:41.

(IVAN FINOTTI/ FOLHAPRESS) Está certo que a Marvel fez 22 filmes com enorme sucesso, seguidos por mais sete da DC Comics, sem contar os que não entram na listagem oficial. É óbvio que o tema super-herói já pode ser considerado um subgênero do cinema de ação.

Por isso, não espanta que outros heróis, que não estejam ligados às duas maiores empresas de quadrinhos dos Estados Unidos, aparecem nas telas para faturar também.

O que causa surpresa é que, com tantos personagens de quadrinhos dando sopa por aí, Hollywood decida investir em um cara que já teve dois filmes e fazer um "reboot" (começar sua história novamente).

A sinopse é a seguinte: Hellboy nasceu no inferno, mas foi criado por um inglês com um pé no ocultismo e outro nas agências de espionagem. Hoje crescido, ele caça monstros para o FBI.

Em 2004 e 2008, Guillermo del Toro (que ganhou o Oscar por "A Forma da Água") dirigiu duas aventuras com esse personagem. Nenhuma foi um estrondoso sucesso: custaram respectivamente US$ 66 milhões e US$ 85 milhões e faturaram cerca de US$ 60 milhões e US$ 75 milhões nos EUA. Ou seja, ambos só se pagaram com os ingressos vendidos no resto do mundo (cerca de 40% do total).

Essa de agora foi muito pior. Após gastar US$ 50 milhões, recebeu apenas US$ 21 milhões nas bilheterias americanas. É muito capaz que dê prejuízo.

O que pega é que Hellboy nem é um personagem tão interessante assim, para ficar voltando para as telas, como se fosse um Homem-Aranha.

O aracnídeo já viveu três fases: a primeira, com Tobey Maguire, rendeu filmes em 2002, 2004 e 2007. Outra, com Andrew Garfield, teve produções em 2012 e 2014. A última, com Tom Holland, teve um título em 2017 e um segundo que estreia no meio deste ano, além de aparições em filmes dos Vingadores e do Capitão América.

Em todas essas fases, vemos de novo como Peter Parker se tornou o Homem-Aranha, como seu avô morreu, a relação com a tia May, como ele lida com a escola etc., etc., etc.

O mesmo acontece com Hellboy: dá-lhe novamente o momento de seu nascimento na Terra, durante a Segunda Guerra Mundial. E dá-lhe construir de novo a complicada relação com o pai adotivo. À frente disso tudo, ele se envolve com uma bruxa milenar (Milla Jovovich) que volta da morte.

É bom para o povo da computação gráfica, pois o que mais tem são monstros horrorosos inseridos digitalmente. Mas não era para ser um videogame, e sim um filme. Não chega a ser nenhum dos dois.

HELLBOY
PRODUÇÃO EUA, 2019
DIREÇÃO Neil Marshal
ELENCO David Harbour, Milla Jovovich, Ian McShane
CLASSIFICAÇÃO 16 anos
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