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Coluna
ALBC Ecos Literários
Por Academia de Letras

Vou-me embora pra Pasárgada

Foi feito um “brain storm” com os Acadêmicos a respeito dos sentimentos despertados pela leitura do poema de Manuel Bandeira, “Vou-me embora pra Pasárgada”. Abaixo alguns dos resultados:

Voltando de Pasárgada
Alvírio Silvestrin

Voltando de Pasárgada
Por setenta anos
assisti às mudanças de estação,
vi a vida vibrante do verão,
a brilhante morte do outono,
a silenciosa sepulture do inverno.
Vi a ressureição da primavera,
o nascimento glorioso da vida nova.
Meu pai e o pai de meu pai
viram bem antes de mim,
mas eles não foram a Pasárgada.
Eu fui, pisei a areia escandante, a
o lado da tumba de Ciro, o Grande,
na Pérsia antiga e no Irã de hoje,
procurei, mas não vi o Bandeira,
nem o Rei e as prostitutas dele.
Não tomei banho no Mar, não há!
Também não há bicicleta para andar.
Sem a vida fácil imaginária, do Manuel,
muitas vezes pensei em partir.
Viver lá, é uma louca aventura!
Queimado pelos raios do astro-rei,
parti de Pasárgada, porque lá,
ninguém ve o retorno dos pássaros,
também em nada reparam nos brotos
e nas flores das árvores; não há!

 

Minha Pasárgada
Eliana Jimenez

Pasárgada é barco grande
um veleiro, quase navio
que navega em alto mar
na chuva e no estio.

Vai em busca de ilhotas
e de terras tão distantes
com cachoeiras bonitas
e de águas espumantes.

Comigo vão os amigos
que gostam de cozinhar
nas paradas eu faço feira
e eles preparam o jantar.

Vou levar também aquele
que me pulsa o coração
porque em noites de luar
é preciso uma paixão.

Pasárgada não é destino
para mim é a jornada
porque é o deslocamento
que faz valer a caminhada.

Escrito por Academia de Letras, 22/11/2018 às 09h38 | elianarjz@gmail.com



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Foi feito um “brain storm” com os Acadêmicos a respeito dos sentimentos despertados pela leitura do poema de Manuel Bandeira, “Vou-me embora pra Pasárgada”. Abaixo alguns dos resultados:

Voltando de Pasárgada
Alvírio Silvestrin

Voltando de Pasárgada
Por setenta anos
assisti às mudanças de estação,
vi a vida vibrante do verão,
a brilhante morte do outono,
a silenciosa sepulture do inverno.
Vi a ressureição da primavera,
o nascimento glorioso da vida nova.
Meu pai e o pai de meu pai
viram bem antes de mim,
mas eles não foram a Pasárgada.
Eu fui, pisei a areia escandante, a
o lado da tumba de Ciro, o Grande,
na Pérsia antiga e no Irã de hoje,
procurei, mas não vi o Bandeira,
nem o Rei e as prostitutas dele.
Não tomei banho no Mar, não há!
Também não há bicicleta para andar.
Sem a vida fácil imaginária, do Manuel,
muitas vezes pensei em partir.
Viver lá, é uma louca aventura!
Queimado pelos raios do astro-rei,
parti de Pasárgada, porque lá,
ninguém ve o retorno dos pássaros,
também em nada reparam nos brotos
e nas flores das árvores; não há!

 

Minha Pasárgada
Eliana Jimenez

Pasárgada é barco grande
um veleiro, quase navio
que navega em alto mar
na chuva e no estio.

Vai em busca de ilhotas
e de terras tão distantes
com cachoeiras bonitas
e de águas espumantes.

Comigo vão os amigos
que gostam de cozinhar
nas paradas eu faço feira
e eles preparam o jantar.

Vou levar também aquele
que me pulsa o coração
porque em noites de luar
é preciso uma paixão.

Pasárgada não é destino
para mim é a jornada
porque é o deslocamento
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