Jornal Página 3
Coluna
ALBC Ecos Literários
Por Academia de Letras

Seleção de poemas de Hang Ferrero

Dialética

nunca deveria ter dito o que disse; nunca. foi como esfriar a chama com a saliva entre os dedos, apagar as velas antes de servir o prato. tinha ela, à nuca, poros eriçados, tal qual a pele dela, o cheiro, tinha tudo.

nunca deveria ter esfriado, a vela ou o prato, nunca. tinha a pele, o cheiro, tal qual a chama, tudo dela e, entre os dedos ter dito o que disse, sem antes aos poros servir à nuca.

 

Plumbum

não cede

abusa das velharias desta máquina

revisa tabus

 

não cessa

delirante, pós-histórico

trata-me com prejuízo e dor

 

não recordo

das tratativas que se opõem

ao que chamo de jornada

 

à saber:

sê longa ainda ( a vida ) e

vejo tua boca irriquieta e amarela; é riso?

 

oh, éter

impetuosa consciência presa ao corpo

qual vingança

 

desgarra

solta qualquer quinhão da paz

ou forja-te ininteligível em mim

 

na desgraça

acovardo eu,

quais outros sacrifícios antevês?

Escrito por Academia de Letras, 19/06/2019 às 11h57 | elianarjz@gmail.com



Academia de Letras

Assina a coluna ALBC Ecos Literários


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br

Página 3
ALBC Ecos Literários
Por Academia de Letras

Seleção de poemas de Hang Ferrero

Dialética

nunca deveria ter dito o que disse; nunca. foi como esfriar a chama com a saliva entre os dedos, apagar as velas antes de servir o prato. tinha ela, à nuca, poros eriçados, tal qual a pele dela, o cheiro, tinha tudo.

nunca deveria ter esfriado, a vela ou o prato, nunca. tinha a pele, o cheiro, tal qual a chama, tudo dela e, entre os dedos ter dito o que disse, sem antes aos poros servir à nuca.

 

Plumbum

não cede

abusa das velharias desta máquina

revisa tabus

 

não cessa

delirante, pós-histórico

trata-me com prejuízo e dor

 

não recordo

das tratativas que se opõem

ao que chamo de jornada

 

à saber:

sê longa ainda ( a vida ) e

vejo tua boca irriquieta e amarela; é riso?

 

oh, éter

impetuosa consciência presa ao corpo

qual vingança

 

desgarra

solta qualquer quinhão da paz

ou forja-te ininteligível em mim

 

na desgraça

acovardo eu,

quais outros sacrifícios antevês?

Escrito por Academia de Letras, 19/06/2019 às 11h57 | elianarjz@gmail.com



Academia de Letras

Assina a coluna ALBC Ecos Literários


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade